Recife (PE), Brasil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vídeo: Paris a 200 km/h

Repassado por João Bosco Dela Bianca

Em 1976, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma camera giroscópica na frente de um carro esportivo e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse. A hora seria logo que o dia clareasse, o filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através do Louvre até a basí­lica de Sacre Coeur.

Inicialmente especulou-se que o carro seria uma Ferrari 275GTB, mas em 2006 o próprio Lelouch revelou que se trava de uma Mercedes 6.9L.

Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.

O piloto completou o circuito em menos de 9 minutos. Conta a lenda que o carro utilizado era uma Ferrari 275GTB que, em certos momentos, atingiu 324 km/h. Mas técnicos especializados analisaram o vídeo e concluíram que o carro nunca passou de 140 km/h. Aliás, o próprio Lelouch revelou em 2006 que o carro era uma Mercedes 6.9L, que tem velocidade máxima de 230 km/h. Entretanto, o som é de fato de Uma Ferrari. Lelouch afirma que refez o trajeto com a Ferrari para gravar o som, a fim de tornar o filme mais impactante.

O filme mostra o piloto furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão. Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso.

Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground. A tese mais comum afirma que o piloto teria sido Jacques Laffite, piloto de fórmula 1 à época, mas outros especulam que pode ter sido Jacky Ickx ou Jean-Pierre Beltoise, dentre outros. Lelouch, por sua vez, afirma que foi ele mesmo quem pilotou o carro.

Se você não viu ainda o clássico, prenda a respiração e clique no link abaixo. Se você já viu, veja de novo, vale a pena.

Ligue o som e curta.
 



Confira também o "making of", divulgado por Lelouch em 2006:



Leia mais sobre este filme na Wikipedia.

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