Recife (PE), Brasil

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O comandante da guerra suja de Serra na internet


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O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) denuncia em seu blog que Eduardo Graeff, ex-secretário geral do governo FHC, tesoureiro do PSDB e homem forte da campanha de Serra, é o proprietário de domínios de páginas na internet criadas para promover uma guerra suja durante a campanha eleitoral. “Vou hoje à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança”, afirmou o parlamentar.
Imaginem se o coordenador da campanha de Dilma Rousseff na internet ou o tesoureiro nacional do PT registrassem em seus nomes domínios de páginas web intituladas tucanalha.com.br ou tucanosmentem.com.br, que praticasse diariamente uma guerra suja na internet contra o candidato tucano. Seria notícia nacional, certo? Uma longa matéria no Jornal Nacional, manchetes indignadas nos jornais e portais de internet, comentários irados de colunistas nas rádios e televisões. Quem sabe, um pedido de CPI no Congresso?

Pois bem, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) publicou em seu blog Tijolaço os registros de domínios na internet mostrando que Eduardo Graeff, ex-secretário geral do governo FHC, tesoureiro nacional do PSDB e homem forte da campanha de Serra registrou em seu nome páginas destinadas a promover essa guerra suja durante a campanha eleitoral.

As informações veiculadas por Brizola Neto mostram até onde José Serra está disposto a descer nesta campanha presidencial. “Vou hoje à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança”, afirmou o parlamentar.

Segue a íntegra da nota publicada por Brizola Neto, no Tijolaço:

Segui uma dica postada aqui e está aí ao lado, para quem quiser ver (no arquivo do blog). Além do site de ataques “gente que mente” (veja aqui a denúncia), assunto escandaloso e encoberto até agora, a direção do PSDB tem um “saco de maldades” preparado e reservado para a campanha suja que vai fazer na web nestas eleições. Reproduzo aí ao lado a página do registro.br que elenca os sites registrados em nome do Instituto Social Democrata, uma instituição criada pelo ex-presidente FHC, e dirigida pelo alto tucanato.

O ISD, que vive de doações privadas e contribuições de sócios, é, segundo seu estatuto, “uma sociedade civil sem fins lucrativos, destinada a promover o debate e a divulgação de idéias e teses da social democracia, buscando aprimorar o pensamento e as propostas de ação relativos aos relevantes problemas nacionais.”. Goza, por isso, de isenções fiscais.

A menos que nesta busca por “aprimorar o pensamento” se inclua o ataque vil e sujo, o que levaria esta intituição a registrar, no final de 2008, um site chamado “www.petralhas.com.br”? Não está no ar, foi ativado e desativado instantaneamente, para ficar guardado, no limbo, para utilização futura, talvez transferido para outro titular.

O responsável pelo registro é o senhor Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência do Governo FHC, tesoureiro nacional do PSDB e homem forte, junto com o ex-ministro (e secretário de Serra) Paulo Renato de Souza.A sede do ISD é em São Paulo, mas o registro está feito com um endereço residencial em Brasília, que esfumacei na imagem, mas está no original. Fiz o mesmo com o email pessoal do senhor Graeff, porque não faço jogo sujo, ao contrário dele, que não pode se escusar da responsabilidade por isso.

Vou hoje (28) à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança.

Posso e vou reagir em defesa da campanha de Dilma Rousseff, porque devo lutar contra os métodos sujos da direita – porque ações sórdidas assim não merecem jamais o nome de social-democratas – que quer devolver o Brasil à condição servil.

Mas não posso reagir em nome do PT, embora, sinceramente, não tenha muitas esperanças que este o faça.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Diário de Viagem: Maratona de Chicago

Acordamos cedo e fomos para o local de largada da maratona no Grant Park, que fica em frente ao hotel.
Como temíamos, o sol estava bastante forte e havia muita gente (foram 45 mil inscritos).
Fiquei com Marinês até a hora da largada, mas depois preferi sair do meio dos corredores inscritos para não passar constrangimento.
Depois que todos passaram, resolvi voltar ao percurso da maratona e acompanhei os últimos que largaram nos primeiros 5km. Depois retornei ao hotel, ainda correndo. Tomei um banho e fui para o local de chegada.
Fiquei várias horas em pé, de cara pro sol, esperando Marinês chegar, e vi muita gente passando mal na chegada. Várias pessoas caíram e não conseguiram concluir a maratona, mesmo faltando pouco mais de 100m para a chegada. Alguns conseguiram se levantar e concluir, mas outros sairam de maca, cadeira de rodas ou de ambulância mesmo. Espero que não tenha havido nada fatal com ninguém.
Como Marinês estava demorando a chegar, comecei a ficar muito preocupado, principalmente lembrando que ela não havia descansado o suficiente no dia anterior. Mas finalmente ela chegou, após quase 6 horas de iniciada à corrida, por volta da 1h15 da tarde. Ela fez o tempo de 5h15 minutos, pois teve de andar vários quilômetros por causa do calor e do cansaço. Fiquei tão nervoso com a demora e tão aliviado quando a vi que nem consegui filmar direito a chegada dela.
Depois não consegui encontrá-la na dispersão e acabei encontrando-a só cerca de uma hora depois no hotel, já tomada banho. Felizmente estava muito bem para quem havia acabado de correr 42km em condições tão adversas. De qualquer forma, acho uma temeridade correr uma maratona com um tempo tão quente quanto aquele.
Depois da corrida fiquei sabendo que o amigo Rigoberto, de Fortaleza, não tinha conseguido terminar a maratona, pois não estava se sentido bem entre os km 14 e 21, desistiu, foi pro hotel, mas acabou retornando ao local da corrida para ser socorrido pela equipe médica do evento, chegando inclusive a ser atendido no hospital. Felizmente se recuperou bem e acabamos saindo juntos para o passeio de fim de tarde.
Às 17h30 fomos fazer o belíssimo passeio de barco pelo Rio Michigan. É um passeio muito agradável. Eu recomendo. Antes de sair,  ligamos para saber notícias de Paulo Picanha e soubemos que as cirurgias correram bem e o estado dele apresenta evolução positiva, embora esteja sendo mantido sedado e ainda deva passar cerca de 30 dias no hospital. Estamos todos rezando pela sua recuperação. Força, Paulo! Deus está contigo!
Depois fomos ao Navy Pier para jantar e retornamos ao hotel, onde arrumamos parcialmente as malas e agora vamos dormir para nos prepararmos para a viagem rumo a Montreal amanhã (Marinês já está dormindo há um bom tempo).
Mais uma vez vou ficar devendo as fotos, pois estou muito cansado e com sono e as fotos levam muito tempo pra carregar.
Depois vou tentar atualizar os posts, ilustrando-os com fotos.
Abraços e até a próxima.

domingo, 10 de outubro de 2010

Diário de Viagem: Chicago - Dias 1 e 2

Chegamos no hotel em Chicago, onde Marinês vai correr a maratona, por volta da meia-noite, hora local (2 horas menos que no Brasil), depois de mais de 13h de viagem.
Chegamos morrendo de fome e fomos comer alguma coisa num american bar próximo ao hotel (South Loop). Comemos uma pizza de queijo tostada e cheia de pimenta e fomos dormir.

Em frente ao Hotel Congress Plaza


No dia seguinte, após um café da manhã horroroso e caro no hotel, demos uma volta pelas redondezas e fomos ao Centro de Exposições pegar o kit e passear pela feira.
Marinês no IO-IO-IO (?) rsrsrs.


Marinês ficou empolgada por ter conseguido tirar uma foto com Dean Karnazes, ultramaratonista famoso por ter feito 50 maratonas em 50 dias.

Marinês com Dean Karnazes
Depois, por volta das 3 da tarde, almoçamos e fomos andar pelo comércio de Chicago. A cidade é belíssima e muita organizada.

Já à noitinha retornamos para o hotel e encontramos Jacqueline (Inhaque, Inhaque). Só aí ficamos sabendo que Paulo Picanha havia sido atropelado em Orlando e estava hospitalizado, tendo de passar por várias cirurgias. Felizmente ele tinha gente da família por lá, que foi o que viabilizou o atendimento médico, graças a Deus. Estamos todos rezando pela sua recuperação.

À noite fomos jantar em um pub.

Hoje, tomamos café (chafé) no Donkin Donuts e fomos fazer o city tour (siteseeing da Chicago Troley).

Paramos no Museum Campus e passamos horas percorrendo o Field Museum....



o Shedd Aquarium...


E o Planetarium Adler.

Chicago vista dos fundos do Planetário


Descemos então próximo ao rio e fomos comprar o passeio de barco. Só tinha disponibilidade para o dia fim da tarde ou o dia seguinte.
Como Marinês estava muito cansada e não podia esperar, pois ainda tinha de ir ao jantar de massas, ela voltou para o hotel e eu segui o siteseing para ir até o Observatório John Hancock.. A vista do 95o. andar do prédio é espetacular. Fiquei lá tirando fotos até o pôr do sol.
Observatório John Hancock

Vista Leste

Vista Sul

Vista Norte
Vista Oeste


Depois voltei de taxi para o hotel, tomei um banho e fui ao show de Jewel, que rolou no Park Millenium, de grátis, dentro da programação do Festival de Country de Chicago. Aliás o guia do ônibus disse que eles tinham um monte de festivais durante o ano (do Jazz, do Blues, etc.). O show foi excelente, pois apesar de ser de graça, assistimos sentados à meia distância do palco, o que permitia ver tranquilamente o show, além do que o som era perfeito.


Depois fui jantar no Pizzano pizzaria com a outra Jaqueline, que me acompanhou até o show, pois Marinês foi dormir depois do jantar de massas, que rolou enquanto eu estava na torre Hancock.


Fui então ver o show da fonte luminosa próximo ao hotel, mas cheguei depois das dez, portanto tarde para ver a dança das águas. Ainda tive de servir de fotógrafo para um monte de mulheres, madrinhas de um casamento. Aliás, só hoje vi dezenas de noivas, noivos e madrinhas tirando fotos em diferentes pontos da cidade, o que parece ser uma rotina por aqui.


Agora vou dormir, que já está tarde, e tenho de acordar cedo para acompanhar a maratona. Infelizmente não correrei, pois´aqui só tem de 42km. Mas se vacilarem ainda vou dar um trotezinho no meio dos corredores, como fiz em Berlim.

Tchau, depois publico as fotos, pois está muito tarde e não consigo mais manter os olhos abertos (as fotos foram atualizadas em 13.2.2011).

Ah, e pra fechar com chave de ouro o dia, tive a notícia de que o Sport perdeu para o humilde Ipatinga em casa. ahahah.

Beijos e abraços é até mais, com informações da maratona e fotos.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma: “Meu projeto é a favor da vida”

Do site "Brasília Confidencial" - 06/10/2010:

Dilma: “Meu projeto é a favor da vida”

Dilma 06 de out    Alvo de uma campanha que ela chamou de “perversa” e que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), classificou ontem como “fascista”, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, voltou a afirmar que é a favor da vida.

    “Eu considero muito importante afirmar que o meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é um projeto a favor da vida. Tenho certeza de que a minha proposta de tirar milhões e milhões de brasileiros da pobreza e da miséria tem tudo a ver com todas as religiões do Brasil”, afirmou a petista. E acrescentou: “O Brasil tem uma força muito grande na religião cristã e eu, particularmente, sou de família católica e sempre fui a favor da vida. Mas, sobretudo, eu tenho hoje muita felicidade de ter passado nesta campanha por uma experiência pessoal muito forte, que foi o nascimento do meu neto. Mais do que tudo eu sou a favor da vida”.

    Um pouco antes dessa manifestação de Dilma, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, contestou notícia em que o jornal Folha de São Paulo atribui ao PT um debate supostamente destinado a excluir o tema do aborto do programa de governo de Dilma Rousseff.

    “A questão do aborto nunca esteve no programa de governo da Dilma, portanto não faz sentido você dizer que vai retirar uma coisa que não existiu”.

    Dutra observou que Dilma tem exposto claramente sua posição sobre o assunto. “Ela é pessoalmente contra o aborto e não vai propor nenhuma modificação na legislação relativa a isso”. 

Os palanques e os estúdios

Da Agência de Notícias Brasília Confidencial - 06/10/2010:

Por ROBSON BARENHO

    Celebrante da missa transmitida às 6 horas de ontem pela TV Canção Nova em Cachoeira Paulista, o padre José Augusto valeu-se de sua homilia para conclamar os telespectadores nos seguintes termos:
- não votem no PT;
- o PT é contra a vida;
- o PT quer proibir o uso de símbolos religiosos;
- o PT  quer impor que a Igreja celebre casamento de homosexuais;
- o PT quer proibir que os padres falem contra os homosexuais;
- o PT é assassino. “Se eu desaparecer, vocês já sabem quem foi!”;
- católico que votar no PT, no segundo turno, está excomungado.

    Produzido e largamente disseminado durante o primeiro turno da disputa presidencial, esse discurso fraudulento e panfletário se espalhou e ganhou crédito de parcela do eleitorado graças a algo próximo a uma atitude contemplativa da campanha petista. Evidentemente mantido para o segundo turno, talvez se constitua no maior desafio a ser enfrentado por Dilma Rousseff e seus assessores, conselheiros, aliados, militantes e eleitores.

    Aparentemente, a campanha de Dilma subestimou ou mesmo ignorou, durante o primeiro turno, o caráter massivo da divulgação de acusações, falsas ou não, de natureza religiosa e de natureza ética e/ou política. E, aparentemente por esse equívoco de avaliação, deixou de fora do debate e, portanto, alheio a esses temas, o mais poderoso instrumento de que dispunha para reagir às denúncias: o espaço de propaganda eleitoral no rádio e, sobretudo, na TV.

    Em diversos momentos da disputa, o debate da campanha e o programa de propaganda de Dilma pareceram elementos de mundos diferentes. Grosso modo, foi como se houvesse uma campanha nas ruas e outra na TV, ou no cinema; como se houvesse uma campanha real e outra fictícia. Não por acaso, o último programa de TV da campanha de Dilma foi praticamente igual ao primeiro, como se nada houvesse ocorrido no tempo e no ambiente eleitoral, entre um e outro.

    A campanha difamatória a Dilma, iniciada na internet já na metade do ano passado e, a cada dia, mais intensificada ao longo do primeiro turno, inclusive nos espaços de propaganda da oposição em diferentes mídias, foi praticamente ignorada pelos programas petistas de rádio e de TV. Ao longo e massivo ataque de religiosos, em centenas ou milhares de púlpitos e de palanques eletrônicos, a propaganda petista contrapôs, a rigor, não mais do que um brevíssimo pronunciamento do presidente Lula.

    Em resumo, enquanto Dilma apanhava de múltiplos opositores e por todos os meios de comunicação de que eles dispunham, sua campanha desprezava os únicos espaços e meios que lhe permitiriam se contrapor, também massivamente, aos ataques que lhe eram dirigidos – os horários de propaganda na TV, sobretudo, e também o rádio. A rigor, nem as reações da própria Dilma a seus críticos e, não raramente, a seus agressores foram veiculadas nos espaços do PT.

     O período de propaganda eleitoral voltará ao ar com mudanças exigidas por lei, como a igualdade do tempo a ser ocupado pelos candidatos. E, no caso da campanha de Dilma, será surpreendente se o espaço em rádio e TV continuar parcialmente desperdiçado pela veiculação de conteúdo alheio à campanha travada fora dos estúdios.

Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e Dilma

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff.

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

(*) Leonardo Boff é teólogo

A encruzilhada de Marina

·         O texto abaixo, do blog "Direto da Redação", de Mair Pena Neto, diz mais ou menos o que falei em minha avaliação do primeiro turno, só que com outras palavras, e certamente mais bem escrito.

   E agora Marina?
Nas primeiras eleições presidenciais pós-ditadura, em 1989, quando perdeu para Lula o direito de disputar o segundo turno contra Collor, Brizola, apesar do enfrentamento direto que teve com o petista na primeira fase do processo, não hesitou sobre que lado tomar. Foi quando cunhou a frase de que seria fascinante fazer a elite engolir o “sapo barbudo” e apoiou Lula, transferindo alguns dos milhões de votos que teve no primeiro turno.
Em um momento crucial para o país, que elegia seu primeiro presidente após 25 anos de ditadura, não havia meio termo. Ou se estava ao lado da candidatura das forças populares, naquele segundo turno, representadas por Lula, ou se estava com as elites e o “filhote da ditadura”, como Brizola, em mais uma de suas históricas tiradas, classificou Fernando Collor. Em toda a sua trajetória política, Brizola jamais teve dúvidas ideológicas. Principalmente, no momento das grandes decisões para a vida do país.
Agora, o Brasil volta a viver uma situação de encruzilhada. O segundo turno das eleições presidenciais terá o caráter plebiscitário que Lula quis apresentar desde o início. O que estará em jogo são dois projetos antagônicos. Um, representado por Dilma Rousseff, baseado no fortalecimento do Estado e na sua capacidade de promover o crescimento com redução das desigualdades. O outro, personificado por José Serra, pró-mercado, privatista, que entende o Estado apenas como gerente e não vê sentido em programas sociais de grande alcance, como o Bolsa Família.
Novamente, não há meio termo ou terceira via. Ou é um ou é outro. É nesta hora que se pergunta se Marina Silva, responsável por levar a eleição ao segundo turno, terá a grandeza de Brizola, se irá se aproximar da direita, ou, pior ainda, se amiudará politicamente e tomará a posição conveniente e covarde da neutralidade.
Marina também está numa encruzilhada. Sua votação acima do esperado e não captada em sua verdadeira dimensão por nenhum instituto de pesquisa a alçou a um novo patamar político. E nesta nova condição, ela precisa tomar partido na completa acepção do termo.
A partir de sua decisão tomaremos conhecimento de quem é a Marina que sai dessas eleições. Se a seringueira forjada pela luta de Chico Mendes, a ex-militante histórica do PT e ex-ministra do governo Lula, que sempre participou das lutas populares ao lado das forças da esquerda, ou uma evangélica conservadora, apoiada num confuso discurso ambientalista, com mais aceitação no empresariado do que na população.
Marina, não há dúvidas, foi a maior beneficiária da sucessão de “escândalos” midiáticos e da exploração eleitoral nas últimas semanas de campanha da fé das pessoas, através da disseminação em púlpitos e pela internet de temores envolvendo aborto e união de homossexuais, onda que aproveitou sem maiores questionamentos.
Com o segundo turno, tem a oportunidade de mostrar que é bem mais do que isso e se posicionar no espectro político que sempre defendeu, comprometido com um Brasil socialmente mais justo. A neutralidade nesse momento é uma não tomada de posição e será entendida como preocupação exclusiva com um projeto político pessoal, em detrimento do que é melhor para o povo brasileiro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Balanço do Primeiro Turno - Resultados

Apesar da frustração pela não definição da eleição presidencial no primeiro turno, é importante ressaltar que, diferentemente do que tem alardeado a grande mídia, o primeiro turno foi amplamente vitorioso para o PT e o governo, pelos motivos abaixo:

- Em sua primeira experiência eletiva, Dilma Roussef teve 47% dos votos válidos, mais de 47 milhões de votos, isto significa mais votos do que Lula teve no primeiro turno de 2006, após quatro anos de governo, e quase o mesmo índice que Lula alcançou naquela ocasião (48%). O curioso é que, como Dilma, Lula também tinha cerca de 50 a 51% dos votos pelas pesquisas de boca de urna e também recebeu cerca de 3% a menos, também muito em função das baixarias de campanha de última hora;

- Dilma venceu em 17 Estados no primeiro turno, mais do que Lula conseguiu em 2006 (16 Estados). A diferença entre Dilma e Serra foi de 15%, bem mais do que a diferença entre Lula e Alckmin, que foi de 8%;

- O PT elegeu 12 senadores e 88 deputados federais, tornando-se a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado (14 senadores), só perdendo para o PMDB, da base de apoio, com 16 senadores;

- A propósito, a base de apoio elegeu 38 senadores em 54 vagas disponíveis, passando a contar com 47 dos 81 senadores. Também elegeu 11 governadores no primeiro turno (4 do PT) e está no 2o. turno em 8 Estados. Em dois deles, o governador eleito será da base de apoio, quem quer que vença, pois os dois candidatos são ligados a partidos da coligação que apoia o governo;

- enquanto isto, o PSDB de Serra caiu de 16 para 11 senadores e o DEM despencou de 13 para 7 senadores. Suprema ironia: o PV de Marina não conseguiu eleger nenhum senador, perdendo seu único representante, aliás ela mesma. A título de comparação, o nanico PSOL, por outro lado, elegeu 2 senadores.

Em resumo: com esta composição do Congresso, se eleito, Serra terá enormes dificuldades para governar, tendo de partir para o velho expediente de cooptar os partidos sem grande firmeza ideológica (a turma do "é dando que se recebe") à custa de muita verba pública e troca de favores. As promessas demagógicas de fim de campanha com certeza serão rapidamente esquecidas, dando vez ao balcão de negócios para garantir apoio e ao receituário neoliberal de cortes nos gastos públicos, em prejuízo dos programas sociais e da valorização do serviço público.

Já Dilma, se eleita (e será, se Deus quiser), terá uma forte base de apoio para aprofundar as mudanças pelas quais o Brasil vem passando, no rumo do desenvolvimento e da transformação social.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Balanço do Primeiro Turno - Crônica

Terminado o primeiro turno, cabe fazer um balanço de seus resultados e das possibilidades que se mostram diante de nós.

É lamentável perceber que, após tantos anos de redemocratização, as eleições ainda sofram reviravoltas em função de jogo sujo, baixarias, boatos e calúnias. Na última semana de campanha, o mundo real e o mundo virtual sofreram uma inundação de boatos e informações distorcidas e manipuladas, dando conta de que Dilma era a favor do aborto, do casamento gay, era sapatão e, suprema blasfêmia, teria dito que nem Cristo tiraria a vitória dela. É só fazer uma rápida pesquisa no Google para encontrar dezenas de vídeos com títulos que fazem alusão a tal afirmação, mas, surpresa, nenhunzinho sequer traz qualquer prova ou indício de que ela tenha realmente afirmado isto. Aliás, só alguém muito estúpido diria tal bobagem, mesmo que acreditasse piamente nisto (notem o paradoxo).

A campanha suja disseminada pelo submundo surtiu em poucos dias o efeito que a grande mídia não tinha conseguido com semanas e semanas de exposição permanente de "sigilogates" e "erenicegates": a transferência de intenções de voto de Dilma para Marina  por parte de uma pequena mas decisiva parcela de eleitores (não mais que 3 a 5%), mais facilmente impressionáveis e manipuláveis, especialmente entre pessoas humildes  e/ou mais ciosas de dogmas religiosos. Assim, atingiu-se Dilma em seu capital mais precioso: a classe mais amplamente beneficiada pelos programas sociais do Governo.

Foi o bastante para concretizar a "onda verde" na qual Serra surfou rumo ao segundo turno. E animado com a surpreendente eficácia da guerra suja, ele já planeja os novos passos para chegar lá: flerta com o PV e Marina (Serra ressalta elementos para aproximação com Marina Silva, no Terra), claro, sem abrir mão do jogo sujo, que funcionou e por isso vai jorrar abundante nesta três ou quatros semanas que restam até o segundo turno. Afinal, quando se vende a alma ao diabo, manda-se "às favas os escrúpulos de consciência", como dizia um célebre adesista ao arbítrio dos anos de chumbo.

Cabe aos setores mais esclarecidos da sociedade e aos movimentos sociais barrar o avanço da canalhice política, amparada pela grande imprensa golpista, ansiosa para enquadrar Lula, o PT e os movimentos populares em "seu devido lugar" de submissão às elites sociais e econômicas.

Do alto de seus quase 20 milhões de votos, em boa parte atirados em seu colo pela baixaria eleitoreira, cabe a Marina o papel de fiel da balança. Resta saber se ela terá a grandeza de apoiar a continuidade do projeto que vem transformando a realidade econômica e social do País ou se se apequenerá e cerrará fileiras com o projeto antipovo e antinação demo-tucano. Ou, pior ainda, se tal qual um Pilatos  verde e contemporâneo, lavará as mãos, pensando com isso estar preservando suas aspirações por uma "nova política". Se assim for, esta "nova política" e esta "nova força" já nascem caindo de podres.

Entretanto, como otimista inveterado, acredito que o povo e os mais diversos segmentos, inclusive nas classes empresariais, que têm percebido a eficácia das medidas transformadoras em curso saberão preservar as conquistas já alcançadas e levar o Brasil a avanços ainda maiores, rumo a uma sociedade mais justa, menos desigual e mais solidária.

Viva o Brasil! Vamos fortalecer a luta até a vitória em 31 de outubro!

sábado, 2 de outubro de 2010

Datafolha e Ibope dão empate. Vox Populi dá vitória de Dilma

Segundo as últimas pesquisas, Datafolha e Ibope dizem que a eleição está indefinida, mas o Vox Populi prevê vitória de Dilma ainda no primeiro turno.

É sintomático que Dilma esteja caindo principalmente no Nordeste, onde já tem menos votos que no Sul. Isto significa que a campanha de terror que a oposição e a mídia estão fazendo está surtindo mais efeito entre os menos informados e mais sugestionáveis.

Vamos todos à rua para garantir a vítória do governo popular.

Vejam os números:

VOTOS TOTAIS
INSTITUTO    DT.DIVULG. DILMA  SERRA  MARINA  OUTROS   
IBOPE        2.10.2010  47,0%  29,0%   16,0%   1,0%
DATAFOLHA    2.10.2010  47,0%  29,0%   16,0%   2,0%
VOX POPULI*  2.10.2010  47,0%  26,0%   14,0%   1,0% SENSUS**     29.9.2010  47,5%  25,6%   11,6%   2,1%

VOTOS VÁLIDOS
INSTITUTO    DT.DIVULG. DILMA  SERRA  MARINA  OUTROS
IBOPE        2.10.2010  51,0%  31,0%   17,0%   1,0%
DATAFOLHA    2.10.2010  50,0%  31,0%   17,0%   2,0%
VOX POPULI*  28.9.2010  53,0%  30,0%   16,0%   1,0%
SENSUS**     29.9.2010  54,7%  29,5%   13,3%   2,5%
(*) Refere-se ao tracking Vox Populi/Bandi/iG. Ver detalhes abaixo.
(**) A Sensus não divulgou ainda nova pesquisa.

Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma tem 53% dos votos válidos

Segundo o último tracking antes da votação, diferença entre petista e adversários caiu. Serra tem 30% e Marina, 16% dos válidos

iG São Paulo | 02/10/2010 18:45

A vantagem da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, caiu em todas as regiões do Brasil, de acordo com o tracking Vox Populi/Band/iG divulgado neste sábado, véspera da eleição. Segundo o levantamento, mesmo com a queda, Dilma seria eleita ainda no primeiro turno, com 53% dos votos válidos, dois pontos percentuais a menos que ontem. Para ganhar no primeiro turno, a candidata precisa de 50% dos votos válidos (quando não são considerados os brancos e nulos) mais um.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, também caiu de ontem para hoje. O tucano foi de 31% para 30% dos votos válidos. Já a candidata do PV, Marina Silva, subiu de 13% para 16% dos válidos.
Considerando votos brancos e nulos, a petista alcança 47%, um ponto percentual a menos que ontem. O presidenciável tucano manteve hoje o mesmo patamar de 26%. A candidata do PV cresceu um ponto percentual e foi para 14% das intenções. Os demais candidatos somam 1%. Votos brancos e nulos somam 4% e indecisos, 8%.
A candidata petista caiu em todas as regiões do País, segundo a pesquisa. No Centro-Oeste e Nordeste, Dilma caiu de 45% ontem para 43% hoje. Nessas regiões, Serra cresceu de 30% para 32% e Marina foi de 17% para 16%. No Sul, Dilma caiu de 48% para 46%, enquanto Serra manteve 34% e Marina subiu de 7% para 8%. No Sudeste, a petista caiu de 39% para 38%. Serra também caiu de 29% para 27%, enquanto Marina subiu de 17% para 19%. No Nordeste, Dilma caiu de 64% para 63%, Serra subiu de 16% para 17% e Marina manteve 10%.
A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 27.428/10. O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente.


    Cola para imprimir e levar na hora de votar

    Devido à complexidade da presente eleição, com seis cargos a serem votados, é sempre bom levar a colinha com os números dos candidatos para não "dar branco" na hora H.

    Assim, divulgo abaixo uma cola vazia, para imprimir e preencher, e uma preenchida, pra quem quiser sugestão (clique nas imagens para vê-las no tamanho original).

    Boa eleição e vamos à vitória.

    Dilma13 na cabeça.


    Quem ameaça a liberdade de imprensa?

    Em editorial e matéria de 14 de setembro passado, a Folha de São Paulo alegou que o Brasil vivia um período de ameaças à liberdade de imprensa e citou como exemplo discurso que José Dirceu teria proferido, questionando "o excesso de liberdade de imprensa no país".
    Durante semanas, de nada adiantaram os pedidos de retificação por parte de Zé Dirceu, que esclareceu que, ao contrário, teria afirmado que "nunca haveria excesso de liberdade de imprensa, pois quem enfrentou uma didatura sabe que liberdade de expressão nunca pode ser um excesso".
    Pois bem, somente na quinta-feira, 30.9, o jornal publicou notinha admitindo o equívoco. Mesmo assim, em espaço infinitamente menor ao utilizado para explorar a suposta afirmação, inclusive em diversas matérias posteriores.

    Por outro lado, no Paraná, o TRE tem censurado sistematicamente, a pedido do PSDB, a divulgação das pesquisas eleitorais (já são 8 pesquisas cuja divulgação foi proibida) que mostrariam a virada nas intenções de voto, com Osmar Dias (PDT) assumindo a liderança em lugar de Beto Richa (PSDB).

    Agora me digam: de onde vem as ameaças à liberdade de imprensa, expressão e informação?

    Do Blog de Zé Dirceu: A Folha de S.Paulo se retrata

    Di site "Brasília Confidencial": TRE do Paraná já censurou oito pesquisas atendendo PSDB e aliado

    Cliente Visa poderá comprar em sites dos EUA e receber produtos no Brasil

    Da Folha de São Paulo - 30/09/2010 - 14h25:

    A Visa, maior rede de processamento de cartões de crédito e débito do mundo, anunciou nesta quinta-feira que fechou parceria com a SkyBOX, fornecedora de soluções para comércio eletrônico internacional, para facilitar as compras online de consumidores brasileiros.
    Clientes da processadora de pagamentos poderão fazer compras online em lojas dos Estados Unidos e ter o seu pedido enviado para uma caixa postal do país, a partir da qual as encomendas serão enviadas às suas residências.
    "Com essa aliança, iremos agregar novas possibilidades ao comércio eletrônico para atender as necessidades dos consumidores, facilitando o envio de produtos comprados em lojas virtuais nos Estados Unidos", disse em nota Guillermo Rospigliosi, diretor-executivo de Canais Emergentes da Visa na região América Latina e Caribe.
    Segundo a Visa, os portadores de cartões Visa poderão fazer o registro no site da SkyBOX, e criar uma caixa postal --equivalente a um endereço físico nos Estados Unidos. "Depois de completar o registro, o consumidor receberá um email com o número de sua caixa postal e senha, que permitirá iniciar o processo de compras seguindo os passos indicados", informou na nota.
    Entre as vantagens, a empresa a economia no custo de envio. "Os consumidores terão um endereço físico nos Estados Unidos e pagarão aproximadamente 20% menos se comparado com as tarifas disponibilizadas por outras empresas de transporte internacional", declara.
    Outro ponto positivo apontado pela empresa é a conveniência. "Portadores poderão fazer compras em diferentes comércios online dos Estados Unidos e consolidar os envios em uma única transação utilizando seus cartões Visa. Além disso, a SkyBOX cuidará de todos os tramites alfandegários e ajudará o cliente durante todo o processo".
     

    sexta-feira, 1 de outubro de 2010

    Gilmar Mendes será denunciado na ONU por telefonema de Serra

    Da CartaCapital:
    Gilmar Mendes será denunciado na ONU por telefonema de Serra
    Rodrigo Martins
    1 de outubro de 2010 às 11:42h
    O suposto telefonema do presidenciável José Serra (PSDB) ao ministro Gilmar Mendes, durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), levou a ONG Justiça Global e uma série de outras organizações de direitos humanos a encaminhar uma denúncia para as Nações Unidas, devido às suspeitas de falta de independência do magistrado. A ligação telefônica, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, teria ocorrido na quarta-feira 29, durante o julgamento de recurso do PT contra a obrigatoriedade de o eleitor portar dois documentos no dia da votação.
    O recurso já havia sido acolhido por sete dos atuais dez ministros da Corte (Eros Grau se aposentou e ainda não foi substituído) quando Mendes decidiu pedir vistas do processo. No dia seguinte, votou contra a requisição petista. De toda maneira, a votação terminou em oito votos favoráveis e dois contra. E, agora, o eleitor pode se apresentar no pleito com qualquer documento de identificação oficial com foto. Vitória do PT, que temia que os eleitores de baixa renda e escolaridade deixassem de votar em função da exigência de dois documentos.

    Para as entidades que subscrevem a denúncia, o caso apresenta indícios claros de interferência política nas decisões do Supremo. "Um juiz da mais alta Corte do País não pode receber telefonemas de uma das partes interessadas no meio do julgamento. Pediremos que as Nações Unidas avaliem o caso e cobrem providências do governo brasileiro, para que se faça uma investigação criteriosa dos fatos, inclusive com a quebra judicial do sigilo telefônico se for o caso", afirma a advogada Andressa Caldas, diretora da Justiça Global.

    De acordo com ela, o documento deverá ser encaminhado na tarde desta sexta-feira à brasileira Gabriela Carina de Albuquerque da Silva, relatora especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados, e ao Alto Comissariado das Nações Unidas. "Normalmente, encaminhamos esse tipo de denúncia apenas à relatoria da ONU, mas como a titular do cargo é brasileira talvez ela se sinta impedida de avaliar o caso". Razões para isso não faltam, afinal Gabriela foi assessora de Mendes na época em que ele era presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
    Andressa ressalta ainda que o ministro Gilmar Mendes, ex-advogado geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, foi acusado outras vezes de atuar de forma parcial no Supremo. "Em diversos casos, o magistrado se pronunciou antes de avaliar os autos do processo e emitiu opiniões contestáveis, por exemplo, ao criminalizar a atuação de movimentos sociais, como o MST", afirma a advogada. "É por isso que está tomando corpo um movimento pelo impeachment de Mendes. Não temos posição firmada a esse respeito, mas consideramos que esse caso do suposto telefonema de Serra ao ministro, durante o julgamento de um recurso apresentado pelo partido de sua principal oponente nas eleições, deve ser criteriosamente investigado. E, caso se comprove a falta de autonomia, o magistrado precisa ser punido".
    Entre as entidades que subscrevem a denúncia, estão a Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), o instituto Ibase e a ONG Terra de Direitos. Além de reportar o caso do telefonema de Serra, o documento enumera outros deslizes do ministro e expõe sua estreita relação com políticos ligados ao PSDB.

    Saiba mais sobre o caso:

    Folha de São Paulo: Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar

    JusBrasil: Nos corredores do Supremo, fala-se em impeachment de Gilmar Mendes

    Vox/Band/iG: Dilma mantém 55% dos votos válidos

    Do iG - Último Segundo:

    Tracking Vox/Band/iG: Dilma mantém 55% dos votos válidos

    A três dias da ida às urnas, cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto

    Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 30/09/2010 17:22

    Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.
    Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.
    Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.
    Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.
    Cenário regional
    No atual cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina.

    No Sudeste, onde Dilma chegou a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 42%. Ela oscilou um ponto percentual positivo em relação a ontem, tirando um ponto da candidata do PV, Marina Silva, que oscilou de 16% para 15%.
    O maior avanço de Dilma na comparação com a medição de ontem foi no Sul, onde ela passou de 46% para 49%, oscilando além da margem de erro. Nessa mesma região Serra passou de 36% para 32% e Marina se manteve com 6%.
    O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.