Recife (PE), Brasil

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Orçamento: Oposição retira R$ 800 Mi dos Estados que sediarão a Copa



Estados que vão sediar Copa perderão R$ 800 mi em 2010, diz Magela 


O Distrito Federal e os 11 estados que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 vão perder cerca de R$ 800 milhões no próximo ano com o acordo fechado na noite desta terça-feira (22), no plenário do Congresso, que possibilitou a votação da proposta orçamentária. A afirmação foi feita na tarde de ontem pelo relator-geral do projeto, deputado Magela (PT-DF), em entrevista coletiva.
Pelo acordo, o relator teve que retirar todas as emendas de investimento apresentadas por ele para obras relacionadas à Copa. A oposição condicionou a votação do orçamento à exclusão dessas emendas.
O deputado Magela havia apresentado um total de R$ 1,2 bilhão em emendas para os 11 estados e o DF – R$ 100 milhões para cada um. Desse total, dois terços (R$ 800 milhões) foram destinados a investimentos. Esse valor foi retirado e será dividido entre as emendas das bancadas estaduais, de forma proporcional ao que cada uma já havia recebido durante a tramitação da proposta orçamentária.
Perda - Para Magela, dificilmente um estado conseguirá recuperar os recursos perdidos com a divisão. "Os cortes são muito prejudiciais. Ninguém vai receber o valor de volta", disse. Além do DF, vão abrigar os jogos da Copa os seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso e Ceará.
Durante a votação da proposta orçamentária, a oposição criticou o fato de algumas emendas do deputado não apresentarem relação direta com os jogos da Copa, como as que previam recursos para drenagem urbana em Vicente Pires, região administrativa do DF, e para construção de um complexo turístico em Juazeiro do Norte, no sul do Ceará.
O deputado Magela garantiu que apenas atendeu solicitação dos governadores à Comissão Mista de Orçamento. Ele citou alguns casos, como a emenda destinada à construção de um hospital próximo a um estádio de futebol, em Pernambuco.
Só não haverá perda para os estados que preferiram pedir recursos para custeio, e não para investimento. É o caso do Rio de Janeiro, que solicitou verbas para segurança pública.


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