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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quem são os deputados motosserra?

Veja no site da Câmara quem votou a favor ou contra o novo código florestal, incluindo a emenda que anistia os desmatadores, clicando aqui.

Em Pernambuco, só Fernando Ferro e João Paulo, do PT, além de Paulo Rubem, do PDT, votaram contra.

Não me arrependo dos votos que dei. E você?

Dilma veta empréstimo de R$ 230 milhões e complica Copa do Mundo em Pernambuco

Da Revista Algo Mais:

Dilma veta empréstimo de R$ 230 milhões e complica Copa do Mundo em Pernambuco
O secretário de Controle e Desenvolvimento de Obras do Recife, Amir Schvartz, revelou no dia de hoje, no Senado, em Brasília, que a presidente da República, Dilma Rousseff, vetou um empréstimo de R$ 230 milhões que seria feito pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para as obras em Recife. O secretário disse que a linha de crédito já havia sido aprovada por todas as instâncias e que o veto precisa ser explicado, pois caso contrário será preciso procurar outro agente financeiro.
- Estávamos contando com esses recursos. As principais obras de infra-estrutura estão dependendo da nossa rapidez em licitar e contratar. Se fizermos tudo no segundo semestre desse ano, as obras para a Copa de 2014 estarão prontas. Para a Copa das Confederações, nem todas estarão prontas, mas não precisam estar todas prontas. A determinação do governador Eduardo Campos é executar todas as obras nem que seja com dinheiro do estado – afirmou.
O secretário extraordinário da Copa do Mundo do Estado de Pernambuco, Sílvio Bompastor, disse que a principal obra é a chamada Via Mangue, que circunda uma área de 300 hectares de mangue dentro da capital pernambucana. Ele assinalou que 1.200 famílias que residem em palafitas na área limítrofe ao mangue estão sendo realocadas em conjuntos habitacionais em construção. O secretário garantiu que a obra, iniciada neste mês, estará concluída em 30 meses.
Bompastor também relatou que mais duas pontes estão sendo construídas sobre o rio Capiberibe e que, em relação à mobilidade urbana para acesso à Cidade da Copa, está sendo aplicado o conceito de vias radiais e perimetrais, em conjunto com as linhas de metrô já existentes. Além disso, afirmou, uma nova estação de metrô – chamada Cosme e Damião – está sendo construída, o abastecimento de energia elétrica e de gás natural já está garantido e nove novos hotéis estão sendo erguidos, adicionando mais sete mil leitos à cidade.
Da Agência Senado

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Carta de Esquivel a Obama



Carta de um Nobel da Paz a outro

Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para, ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo, termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um acontecimento desportivo.
...
Quando te outorgaram o Prêmio Nobel da Paz, do qual somos depositários, te enviei uma carta que dizia: “Barack, me surpreendeu muito que tenham te outorgado o Nobel da Paz, mas agora que o recebeste deves colocá-lo a serviço da paz entre os povos; tens toda a possibilidade de fazê-lo, de terminar as guerras e começar a reverter a situação que viveu teu país e o mundo”. No entanto, ao invés disso, tu incrementaste o ódio e traiste os princípios assumidos na campanha eleitoral frente ao teu povo, como terminar com as guerras no Afeganistão e no Iraque e fechar as prisões em Guantánamo e Abu Graib no Iraque...


O artigo é de Adolfo Pérez Esquivel.

Leia na íntegra na Carta Maior, clicando aqui.

sábado, 7 de maio de 2011

EUA mantiveram centenas de inocentes em Guantánamo

A matéria abaixo, publicada em 26.4.2011 no Tabloide "Primeira Chamada", do Estadão, distribuído nos aviões, já dava uma pista sobre o que viria a acontecer nos dias seguintes (o assassinato de Osama Bin Laden).

A matéria mostra que, da mesma forma que o assassinato de Bin Laden, a manutenção de Guantánamo favorece a reeleição de Barack Obama, apesar de manchar a imagem de pacifista construída perante o mundo durante a campanha eleitoral anterior.

Posteriormente o governo americano admitiu que usou torturas por afogamento em Guantánamo para tentar obter informações sobre o paradeiro de Bin Laden, embora outras versões afirmem que os EUA já sabiam há meses da localização de Osama, mas preferiram aguardar o máximo possível para agir em um momento mais próximo da eleição.

EUA tiveram 150 inocentes em Guantánamo
Centenas de documentos secretos norte-americanos vazados ontem sobre os prisioneiros mantidos pelos Estados Unidos na carceragem da base naval de Guantánamo, Cuba, revelam que pelo menos 150 detentos eram perceptivelmente inocentes, mas acabaram presos mesmo assim. O governo dos EUA qualificou como "infeliz" a divulgação do material, possibilitada pelo site dedicado ao vazamento de informações secretas WikiLeaks.
Documentos secretos contendo detalhes de avaliações de mais de 700 detentos conduzidas por militares norte-americanos começaram a ser publicados no fim da noite de domingo por jornais dos Estados Unidos e da Europa, mas os arquivos, obtidos originalmente pelo WikiLeaks.org, foram repassados aos periódicos por fontes não reveladas.
Segundo informações do jornal britânico "The Daily Telegraph", os dossiês mostram que somente 220 das 779 pessoas que passaram pela carceragem de Guantánamo foram realmente consideradas "extremistas perigosos". Outros 380 prisioneiros foram considerados milicianos de baixo escalão.
Ao mesmo tempo, pelo menos 150 pessoas enviadas a Guantánamo eram afegãos ou paquistaneses inocentes. Em geral, tratava-se de motoristas, agricultores e cozinheiros detidos por engano. Em dezenas de casos, comandantes norte-americanos documentaram terem chegado à conclusão que não havia motivo para transferência para Guantánamo, mas os suspeitos acabaram presos assim mesmo.
Em dois casos específicos, militares norte-americanos em Guantánamo estavam plenamente cientes da inocência dos prisioneiros e admitiram a situação por escrito, mas levou meses até que os detentos fossem enviados de volta a seu país de origem.
O novo vazamento tende a reforçar os argumentos dos ativistas pelos direitos humanos, segundo os quais há pessoas mantidas por informações equivocadas. Já em outros casos há presos que, segundo os informes, são mais perigosos para os norte-americanos do que se sabia anteriormente. Isso poderia prejudicar os esforços para os EUA transferirem os detentos para fora da controvertida prisão. O presidente Barack Obama havia prometido em sua campanha política fechar Guantánamo, mas até agora não cumpriu a promessa.
As autoridades norte-americanas disseram que os documentos "poderiam ou não representar o ponto de vista atual de um detento específico" e criticaram a decisão dos jornais de publicar uma "informação delicada".
"Foi um ato infeliz a decisão tomada por diversas organizações noticiosas de publicar numerosos documentos obtidos ilegalmente pelo WikiLeaks" sobre a prisão de Guantánamo, afirmaram em nota o embaixador Daniel Fried, enviado especial do governo para assuntos de detentos, e o secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell.
Os arquivos em questão, conhecidos como Informes de Avaliação de Detentos, descrevem o valor potencial dos presos para proporcionar informações de inteligência e avaliam se eles representariam alguma espécie ameaça aos EUA, caso fossem libertados.
De acordo com documentos publicados pelo jornal norte-americano The New York Times, em muitos casos os suspeitos foram detidos após serem confundidos com pessoas procuradas ou simplesmente porque estavam no lugar errado e na hora errada. Até o momento, 604 presos foram transferidos de Guantánamo, enquanto outros 172 seguem na carceragem da base naval mantida pelos EUA em Cuba.

Manter prisão ajuda reeleição de Barack Obama
WASHINGTON - WIKILEAKS
A imagem do presidente norteamericano, Barack Obama, pode ser afetada no exterior pelo fato de ele não ter fechado a prisão de Guantánamo, em Cuba, após dois anos de governo. Nos EUA, entretanto, sua reeleição, em 2012, estaria comprometida se ele tivesse cumprido a promessa, sgundo analistas.
"Acredito que sua promessa de campanha tenha sido sincera na época, mas também foi um erro", afirmou Thomas Mann, do Breookings Institution. "Suspeito que a prisão esteja funcionando enquanto Obama estiver na Casa Branca", completou.
De acordo com o analista conservador Michael Barone, Obama não se arriscará a um confronto com a opinião pública sobre um tema tão sensível quanto a prisão de Guantánamo, destinada a suspeitos de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 e em outros atos de terror.
Mesmo no partido de Obama, o Democrata, vários congressistas chegaram a pedir que o presidente não enviasse a proposta de fechamento da prisão ao Congresso.
O prejuízo para Obama, dentro dos EUA, estará na parcela do eleitorado que mais se importa com as questões de direitos humanos e se encontra à esquerda do Partido Democrata. No plano internacional, segundo analistas, o dano será maior para Obama nos países árabes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aécio é flagrado sem habilitação e se recusa a soprar o bafômetro

Fonte: Brasília Confidencial - 18/04/2011

Blitz da Lei Seca na esquina das ruas Bartolomeu Mitre e General San Martin, no bairro do Leblon, capital fluminense, três horas da madrugada de domingo(17). Fiscais mandam uma camionete Land Rover parar. Quem está ao volante, é o senador Aécio Neves(PSDB-MG), com a carteira de habilitação vencida.

Acompanhado de sua namorada, o ex-governador voltava de uma festa e estava a menos de três quarteirões de casa quando foi parado. A secretaria de Segurança Pública informou que o documento vencido foi apreendido e o parlamentar multado em R$ 1.149,24– R$ 957,70 por se recusar a fazer o teste do bafômetro e R$ 191,54 por estar dirigindo com habilitação sem validade.

Serão 14 pontos na carteira do senador – sete por não fazer o teste que mede o nível de álcool no sangue e sete pela infração de dirigir sem documento válido.Em nota divulgada à tarde (leia abaixo), a assessoria de Aécio negou que ele tenha se recusado a fazer o teste do bafômetro, alegando que “o mesmo não foi solicitado”.

Não se sabe se a modelo Letícia Weber, namorada do ex-governador, ou por não ser habilitada, ou por estar alcoolizada, não pôde encaminhar o veículo até a residência, há três quadras da blitz. O parlamentar teve de pedir ajuda a um taxista para levar a Land Rover.

Aécio passou o dia no Rio de Janeiro, mas não quis falar com a imprensa. Ele ou alguém com procuração para representá-lo, terá que se dirigir ao Detran-RJ para pagar a multa. O senador só pode voltar a dirigir, após passar pelos procedimentos de renovação da carteira, que incluêm aulas de “Primeiros Socorros” e “Direção Defensiva”.

O ex-governador agora têm poucas opções: ou vai para a sala de aula rever conceitos fundamentais à boa direção, ou contrata um motorista e tenta abafar o caso que manchou seu curriculum.

Assessoria emite nota e desmente que senador tenha recusado o teste

“Na noite deste sábado para domingo (17-04-11), o senador Aécio Neves jantou nas redondezas de seu apartamento no Rio de Janeiro. Ao retornar à sua residência, foi abordado durante blitz policial quando foi constatado o vencimento da validade do seu documento de habilitação como motorista.

Em respeito à legislação vigente, o senador entregou a habilitação ao agente e, seguindo as orientações recebidas, providenciou um condutor habilitado – um taxista que se encontrava no local – que dirigiu seu veículo até sua residência a poucos quarteirões.

Com relação às notícias veiculadas sobre o uso ou não do bafômetro, essa assessoria informa que, uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo, o mesmo não foi realizado. O senador cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz.”

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Paredões de som automotivo proibidos em Fortaleza

Divulgo matéria repassada pelo amigo Ricardo Morais.

Já tá na hora de criarem uma lei dessas aqui em Pernambuco proibindo esse "paredões" pelo menos nas praias de nosso litoral, pois na cidade a gente não vê muito isto por aqui.

Vereadores aprovam ''Lei do Paredão'' por unanimidade


Autor da Lei do Paredão (Foto: Genilson de Lima/ Câmara Municipal) 
Autor da Lei do Paredão (Foto: Genilson de Lima/ Câmara Municipal)
Atualizada às 13h50min

Os vereadores aprovaram, por unanimide, o projeto de lei que irá proibir o uso dos chamados paredões de som automotivo em espaços públicos e nos ambientes de uso coletivo na Capital.

Em conversa com O POVO Online, o vereador Guilherme Sampaio comemorou a aprovação do projeto e afirmou que ''foi fundamental a mobilização da sociedade''. O parlamentar reconheceu a importância da contribuição das redes sociais e órgãos de imprensa na divulgação da matéria.

''O fato de a matéria ter sido aprovada por consenso revela que a Câmara foi à exaustão no que diz respeito ao debate democrático'', declarou Guilherme ao O POVO Online. Ele disse ainda que, com a aprovação, os vereadores cumpriram seu papel na defesa da ''garantia da paz e do sossego público através da Lei do Paredão''.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Acrísio Sena (PT), disse, durante, em plenário, que a aprovação de leis como essa são importantes para fortalecer o trabalho das Comissões Técnicas.

Já o vereador Paulo Gomes sugeriu que a Comissão de Fiscalização faça um acompanhamento da aplicação da lei. ''Não adianta fazermos mais uma Lei e ela não sair do papel''.

Agora, para virar lei, o projeto precisa ser sancionado pela prefeita Luizianne Lins.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Prefeito de Manaus para moradora de área de risco: "Morra!"

A matéria e o vídeo abaixo, publicados no Blog do Noblat, reproduzindo matéria da Folha.com, é um bom exemplo do que os nossos políticos sentem em relação ao povo que o elegeu (ou não). Qualquer semelhança com o personagem Justo Veríssimo, de Chico Anísio ("Eu quero é que o povo se exploda!") não é mera coincidência.

Prefeito de Manaus fala para desempregada 'morrer' , Folha.com
Kátia Brasil
Em visita a uma área de risco de desabamento, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), 71, mandou na manhã desta segunda-feira uma moradora "morrer" ao ser questionado por ela sobre a solução do problema de habitação.
No fim de semana, durante um temporal, três pessoas morreram após o desabamento de um barranco sobre casas na cidade.
De chapéu panamá e camiseta verde, Amazonino, cercado por moradores, falava sobre a necessidade de deixar o lugar. O vídeo foi gravado por um repórter de um site local e colocado no Youtube. [Há pouco foi desativado.]
"É preciso parar de construir casas em áreas de risco", disse o prefeito.
A moradora desempregada Laudenice Paiva, 37, rebateu. "Mas prefeito, se a gente mora aqui é porque não tem onde morar."
Irritado, ele afirmou: "Minha filha, então morra, morra, morra!"
O prefeito indagou de qual cidade a moradora vinha. Ela disse que era paraense. "Então tá explicado", reiterou Amazonino.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Manaus argumentou que o político foi provocado pela moradora. Segundo a prefeitura, ela não mora na localidade.
Após o episódio, Amazonino declarou que "compreende" a indignação da moradora. Mas falou que havia "gente instruída por grupos políticos para criar clima, criar problema, desviar a atenção da realidade".

Clique na imagem para ver o vídeo:

"Minha senhora, então morra! Morra! Morra!"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Governo inicia distribuição gratuita de remédios contra hipertensão e diabetes

Repasso a matéria abaixo, de grande interesse para todos, publicada no site do Ministério da Saúde.

Para conferir a lista completa dos medicamentos com distribuição pelo Programa Farmácia Popular, clique em um dos links abaixo:




Mas atenção não são todos os medicamentos da lista que serão distribuidos gratuitamente. Apenas os medicamentos para hipertensão e diabetes. Os demais terão descontos de até 90%, como já ocorria no Programa.

'Saúde Não Tem Preço' inicia distribuição de remédios gratuitos contra hipertensão e diabetes

 Programa lançado pela presidenta Dilma e pelo ministro Padilha deve dobrar número de beneficiários do Aqui Tem Farmácia Popular

Fotos: Luís Oliveira/Ascom/MS
A rede de farmácias e drogarias conveniadas à rede Aqui Tem Farmácia Popular começa a oferecer, a partir desta quinta-feira (3), medicamentos gratuitos para o tratamento de hipertensão e diabetes. O anúncio foi realizado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Até o dia 14 deste mês, todos os 15.069 estabelecimentos credenciados já terão aderido plenamente ao programa, após concluírem a adaptação dos sistemas de vendas.

“Cuidar da saúde de uma sociedade está entre as obrigações intransferíveis de um Estado democrático, comprometido com a justiça social e o bem-estar das famílias”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante a solenidade de lançamento do programa.

A presidenta Dilma destacou que os medicamentos são o item de maior peso no bolso das famílias mais humildes: 12% da renda da população mais pobre são gastos com remédios, contra 1,7% no caso das faixas de maior poder aquisitivo. “Não podíamos admitir que este ônus de origem social colocasse em risco a vida de portadores pobres de disfunções para as quais a medicina já tem tratamento seguro e garantido”, enfatizou.

A oferta de medicamentos gratuitos na rede Aqui Tem Farmácia Popular foi normatizada por portaria do Ministério da Saúde e viabilizada por acordo com sete entidades da indústria e do comércio farmacêutico (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa – Interfarma; Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais – Alanac; Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos - Pró-Genéricos; Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo – Sindusfarma; Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias – Abrafarma; Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico – Abcfarma; Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias – Febrafar).

“Pelo acordo, o Ministério se compromete a ampliar a oferta de medicamentos pelo programa e o setor produtivo a reduzir sua margem de lucro sobre cada medicamento, para que o usuário o leve para a casa sem nenhum custo”, explicou o ministro Alexandre Padilha.

O impacto no orçamento do Aqui Tem Farmácia Popular será acompanhado e mensurado pelo ministério com base nas informações do sistema de gerenciamento do programa. A expectativa é que o acesso da população aos medicamentos oferecidos gratuitamente cresça substancialmente.

TRANSPARÊNCIA E CONTROLE – No lançamento do Saúde Não Tem Preço, o ministro Alexandre Padilha anunciou o fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência da rede Aqui Tem Farmácia Popular: blindagem eletrônica das transações, que repele tentativas de violações à privacidade do cliente ou usuário dos serviços; implantação de um cupom vinculado, que conterá informações detalhadas sobre o comprador, o estabelecimento e o médico que prescreveu aquele medicamento; criação de um cadastro de vendedores, com controle do acesso de todos os atendentes das empresas credenciadas; e cruzamento com o Sistema de Óbito do Ministério da Previdência (SISOBI), excluindo indivíduos registrados como falecidos que estejam relacionados às vendas realizadas. “Estamos ampliando a atuação de fiscalização e auditoria do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS)”, acrescentou o ministro Padilha.

ABRANGÊNCIA – O Aqui Tem Farmácia Popular atualmente beneficia cerca de 1,3 milhão de brasileiros por mês. Destes, aproximadamente 660 mil são hipertensos e 300 mil, diabéticos. O programa é desenvolvido pelo governo federal em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias, que se credenciam espontaneamente ao firmarem convênio com o Ministério da Saúde.

Com exceção dos medicamentos para diabetes e hipertensão – que a partir de agora passam a ser gratuitos – o governo federal financia 90% do valor de referência dos medicamentos no Aqui Tem Farmácia Popular, cujo orçamento para 2011 é de R$ 470 milhões.

Pelo programa, a população tem acesso a 24 tipos de medicamentos para hipertensão, diabetes e mais cinco doenças (asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma), além de fraldas geriátricas. É necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica, exigida para evitar a automedicação.

O PROGRAMA – O Farmácia Popular foi criado em 2004, com unidades próprias/institucionais conhecidas como Farmácia Popular do Brasil, para oferecer à população mais uma forma de acesso a medicamentos, além dos cerca de 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades públicas de saúde. Em 2006, a estratégia foi estendida à rede privada, recebendo a denominação “Aqui Tem Farmácia Popular”. Atualmente, essa modalidade do programa é desenvolvida em mais de 2,5 mil municípios.

AS DOENÇAS – No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% – ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos – são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS.

O aumento da prevalência de hipertensão, diabetes e obesidade – também conhecidas como “epidemia do século” – é atribuído a padrões alimentares e de qualidade de vida, fortemente associados à má alimentação, falta de atividade física e ao estresse. O envelhecimento da população também contribui com o aumento da prevalência dessas doenças. Fatores genéticos devem ser considerados.

Por Renatha Melo, Barbara Semerene e Leonidas Albuquerque, da Agência Saúde - Ascom/MS

Confira, abaixo, os princípios ativos dos medicamentos contra hipertensão e diabetes que passarão a ser oferecidos gratuitamente nos estabelecimentos credenciados ao Aqui Tem Farmácia Popular.

A relação dos nomes (comerciais) dos medicamentos será informada nos pontos de venda.

As medidas anunciadas nesta quinta-feira (3) deverão ser implementadas pelos estabelecimentos até o próximo dia 14, período concedido para adaptação dos sistemas de vendas das farmácias e drogarias conveniadas. Mas, aquelas que se adequarem antes desse prazo já poderão oferecer gratuitamente medicamentos contra hipertensão e diabetes aos usuários do programa.
Hipertensão
Captopril 25 mg, comprimido
Maleato de enalapril 10 mg, comprimido
Cloridrato de propranolol 40 mg, comprimido
Atenolol 25 mg, comprimido
Hidroclorotiazida 25 mg, comprimido
Losartana Potássica 50 mg

 
Diabetes
Glibenclamida 5 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 500 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 850 mg, comprimido
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 3ml (carpule)
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 1,5ml (carpule)
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 3ml (carpules)
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 1,5ml (carpules)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Petição Online - Democracia para o Egito

Caros amigos,

Milhões de egípcios corajosos estão enfrentando uma escolha crítica. Milhares foram presos, feridos e mortos nos últimos dias. Mas se eles insistirem em se manifestar de forma pacífica, eles poderão acabar com décadas de tirania.

Os manifestantes apelaram para a solidariedade internacional, mas a ditadura sabe que a união faz a força em um momento como este, portanto eles estão desesperadamente tentando isolar os egípcios do resto do mundo e desunir a população completamente, bloqueando a internet e telefones celulares.

Redes via satelite e rádio ainda podem driblar o apagão do regime -- vamos inundar estes canais de comunicação com um chamado de solidariedade para mostrar aos egípcios que estamos com eles, e que nós exigiremos um posicionamento dos nossos governos para apoiá-los também. A situação está por um fio – cada hora conta - clique abaixo para assinar a mensagem de solidariedade e depois encaminhe esta mensagem:

https://secure.avaaz.org/po/democracy_for_egypt/?cl=930990821&v=8322

O poder popular está se espalhando pelo Oriente Médio. Em dias, manifestantes pacíficos derrubaram a ditadura de 30 anos da Tunísia. Agora os protestos estão se espalhando para o Egito, Iêmen, Jordânia e além. Isso pode se tornar a derrubada do muro de Berlim do mundo árabe. Se a tirania for derrubada no Egito, uma onda democrática poderá se espalhar por toda a região.

O ditador egípcio Hosni Mubarak tentou esmagar os protestos. Mas os protestos continuam, com uma coragem e determinação incríveis.

Há momentos no planeta em que a história é escrita não pelos poderosos, mas pelo povo. Este é um deles. As ações dos egípcios nas próximas horas terão um efeito massivo no seu país, região e no mundo. Vamos congratulá-los com um manifesto de solidariedade, mostrando que estamos ao lado deles nesta luta.


A família de Mubarak já fugiu do país, mas neste fim de semana, ele colocou o exército nas ruas. Ele prometeu tolerância zero para o que ele chama de “caos”. De qualquer forma, a história será escrita nos próximos dias. Vamos usar este momento como exemplo para cada ditador no planeta, mostrando que eles não vão durar, frente à coragem de um povo unido.

Com esperança e admiração pelo povo egípcio,

Ricken, Rewan, Ben, Graziela, Alice, Kien e toda a equipe da Avaaz

Leia mais:

Manifestantes convocam greve geral e passeata apesar de gestos de Mubarak:
http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-12303564

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hUh7xjPXnWCoxDJyBSUwcsBNxeGw?docId=CNG.89d0ef788bc15f982b5143260ae6befb.21

Egito está "no início de uma nova era", diz ElBaradei:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gJfTYJ6h7PZmJasIeyRiFiAswLfg?docId=CNG.d5e7dd1f2e7c4521a8354284c972c2e1.301

Egito: Continua a contestação ao regime:
http://pt.euronews.net/2011/01/31/egito-continua-a-contestacao-ao-regime/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Serra prometeu derrubar novo marco do pré-sal para beneficiar petroleiras americanas

Do Boletim Informes:

Serra prometeu derrubar novo marco do pré-sal para beneficiar petroleiras americanas

Novos documentos obtidos pelo site WikiLeaks revelam que as petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal aprovado pelo Congresso Nacional. Uma dessas empresas, a Chevron, ouviu do então pré-candidato à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que o novo marco aprovado seria alterado, caso ele vencesse as eleições.
Isso que mostra telegrama diplomático dos Estados Unidos de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. Deixa esses caras fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.
Para o deputado José Genoíno (PT-SP), os diálogos não representam nenhuma novidade. “Nós do PT sempre soubemos das reais intenções dos tucanos. Durante as campanhas, eles (PSDB) sempre negaram que quisessem entregar o pré-sal para a especulação, mas nossa campanha denunciou e evitou essa manobra do PSDB”, disse o parlamentar. Para o petista, as informações do site batem exatamente com a posição adotada pelos tucanos durante a discussão do novo marco regulatório do pré-sal. “Eles não podem nem negar. Eles estiveram contra as mudanças o tempo topo”, afirmou.
Para o líder do Governo na Câmara, Cândito Vaccarezza (PT-SP), os dados devem servir de alerta para a população. “Felizmente, essas foças retrógradas perderam as eleições. Conseguimos mudar o marco regulatório, e a Petrobras vai mostrar que é capaz de explorar o pré-sal. Agora, é trabalhar pelo Brasil. Para esses que tentaram negociar com forças contrárias ao Brasil, fica a lição de que estamos de olho”, alertou.
Negociações – O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro. O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.
A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante de economia do consulado dos Estados Unidos no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar a lei do pré-sal?”. O governo brasileiro alterou o modelo de exploração – que desde 1997 era baseado em concessões –, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. A regra foi aprovada na Câmara este mês.
Outros seis telegramas do consulado dos Estados Unidos no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos Estados Unidos com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora chefe” também é relatado com preocupação.
O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CD-Rom vai mostrar aos estudantes história das vítimas da ditadura

É importante perceber que a discussão está voltando à baila. Este passado não pode ser simplesmente esquecido, porque ainda há muitas questões pendentes e não esclarecidas envolvendo este período.

Só por meio da verdade pode haver a verdadeira reconciliação nacional.

Edilson.

11/12/2010
 
A história de 394 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985) será conhecida dos estudantes do ensino médio de todo o Brasil. O relato está em um CD-ROM, elaborado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que será distribuído pelo governo federal para oito mil escolas públicas.
Montado a partir dos arquivos do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e outros documentos e com o apoio do Ministério da Educação (MEC), o CD-ROM conterá mais do que a biografia dos perseguidos políticos. Abordará também a criatividade da cultura brasileira no períodoque vai de 1962 a 1985.
Trezentas canções - Através do material, professores e estudantes conhecerão melhor o contexto histórico e cultural do período com acesso a quatro mil fotografias e ilustrações. E mais trechos de 300 canções e filmes que remetem o espectador/ouvinte para uma viagem no tempo circulando por três décadas da história do país, desde o governo constitucional de João Goulart, passando pelo golpe militar, a consolidação do autoritarismo até o retorno da democracia.
Na abertura, o CD-ROM exibe as fotos das pessoas assassinadas pela repressão ou que ainda estão desaparecidas. Quando se passa o mouse sobre o retrato, é possível identificar nome e data da morte ou do desaparecimento. Quando se clica em cima da imagem, a foto se amplia e, ao lado, surgem cenas de acontecimentos políticos contemporâneos, nacionais ou internacionais, capas de discos, livros e outras, sempre acompanhadas da descrição daquele momento histórico.
“Uma batalha ganha” - “Essa juventude de hoje não conhece os anos difíceis que o país passou”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, da Educação, nesta sexta-feira, em Brasília, durante o lançamento do CD-ROM que, para ele, “será festejado como um instrumento de transformação”. E reparou que “democracia se apropria com a cultura”. O ministro Paulo Vannuchi , da SDH, registrou que a experiência é “absolutamente pioneira” em termos de projetos de memória.
O trabalho foi coordenado pela professora Heloisa Starling, do departamento de história da UFMG, e contou com a participação de 15 estudantes de várias áreas. Agora, o projeto irá para a internet através de um site a ser desenvolvido pela universidade mineira. Heloisa Starling definiu a tarefa desenvolvida como “uma batalha ganha” na recuperação da memória da época da ditadura.

Fonte: Brasília Confidencial com Agência Brasil

domingo, 12 de dezembro de 2010

Procura por desaparecidos políticos será retomada em 2011

Amigos,

A notícia que publico abaixo renova minhas esperanças, pois tenho um irmão desaparecido exatamente nesse período, mais precisamente no ano de 1968. O nome dele "é" Oldack Leoncio Soares. Pretendo procurar as autoridades e pessoas ligadas a organizações sociais que atuam na busca da verdade referente a este período para tentar obter informações sobre ele.

Na verdade  nem tenho certeza se meu irmão participou ou não do movimento de resistência à ditadura militar, pois eu tinha apenas 4 anos e os demais membros de minha família não eram muito politizados. Além disso, os militantes daquele tempo escondiam suas atividades da família para não colocá-los em risco.

O que sei é que ele sumiu exatamente no auge dos anos de chumbo e nunca apareceu qualquer notícia ou vestígio dele, apesar de minha mãe ter procurado a imprensa, hospitais, polícia e até místicos em busca de informações ou esperança, sem qualquer sucesso.

Sinto que tenho esta dívida para com ela e para com meu irmão. Assim, se alguém que me lê puder me dar qualquer informação a respeito, serei eternamente grato.

Edilson.

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Da Agência Brasília Confidencial:

06/12/2010
Eliaria Andrade - O Globo
Após 25 dias de trabalho neste mês e no anterior, a equipe que procura as ossadas de desaparecidos políticos no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo/SP, suspendeu a busca. Mas a procura será retomada em 2011, a partir do dia 14 de fevereiro.
O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, está apelando aos militares e civis que participaram da repressão durante a ditadura militar (1964-1985) para que revelem, mesmo sob anonimato, onde estão os restos mortais dos desaparecidos políticos ou o que fizeram com os corpos. “Isso tudo é como buscar agulha no palheiro, porque a questão chave nós não conseguimos resolver ainda, que é convencer as pessoas que participaram da repressão a contar (onde estão os restos mortais)”, disse Vannuchi na semana passada.
Com a eventual cooperação de agentes, torturadores ou colaboradores da ditadura militar será possível saber se há corpos que foram, por exemplo, mutilados ou jogados no mar. Em todos estes casos, os familiares não receberam os despojos e não puderam enterrar seus parentes.
Exame de DNA - No cemitério de Vila Formosa, enterradas há cerca de 40 anos, as possíveis ossadas de desaparecidos estão muito decompostas. Milhares de outros restos humanos foram jogados sobre elas, deixando-as “em uma espécie de pasta”.
Nas buscas recém interrompidas, a Polícia Federal encontrou dentes e fragmentos de ossos que seriam de Sérgio Corrêa, membro da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Correa morreu em setembro de 1969, vítima de uma explosão na rua da Consolação, centro da capital paulista, e foi sepultado como indigente. Ainda neste mês, o Instituto Médico Legal, de São Paulo, analisará o material coletado. Será submetido à antropometria forense – comparação de dados – e depois exame de DNA.
Mentalidade antidemocrática - Nas futuras buscas, o principal objetivo serão os restos de Virgílio Gomes da Silva. Também da ALN, onde usava o codinome Jonas, liderou o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Bem sucedida, a operação desencadeou uma grande represália dos órgãos de repressão. Jonas foi preso no dia 29 de setembro do mesmo ano. Segundo relata o livro “Direito à Memória e à Verdade”, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, ele morreu 12 horas após ser preso. Seu laudo médico descreve equimoses, hematomas e fraturas – entre elas o afundamento do crânio – por todo o corpo.
Na opinião de Vanucchi, o país não concluirá o processo de reconciliação democrática enquanto as famílias não souberem o que ocorreu com seus entes queridos. “Infelizmente, há ainda uma mentalidade raivosa, de ódio e de torturadores e de comandantes de torturadores que não fizeram a conversão à vida democrática”, disse. O levantamento da Secretaria de Direitos  Humanos registra os nomes de 383 esaparecidos durante a ditadura.
As razões da busca – Os argumentos para persistir na procura das ossadas das vítimas do regime militar estão na Diretriz 22, do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Um deles reside na necessidade de “assegurar às famílias o exercício do direito sagrado de prantear seus entes queridos e promover os ritos funerais, sem os quais desaparece a certeza da morte e se perpetua angústia que equivale a nova forma de tortura”. Observa-se ainda que os jovens tem o direito de conhecer o que se passou nos anos de chumbo.
“A história que não é transmitida de geração a geração – diz o documento — torna-se esquecida e silenciada”. E prossegue: “O silêncio e o esquecimento das barbáries geram graves lacunas na experiência coletiva de construção da identidade nacional.” Acentua que “resgatando a memória e a verdade, o país adquire consciência superior sobre sua própria identidade, a democracia se fortalece. As tentações totalitárias são neutralizadas e crescem as possibilidades de erradicação definitiva de alguns resquícios daquele período sombrio, como a tortura, por exemplo, ainda persistente no cotidiano brasileiro”.
Calcula-se que 50 mil pessoas foram presas somente nos primeiros meses de 1964. Cerca de 20 mil foram torturadas. Houve milhares de prisões políticas não registradas, 130 banimentos e 4.862 cassações de mandatos políticos.
Fonte: Brasília Confidencial

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O OVO (GORADO) DA SERPENTE

O texto abaixo mostra que a campanha preconceituosa dos paulistas contra os nordestinos é bem anterior ao resultado das eleições.

O OVO (GORADO) DA SERPENTE, por Lira Neto

Texto publicado originalmente no Diário do Nordeste, em 16 de julho de 2010.

O nome dela é Fabiana. Em seu lacônico perfil na internet, ela não nos revela o sobrenome. Mas se diz "nascida e criada em São Paulo, filha e neta de paulistas". Informa-nos também, com idêntico orgulho: "Crescida na capital, com vínculos com o interior". Fabiana, que se assume uma "iniciante em temas como cultura e autodeterminação há cerca de dois anos", é moderadora do blog "São Paulo para os paulistas".

Os anônimos idealizadores do blog, dias atrás, despejaram na rede uma petição às autoridades e à sociedade paulista. Até o instante em que garatujo este texto, 471 indivíduos - supostamente todos membros de quatrocentonas estirpes de Piratininga - adicionaram o nome ao documento. Pena que boa parte dos signatários adote o exemplo de Fabiana e não nos consinta conhecer os sobrenomes, o que nos impede de conferir-lhes até onde vai a integridade dos galhos de sua venerável árvore genealógica.

"São Paulo é grandioso, nossos antepassados trabalharam para isso", gaba-se o manifesto. "Não se deve permitir que outros se apoderem do que é nosso", defendem os autores da briosa petição. "Todo local ao nosso redor está infestado de migrantes", escandalizam-se. "Nas ruas, ônibus, supermercados, parques, todos os postos tomados. Ao adentrar em um comércio, todos os funcionários são migrantes. Isto é um extermínio cultural inadmissível", protestam, quiçá tapando o nariz, provavelmente arrebitado.

Por falar em extermínio, a repulsa de Fabiana e seus camaradas nessa cruzada moral e cívica não é contra a migração em geral, mas contra uma espécie peculiar de migrante. Em relação aos estrangeiros, por exemplo, nada têm a objetar. "Estes ajudaram a construir São Paulo", acreditam. Mas "repugnamos o ´R´ gutural, vogais abertas, as expressões ´ôxe´, etc.", particularizam.

Consideram falácia a afirmação de que São Paulo foi construída pelo braço nordestino. Até os anos 50, imaginam, a presença de migrantes do Nordeste teria sido "irrisória" para o estado. "As fotos e filmagens do período atestam o perfil da população", afiançam, demonstrando um rigor histórico capaz de fazer o ectoplasma de Plínio Salgado dar pinotes de vergonha. "São Paulo não optou por esta mão-de-obra. Em sua ausência, seria substituída", alegam. "E com melhor qualidade", asseguram.

Os idealizadores do manifesto repudiam a pecha de racistas que, presumem, desabará sobre suas afiladas cabeças: "Não existem culturas superiores ou inferiores. Respeitamos todas as culturas", declaram. "Exigimos que respeitem a nossa, agredida pela migração", ressalvam. "A cultura migrante caracteriza-se por ser agressiva, violenta, simbolizada no fato de ter como seu herói a figura de um cangaceiro". Com base em uma lógica escalafobética, deduzem: "Daí a alta taxa de criminalidade cometida por migrantes em São Paulo".

Os verdadeiros preconceituosos, raciocinam os companheiros da altiva Fabiana, somos nós, os próprios migrantes. "Preconceito é invadir a terra alheia, prejulgando que pode jogar lixo nela, apoderar-se, impor cultura e costumes, ouvir seus ritmos, falar alto em ônibus", revoltam-se os polidos signatários. "Preconceito é o ato de, sendo intruso, negar o direito ao dono da casa de se manifestar", sofismam, evocando o sagrado princípio da livre expressão. "Esclarecemos que não se possui absolutamente nenhuma animosidade contra aqueles que estão em sua terra", explicam. Estará tudo bem, desde que os nordestinos "façam arruaças em suas terras de origem". E advertem: "São Paulo não é filial do Nordeste".

Os digníssimos que assinam o manifesto denunciam uma "vitimação" orquestrada por nordestinos. "Migrantes fazem-se de vítima" para disfarçar a "cobiça de tomar o que é do outro". O argumento remete ao horror antissemita, mas os 471 confrades de Fabiana refutam qualquer hipótese de serem confundidos com nazistas, fascistas, skinheads e afins.

"Não compactuamos com idéias ilegais, clandestinas, desumanas ou intolerantes", juram, para afirmar que não estão amparados em "conceitos prévios", mas em "fatos" concretos. Queixam-se, por exemplo, de que "a quase totalidade dos serviços públicos de São Paulo são para usufruto de outras culturas": postos de saúde, transporte, atendimentos de emergência, assistência social. Como se não bastasse, "migrantes tomam vagas de nossas crianças nas escolas e creches, aumentam a demanda por merenda". Sentindo-se ultrajados, proclamam: "É hora do povo paulista ser menos altruísta".

A pobreza histórica do Nordeste, avalia o manifesto, seria fruto do gosto atávico dos nordestinos pela folia. "Festas juninas interrompem o trabalho por um mês. Há os carnavais fora de época, intermináveis. Enquanto isso, o paulista esgota-se no trabalho".

Como solução final para a "migração predatória", propõem às autoridades medidas radicais. Uma delas, a suspensão de todo e qualquer benefício público a migrantes, incluindo hospitais, escolas, metrôs e creches. Querem multas para empresas que contratem temporários migrantes mas que não providenciem a sua devida "devolução". Concursos públicos seriam vedados a migrantes. O ofício de professor, idem. "O baixo desempenho do estado nos indicadores nacionais são devidos aos migrantes", justificam, aliás, patinando na gramática.

Por fim, solicitam a demolição do Monumento ao Migrante Nordestino e a proibição dos Centros de Tradições Nordestinas no estado. "Repudiamos qualquer tipo de evento à cultura migrante com verbas públicas", bradam. "Tenta-se vender a ideia de que São Paulo é terra sem dono, casa-da-mãe-joana", deploram. "Nossa praças não são locais de rodas de forró", reclamam. "São Paulo para os paulistas!", exigem os 471 gatos pingados, patética e burlesca minoria em uma terra arrebatadora e generosa. Trágico, não fosse tão cômico.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Não ao terceiro turno

Da Agência Brasília Confidencial:

    Parcela minoritária e barulhenta de derrotados nas urnas reagiu ao resultado da disputa pela Presidência da República como se fosse passível de desmerecimento, contestação e enfrentamento a decisão majoritária de tornar Dilma Rousseff a sucessora do presidente Lula. Essa parcela reagiu, enfim, como quem inaugura ou pretende inaugurar uma espécie de terceiro turno imprevisto pela legislação, indesejado pela população, insultuoso ao eleitorado e improdutivo para o país.

    A ideia de iniciar um terceiro turno se evidencia na edição de ontem dos principais diários impressos do país. Começa na informação de que, antes mesmo de começar, o Governo Dilma já vive sua primeira crise causada pela presença explícita ou pela sombra ameaçadora de Lula, que seria candidato à Presidência em 2014. O terceiro turno se insinua também entre o receio de que Lula interfira no governo, tutelando Dilma, e o medo de que não faça isso e deixe o caminho livre para a hegemonia da esquerda do PT. É deflagrado também, o terceiro turno, no pavor provocado pela maioria de praticamente três quintos no Congresso, que poderia dar a Dilma força suficiente para legislar conforme bem quisesse.

    O segmento da mídia que orienta os partidos de oposição participa da tentativa de inaugurar o terceiro turno com o mesmo método jornalístico adotado desde o primeiro semestre do ano passado: textos, comentários, notas e artigos que depreciam Dilma tentando reduzí-la a uma figura influenciável e manipulável. Desmereceram a candidata, agora desmerecem a presidente eleita e, desde já, seu futuro governo.

    A motivação da imprensa aliada aos partidos de oposição antecede a ideia de golpe. Os jornais acreditam representar o pedaço do Brasil que rejeitou Dilma.

    Dilma foi eleita pelo Brasil setentrional. A oposição é o Brasil meridional. É verdade que Dilma fez muito mais votos na parte Sul do que Serra obteve na parte Norte. Mas ela perdeu entre os ‘sulistas ou ‘confederados’, que formam o Brasil da mídia. O Brasil de Dilma é o Brasil sem mídia. E o terceiro turno é, a par de um desejo de facções partidárias oposicionistas, uma tentativa da imprensa mais poderosa do Brasil meridional de expulsar para o Brasil setentrional a candidata e futura presidente dos pobres, dos excluídos, dos desvalidos, dos discriminados, dos trabalhadores, da classe operária.

    Até aqui, Dilma mostrou que é muito maior do que se dizia dela no início da campanha. Mostrou que é capaz de traduzir perfeitamente a ideia da eficiência e da continuidade de um projeto bem sucedido e aprovado. Venceu a campanha eleitoral mais sórdida, repugnante e infame da história republicana. Venceu uma oposição torpe e uma imprensa indecente. E, no primeiro discurso de presidente eleita, estendeu a mão aos adversários propondo trabalho e união pelo país.

    A deflagração do terceiro turno para o período 2011/2014 equivale ao anúncio de, no mínimo, mais de 1.400 dias de campanha e de confronto. Com certeza, não é o que quer e muito menos é de que precisa o povo do Brasil.

domingo, 31 de outubro de 2010

A semana em que as elites perderam a noção

por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

Como a velha mídia manipulou imagens e fatos, para tentar forçar a vitória de Serra. O papel da blogosfera na desmontagem da farsa e a necessidade de uma democratização radical das comunicações
(Este artigo é a primeira parte do Dossiê Globogate: veja ao final links para outros textos)
A esta altura, restam muito poucas dúvidas: tudo indica que também o vídeo da suposta “segunda agressão” a José Serra no bairro carioca de Campo Grande (20/10) foi manipulado pela Rede Globo. Denunciada mundialmente no Twitter, na sexta-feira (22/10), após a aparição de análises que demonstram fusão falsificadora de imagens, a emissora não procurou se defender, nas edições seguintes do Jornal Nacional. Sua redação paulista fora palco, na véspera, de uma cena insólita. Os próprios jornalistas vaiaram a “edição” das cenas em que o candidato do PSDB é atingido por um rolo de fita adesiva, materializado do nada. (leia relato de Rodrigo Vianna). Na madrugada posterior às denúncias de fraude (23h09 de 22/10), o site da Globo exibiu discretamente uma nota do “perito” “Ricardo Molina. Redigido depois que os sinais de fusão fraudulenta de imagens tornaram-se evidentes, o texto procura, em essência isentar a emissora em investigações futuras sobre falsificação. Molina alega que analisou material “encontrado na internet” (veja análise de CDM, no Blog do Nassif).
À medida em que a primeira certeza se consolida, começa a se desenhar uma segunda. A provável manipulação de imagens não foi um fato isolado. Ela articula-se com outro assunto que dominou o noticiário da velha mídia esta semana. Vazaram os depoimentos que o jornalista Amaury Ribeiro prestou à Polícia Federal, no inquérito sobre a quebra dos sigilos fiscais de Verônica Serra e outros expoentes do PSDB. O processo corre em sigilo de justiça. Porém, por serem parte envolvida, os advogados de Eduardo Jorge Caldas, ex-tesoureiro de campanha do partido, pediram, através de liminar, acesso às peças. São a fonte óbvia da inacreditável sequência de matérias publicadas, também a partir de 22/10, pela Folha de S.Paulo e Jornal Nacional.
Aqui, já não se trata, como se verá no terceiro texto desta série, de manipulação de imagens – mas de substituição explícita do jornalismo pelo panfleto partidário. Tendo acesso exclusivo ao depoimento de Amary Ribeiro, a Folha e o JN esconderam de seus leitores uma série assombrosa de informações ou pistas de grande relevância. Preferiram destacar em manchete, durante quatro dias, uma penca de ninharias, pinçadas com claro intuito de servir à campanha de José Serra. A tentativa foi reforçada pela edição de Veja que circula este fim-de-semana.
Iniciado na quarta-feira – poucas horas, portanto, depois de o candidato tucano comparecer à Globo para uma entrevista ao vivo no Jornal Nacional – o movimento inclui sinais de ataque flagrante ao direito à informação, praticado por empresas que se beneficiam de concessão e pesados subsídios públicos. Foi, provavelmente, concebido para desencadear, a onze dias do pleito, a última tentativa de vitória do candidato conservador, numa disputa em que está em jogo, também, o destino das reservas do Pré-Sal.
A força da velha mídia chocou-se, porém, com a rebeldia da internet. Entre quarta e sexta-feira, as manipulações imagéticas e factuais foram desfeitas por uma rede – auto-organizada e informal, porém muito potente – de busca e difusão da verdade. Personagens quase-anônimos desmontaram, com inteligência e conhecimento, as tentativas da Globo de fabricar a “agressão” a Serra. Jornalistas como Luís Nassif demonstraram o caráter partidista das “reportagens” da Folha. Graças ao Twitter e ao Facebook, cada nova descoberta era retransmitida instantaneamente por milhares de pessoas, o que estimulava novas investigações.
No momento em que este texto é concluído, a batalha não está decidida. O contra-ataque da blogosfera – reforçado por uma fala corajosa, de Lula, denunciando a farsa pró-Serra (na quinta-feira, 21/10) – amedrontou temporariamente a Rede Globo, a Folha e a própria campanha do PSDB. Desde sexta à noite, quando difundiram-se os vídeos que desmentiam o Jornal Nacional, a investida refluiu. O recuo, a esta altura, pode ter sido fatal para as Serra. Após as eleições será indispensável investigar o episódio da semana passada. A depender da mobilização social, ele poderá ser conhecido, no futuro, como o GloboGate. Ou o momento em que o setor mais conservador das elites brasileiras abusou descontroladamente do controle que exerce sobre a mídia, a ponto de provocar, como resposta, um amplo movimento pela democratização das comunicações.

Este texto é a primeira parte do Dossiê GloboGate.

Vídeo: Serra não, mamãe


http://www.youtube.com/watch?v=Y2ddB4sbZyc

Charge: Ajudinha (Claudius)

Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes

Do Correio do Brasil:

28/10/2010 21:04,  Por Redação, do Rio de Janeiro

Serra realizará caminhada na Zona Sul do Rio, neste domingo
Serra falou a uma plateia em Minas
O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.
– Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.
Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.
– Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.
A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.
“Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.
Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.
O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.