Recife (PE), Brasil

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eleição: Comite de Serra flagrado forjando textos contra Dilma

Recentemente, recebi por e-mail um texto apócrifo relatando a suposta participação de Dilma Roussef em um atentando terrorista contra o Sargento Mario Kozel Filho. Não tinha lido a matéria abaixo ainda, mas fiz questão de pesquisar sobre o assunto e responder ao remetente, demonstrando que nem Dilma nem nenhuma das outras personalidades citadas tiveram qualquer participação no caso.

A matéria a seguir relata que os textos da espécie tem sido produzidos pelo comitê de Campanha de Serra, mais especificamente por Ruy Fabiano, contratado para redigi-los, a mando de Sérgio Guerra.

Este é o tipo de gente que quer retomar o comando do País.

Leiam e tirem suas conclusões:

Ataque do PSDB a Dilma irrita marqueteiro de Serra


Fonte: Ig - Último Segundo
Repassado por José Gomes

O episódio dos textos com ataques a Dilma Rousseff distribuídos a partir de gabinetes de parlamentares de oposição na Câmara causou intenso mal estar entre a cúpula do PSDB e o comando da campanha de José Serra.

Segundo o iG apurou, o episódio deixou o marqueteiro de Serra, Luiz Gonzalez, profundamente irritado. Gonzalez chegou a ser citado em uma coluna como responsável pelos papeis. Na verdade, de acordo com fontes da campanha de Serra, o autor é o jornalista Ruy Fabiano, que teria sido contratado pelo PSDB para redigir “papers” (textos) com o objetivo de orientar parlamentares do PSDB, DEM e PPS em entrevistas e discursos.
Ruy Fabiano, autor dos textos apócrifos

A um destes “papers” intitulado “Dilma Rousseff e suas vítimas fatais” foram anexadas fotos de militares que teriam sido “assassinados pelo grupo terrorista” da qual Dilma fez parte.

O texto diz que Dilma “teve amnésia e não se lembra dos assaltos a banco, sequestros, delação de colegas. Só lembra que foi torturada”. Dilma militou no Comando de Libertação Nacional (Colina), grupo de esquerda que defendia a luta armada contra a ditadura militar. Até hoje nunca foram apresentadas provas de que Dilma tenha participado de ações armadas. Ela nega.

Quando viu no fac símile publicado em um jornal que os papéis tinham timbre da “coordenação de comunicação da campanha de Serra”, Gonzalez ficou irritado ao ponto de telefonar para o gabinete do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, para dizer que não tinha nada a ver com o texto.

Orgulhoso de nunca ter apelado para baixarias e mentiras em 16 anos de campanhas para o PSDB, Gonzalez não quer ter seu nome vinculado aos ataques a Dilma nos “papers” de Ruy Fabiano. Mais do que isso, tem medo de que as baixarias sejam atribuídas a Serra, o que poderia dar margem para os adversários rotularem o tucano de truculento.

O PSDB, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou a autoria dos “papers” distribuídos a seus parlamentares. Segundo o partido, os textos foram redigidos pelas “assessorias” da direção nacional.

Na quinta-feira à noite o iG ligou para a sede nacional do PSDB, em Brasília, para falar com Ruy Fabiano. O assessor que atendeu a reportagem passou um número de telefone que seria do jornalista, informando que Fabiano fica em São Paulo. Todas as ligações caíram na caixa postal.

No dia seguinte, a assessoria de imprensa do PSDB comunicou que Fabiano não presta serviços ao partido nem à campanha. Ele teria sido apenas sondado pela direção tucana. O PSDB não desmentiu a informação de que Ruy Fabiano é o autor dos “papers”.

O iG falou com um alto integrante da campanha de Serra que esteve em pelo menos uma reunião da qual participaram Ruy Fabiano, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, parlamentares e dirigentes tucanos, em São Paulo, na qual foram discutidas as linhas mestras da estratégia de campanha de Serra.

Conclusões (de José Gomes):

1. Os ataques não partiram do Luiz Gonzales, marqueteiro do Serra, que é um jornalista de nível.

2. Mas partiram do Ruy Fabiano, contratado pelo PSDB para produzir papers para a campanha. Todo lixo que sai da campanha de Serra passa pelo presidente do partido, Sérgio Guerra. É impressionante o nível de um sujeito como Guerra. Ao lado do ex-Graeff ele foi o responsável direto pelo “gentequemente”, é a interface do partido com o DEM de Paulinho Bornhausen, o responsável pela contratação de blogueiros especializados em sites apócrifos. É evidente que Guerra tem luz verde de Serra. Mas é vergonhoso ter um político desse nível na presidência de um partido da relevância do PSDB. Gonzales sabe das consequências deletérias desse tipo de atitude, mas a síndrome do escorpião não quer largar Serra.

3. Obs: Ruy Fabiano é irmão do grande violonista Raphael Rabello.

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