Recife (PE), Brasil

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la

Do Blog do Azenha:
1 de setembro de 2010 às 23:52
O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la
por Luiz Carlos Azenha
Como já escrevi anteriormente, repito: há um submundo nas campanhas eleitorais, na intersecção frequentada por arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, "operadores" diversos, leões de chácara etc. No caso da violação de sigilo na delegacia da Receita Federal de Mauá, há uma enorme gama de possibilidades:
1. que de fato tenha sido obra de uma das campanhas políticas;
2. que tenha sido manufaturado para aparecer justamente neste momento eleitoral, como "fato novo" suficiente para gerar escândalo (em tese, eu mesmo poderia ter encomendado aquela procuração falsa);
3. que tenha sido sobra de alguma outra operação, turbinada agora para servir a objetivos eleitorais.
O que não dá para fazer é torturar a lógica sem provas, criar uma cortina de fumaça, bombar um factóide sem base na realidade.
É o que está acontecendo? Parece que sim. Numa das emissoras de rádio da Bandeirantes, Dora Kramer, a comentarista do Estadão, disse que a situação está esquisita porque os governistas conseguiram barrar o depoimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Congresso. Ou seja, ela tentou sugerir que pelo fato de o ministro não depor a Dilma é culpada!
Mas o pior, mesmo, foi este argumento de Serra (25% no tracking do Vox Populi) contra Dilma (51%): o motivo para Dilma violar o sigilo fiscal da filha do tucano, Veronica, foi o medo de perder a eleição!
Ora, considerando que a violação aconteceu em setembro de 2009, quando Serra ainda disputava com Aécio Neves a indicação do PSDB, faria muito mais sentido acusar… Aécio de ter patrocinado a violação.
Resta lembrar que Collor, em 1989, quando atacou Lula, corria o risco de perder a eleição!
Repito: nenhum desdobramento deste caso me surpreenderia. Mas, enquanto a gente não sabe o que de fato aconteceu, convém não torturar a lógica.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eleição no Brasil provoca 'febre Dilma' na Bulgária

Da Folha.com:

VAGUINALDO MARINHEIRO
ENVIADO ESPECIAL A SÓFIA

A Bulgária vive uma "febre Dilma". Jornais, revistas e televisões acompanham o dia a dia da campanha no Brasil, e muitos jornalistas já estão de malas prontas para cobrir in loco a possível eleição de uma "búlgara para presidir a sétima maior economia do mundo".

Se o Quênia festejou a vitória de Barack Obama, que tem pai queniano, a Bulgária quer festejar a de Dilma, que tem pai búlgaro.

"Somos um país muito pequeno, e a possibilidade de alguém que teve um pai búlgaro ocupar um cargo tão importante nos deixa emocionados", afirma Jorge Nalbantov, apresentador da TV7, que viajará ao Brasil para fazer a cobertura da eleição presidencial.

A Bulgária tem cerca de 7,5 milhões de habitantes, população que vem caindo devido à migração e à baixa taxa de natalidade (1,4 filho por mulher, em média). Há dez anos, eram 8,1 milhões de habitantes.

Dilma é descrita pelos meios de comunicação como "dama de ferro", "Margaret Thatcher brasileira" e "toda-poderosa do governo Lula". Algumas vezes foi chamada erroneamente de "primeira-ministra do Brasil".

Certas reportagens citam sua participação em grupos da luta armada e no roubo, em julho de 1969, do "cofre do Adhemar", que teria pertencido ao ex-governador de São Paulo e que era guardado no Rio. Essa operação foi organizada pela VAR-Palmares, na qual a ex-ministra militou, mas ela nega ter participado do roubo.

Na última quinta-feira, um dos principais jornais de Sófia, o "Trud" (algo como o trabalhador), dedicou duas páginas inteiras à ex-ministra e suas raízes búlgaras.

ABRAÇOS À BULGÁRIA

No sábado, o mesmo jornal trouxe mais uma grande reportagem com o título: "Dilma Rousseff: Quero Mandar Abraços para a Bulgária". Era baseada numa resposta dada pela candidata após entrevista no SBT.

Segundo o "Trud", Dilma disse que ir à Bulgária é uma de suas prioridades e que desejava mandar uma abraço a todos os búlgaros.

Alguns jornais e programas de televisão dizem que ela é búlgara, apesar de a candidata nunca ter ido ao país e de não falar búlgaro.

Já foram publicados títulos como: "Uma búlgara pode ser presidente do Brasil".

"Eu tento explicar para os jornalistas que ela não é búlgara, assim como não sou polonês", afirma Paulo Américo Wolowski, embaixador do Brasil em Sófia e que viu explodir o interesse da mídia local pelo Brasil.

EM BUSCA DE HERÓIS

Para Rumen Stoyanov, professor de literatura da Universidade de Sófia, a Bulgária sente falta de figuras ilustres.

"Nós precisamos de heróis. Somos um povo pequeno, que está diminuindo porque o búlgaro não quer ter filho. Por isso, é importante que ressaltemos o exemplo de alguém com sangue búlgaro com destaque fora do país", afirma Stoyanov.

Dilma não é a primeira "semi-búlgara" a ser festejada na Bulgária. Entre os heróis nacionais está John Vincent Atanasoff, considerado o inventor do computador digital. Ele nasceu e viveu a vida toda nos EUA. Mas tinha, claro, um pai búlgaro.

sábado, 4 de setembro de 2010

Eduardo Jorge (PSDB) teve sigilo fiscal violado em Minas

Mais uma evidência da conexão mineira (PSDB de Aécio?) no caso das violações de sigilo.

Do Blog do Noblat:

Seis meses antes da série de quebra de sigilos de tucanos em SP, vice-presidente do PSDB teve IR consultado ilegalmente

Rui Nogueira e Renato de Andrade, O Estado de S. Paulo

Seis meses antes de começar a série de violações de sigilos fiscais de dirigentes tucanos e familiares em Mauá e Santo André, municípios de São Paulo, um analista tributário do interior de Minas Gerais acessou dez vezes, em um único dia, os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

De acordo com levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), os acessos foram feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista que trabalha na agência da Receita Federal em Formiga, 210 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

O levantamento, feito a pedido da Corregedoria da Receita, responsável pelas investigações sobre as violações e vazamento de informações, mostra que o analista mineiro não foi a única pessoa no País que acessou os dados de Eduardo Jorge no primeiro semestre do ano passado.

Todos os acessos feitos pelo analista aconteceram em questão de segundos. De acordo com o documento obtido pelo Estado, o primeiro acesso aos dados de Eduardo Jorge aconteceu às 16h32m18s. O último ocorreu às 16h32m59s. Todas as consultas foram feitas pelo mesmo usuário, a partir de um único computador.

Eduardo Jorge, que tem domicílio fiscal no Rio de Janeiro, não tem nem negócios nem imóveis na cidade de Formiga, o que reforça o caráter de violação dos dados fiscais do tucano.

As invasões para consulta dos dados fiscais do vice-presidente do PSDB foram detectadas por meio de uma "Apuração Especial". Esse tipo de investigação é pedida ao Serpro sob encomenda da Receita. Neste caso, a corregedoria pediu ao Serviço Federal de Processamento de Dados que relacionasse todas consultas envolvendo o CPF de Eduardo Jorge no período entre 2 de janeiro e 19 de setembro de 2009.

A "Apuração Especial" do Serpro informou que foram detectadas "consultas" aos dados armazenados com o CPF de Eduardo Jorge feitas pelo Banco Central, a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República. Mas nenhuma dessas instituições acessou tantas vezes os dados quanto o analista de Formiga, que entrou dez vezes no CPF de EJ.

O período da consulta feito ao Serpro antecede, portanto, o início da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra, que aconteceu no dia 30 de setembro de 2009, na delegacia da Receita de Santo André.

Na sequência, foram violados, em 8 de outubro, os sigilos fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, de Gregorio Marin Preciado (empresário casado com uma prima de Serra), do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio (no governo FHC) e Eduardo Jorge.

Datafolha: Dilma amplia vantagem sobre Serra

A manchete da matéria diz que Dilma "mantém" a vantagem, mas o correto é aumenta, pois a diferença passou de 20 para 22% e ela já atingiu a metade absoluta do eleitorado, apesar de toda a campanha difamatória que o Serra e seus sequazes estão fazendo na base do desespero. Estão na verdade mais uma vez tentando aplicar um golpe na democracia brasileira, com o apoio do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Queria aqui fazer um alerta sobre isto: nos últimos dias alguns simpatizantes da candidatura de Dilma têm me procurado, se mostrando preocupados e assustados com as mensagens que têm recebido com acusações contra Dilma. Replico a seguir a opinião que tenho expressado a todos:

Nesta reta final eles vão tentar de tudo para assustar as pessoas, pois estão desesperados.
Já viram que no voto não ganham. Então partem para a apelação e o terrorismo (eles sim é que são os verdadeiros terroristas, pois se beneficiaram do terrorismo de Estado e agora tentam se utilizar dele de novo).

Dilma lutou na época da ditadura como qualquer pessoa digna faria.

Não há qualquer registro de envolvimento direto dela em qualquer ação que tenha resultados em mortes, ou mesmos sequestros.

Agora, mortes chegaram a acontecer sim em algumas operações comandadas pelos grupos de resistência à ditadura. Mas foram casos acidentais e isolados, muito diferentes da política de extermínio que a ditadura adotou contra os opositores. Os poucos sequestros que ocorreram terminaram todos bem, com a liberação dos reféns e, em troca, a libertação de diversos presos e torturados pela ditadura. Dilma não participou de nenhum deles, ao que se saiba. E se tivesse participado não vejo nada de mais, pois era a única forma de tentar impedir o assassinato de centenas de pessoas nos porões do Estado.

Essas pessoas que lutaram naquela época devem ser motivo de orgulho para os demais brasileiros, não de vergonha ou medo.

Agora é claro que também sempre existiram e existem os porra-loucas, mas foram exceções e na maioria das vezes eram os primeiros a mudar de lado e entregar os companheiros, no menor aperto.

Não é nem de longe o caso de Dilma, que foi presa e chegou a ser torturada mas nunca deu qualquer informação aos agentes da repressão.

Para saber um pouco mais sobre os anos de chumbo, recomendo a leitura do livro "Os Carbonários", de Alfredo Sirkis (atualmente filiado ao PV). Se alguém quiser, posso emprestar o livro.
Engraçado que um dia desses, quando foi sabatinada no Senado, Dilma foi criticada por um senador da oposição (Agripino Maia, do DEM-RN) por ter mentido durante "interrogatório" nos porões da ditadura. Ela respondeu na lata: "Senador, o senhor sabe que dizer a verdade naquele momento significava trair e entregar à morte os que lutavam por um país mais democrático e solidário. No pau de arara, com o choque elétrico e a morte, não há diálogo. Qualquer comparação entre a ditadura e a democracia só pode partir de quem não dá valor a democracia brasileira". O senador passou vergonha.

Não se deixem abalar pelo jogo sujo deles. O povo já está acostumado com essas apelações que eles sempre fazem na reta final das eleições e não cai mais neste tipo de chantagem.

PS: recomendo a leitura do livro "Os Carbonários", de Alfredo Sirkis (atualmente deputado pelo PV).

Vamos à notícia do Estadão sobre a última pesquisa:

Datafolha: Dilma mantém vantagem sobre Serra

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 2 e 3 de setembro em todo o País mostra estabilidade no quadro eleitoral. A candidata do PT à sucessão eleitoral, Dilma Rousseff, oscilou de 49% para 50% das intenções de voto. Seu principal adversário, José Serra do PSDB, passou de 29% para 28%. Já a candidata Marina Silva do PV está com 10% das intenções de voto, contra 9% da pesquisa anterior.

De acordo com a pesquisa, candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%. Os que pretendem votar em branco, nulo ou nenhum são 4%. E 7% estão indecisos.

A pesquisa foi realizada com 4.314 eleitores em 203 municípios e tem margem de erro de dois pontos porcentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.903/2010

Nosso Lar - Assista neste fim-de-semana

O filme "Nosso Lar", baseado na obra do espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier, estreiou nesta sexta-feira.

A pessoa que enviou o e-mail abaixo é supostamente assessora do produtor do filme (Luiz Augusto Queiroz). Pelas informações que ela nos passa - relativas ao campo da espiritualidade - se puder repassá-la aos seus amigos, estará fazendo um grande bem.

Como não há uma folha que caia sem que Deus atue, o filme "Nosso Lar" não é um produto apenas de espíritas encarnados – que foram importantes instrumentos – mas sim, e principalmente, um desejo da vontade divina.

Fraterno abraço,

Assunto: Nosso Lar- o Filme

O filme Nosso Lar está pronto, e ficou lindo! Uma super produção brasileira, ótimo elenco, música de tocar o coração e efeitos especiais como jamais visto no cinema nacional... a gente percebe as mãos do Alto direcionando os acontecimentos: o filme do Chico, a novela das 18h, e agora o filme!

Em reunião mediúnica ocorrida na Casa de Padre Pio, no dia 6 de agosto, onde trabalha o produtor executivo do filme, a Espiritualidade presente revelou que falanges se preparam para descer à Terra e atuar durante cada sessão em que o filme passar: cidades espirituais serão esvaziadas, tratamentos espirituais serão realizados, desligamentos de processos obsessivos ocorrerão...tudo isso marcando uma Nova Era que se inicia nesse planeta abençoado...

E AGORA PRECISAMOS DE VOCÊS!

Pois a bilheteria do final de semana de estreía do filme determinará quanto tempo ele ficará em cartaz e aguçará os olhos dos distribuidores internacionais. Para que esse filme cumpra com o seu papel torna-se necessário que cada um de nós colabore, indo ao cinema, divulgando o filme para amigos, levando amigos...

É chegada a hora! Vamos ajudar?

Fraterno abraço.

OBS: Se quiserem saber mais sobre o filme, leiam a reportagem sobre ele na revista Isto É desta semana:
Blockbuster do outro mundo

Entranhas de um golpe: quebra de sigilo nasceu no ninho tucano mineiro

Do site CMI Brasil - Centro da Mídia Independente:

A CRONOLOGIA DA BALA DE PRATA


Por Alberto Bilac de Freitas *

Para se entender a lógica desse episódio da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, a gênese de tudo e as entranhas da que seja, talvez, a mais bem-urdida trama de espionagem político-eleitoral jamais tentada, há que se raciocinar como um deles; há que pensar como um, digamos, operador das profundezas do subterrâneo malcheiroso em que se transformaram o entorno e o núcleo da entourage próxima a José Serra.

A cronologia do bestialógico:

2005 - Passado o ápice do mensalão, Serra avaliava que Lula seria reeleito em 2006. A partir daí, seguiu-se o roteiro de empurrar Alckmin para a derrota anunciada. Decidira-se desde aí, que a chance de Serra seria em 2010, quando Lula já não poderia ser candidato. Mas o núcleo da inteligência serrista, coordenado por Marcelo Itagiba, sugeriu um laboratório do que seria aplicado em 2010:

2006 - O escândalo dos aloprados por pouco não derrota Lula. Mas o objetivo era esse mesmo: um teste, para ver se o método aplicado com sucesso em 2002 com o caso Lunus, implodindo a candidatura Roseana, poderia ser reeditado. A armação com o delegado Edmilson Bruno, levando a eleição presidencial para o segundo turno, mostrara a viabilidade do método.

2008 - Com a articulação de Aécio Neves para o ser o candidato do partido em 2010, o staff de Itagiba começa a fazer um trabalhinho miúdo sobre o mineiro; coisa de pequena monta, que não inviabilizasse o apoio deste a Serra, no futuro, mas o suficiente para afastá-lo da disputa. Quando os esbirros de Serra na mídia lançaram a senha: Pó pará, governador!

Aécio entendera que a turma era da pesada e não estava para brincadeiras. Nasceu aí o contra-ataque aecista: Amauri Ribeiro Júnior, então em um periódico mineiro, encabeçaria o projeto do contra-ataque e municiaria a artilharia mineira. Essa batalha subterrânea duraria até o final de 2009, quando Aécio recuaria.

2009 - Durante a batalha entre os dois grupos tucanos, Serra fica sabendo da farta e explosiva munição recolhida por Ribeiro Jr. O núcleo de sua equipe de inteligência, coordenado por Itagiba e que o acompanha desde os tempos do Ministério da Saúde, o adverte então: o material era nitroglicerina pura.

Urgia providenciar um fogo de barragem, que pudesse ao menos minimizar o estrago quando o material viesse a público. Nasceu então, aí, nesse espaço-tempo, o hoje famoso dossiê "quebra de sigilo de Verônica Serra"! Notem que os personagens envolvidos na 'quebra de sigilo' são os mesmos do livro do Amauri: José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado, Mendonça de Barros e Verônica Serra (aí leia-se também Verônica Dantas e seu irmão, o querubim Daniel).

Eduardo Jorge foi inserido aí como seguro. Próximo a FHC, mas não de Serra, EJ era o seguro contra qualquer atitude intempestiva de FHC, sabidamente não confiável, para que se mantivesse quieto quando a artilharia pesada viesse à tona.

Tomada a decisão, parte-se para o fogo de barragem. A parte mais fácil foi a montagem da 'quebra' de sigilo fiscal das vítimas. A incógnita, até agora, é que tipo de envolvimento tem o laranja Antônio Carlos Atella com a operação. Se é apenas mais um cavalo, o clássico operador barato, facilmente descartável, com acesso a algumas informações úteis e suficientes e lançador da isca fundamental: "Não me lembro quem foi... com certeza é alguém que quer prejudicar o Serra". Ou se é alguém orgânico, um insider dos intestinos itajibistas!

2010 - Com a desistência de Aécio, o grupo fica com a arma na mão, à espera da publicação do livro. É aí que se opera a clivagem para o quadro definitivo que vemos hoje: não é suficiente esperar o ataque do Aécio, que pode não vir, já que o mineiro recolheu suas baterias para o front de Minas Gerais.

É preciso partir para o ataque. Além de neutralizar o grupo de Aécio, jogar pensando na frente, em fubecar a campanha de Dilma Roussef. Reeditar o mesmo estratagema de 2006. Ganhar a eleição na mão grande. O delegado Onésimo (outro que acompanha o grupo desde os tempos do bureau de inteligência do Ministério da Saúde) seria despachado para contactar o inimigo. Pausa. Agora recortem os informes dos integrantes do ex-comitê de inteligência de Dilma: tanto Lanzetta quanto Amauri reportam que Onésimo sugeriu insistentemente ao comitê, a realização de ações de contra-inteligência contra Serra. O azar deles é que Amauri, jornalista macaco velho e com conhecimento da comunidade de informações, sentiu logo o cheiro de queimado e cortou, de pronto, as ofertas de Onésimo.

Não houvesse a negativa de Amauri, o passo seguinte de Onésimo seria a oferta do dossiê (já pronto) com a quebra de sigilo fiscal dos cinco tucanos. Estaria pronta e armada a reedição do escândalo dos aloprados em sua segunda versão. A campanha de Dilma não resistiria. A versão dos aloprados de 2006, perto desta, seria pinto. Era o modo mais seguro de Serra se eleger presidente. Esse é o modus operandi de Serra.

Com a recusa do ex-comitê de Dilma em morder a isca, tiveram que refazer o plano. O PT aprendera com os aloprados de 2006. Dilma, nesse ponto, muito mais impositiva que Lula, decepa no nascedouro o comitê de inteligência. O projeto original se complicara. Com o dossiê pronto desde 2009, a solução era vazá-lo, aos poucos, para a mídia parceira. Primeiro, vaza-se o EJ. Cria-se uma comoção (se bem que EJ, como vítima, não ajuda muito). Depois, a conta gotas, vem o restante: Ricardo Sérgio, Marin Preciado e Mendonça de Barros. E por fim, a cereja do bolo: Verônica Serra. Observem que o momentum foi escolhido a dedo por Serra: a entrevista em um grande telejornal! De novo, a semelhança: em 2006, os pacotes de dinheiro do delegado Bruno saíram no Jornal Nacional, da Globo; agora, o momento 'pai ultrajado' de Serra, foi encenado no Jornal da Globo! A intelligentsia serrista já foi mais original.

Diante desse quadro, o leitor inquieto deve estar se perguntando: o que deve fazer o PT e a campanha de Dilma? Assistir, inertes, a mais uma escalada golpista, como foi a de 2006? Tentar fazer o contraponto em uma mídia claramente parcial, golpista e oposicionista, conforme confessou dona Judith Brito, diretora da ANJ? O que fazer? O governo sabe onde está o antídoto ao veneno golpista da oposição! Não sei até que ponto o jornalista Amauri Ribeiro Júnior está integrado à campanha de Dilma Roussef. Também não sei até que ponto vai o empenho dele em livrar o país do ajuntamento político mais nefasto que o infesta, desde a redemocratização. O fato é que o seu livro, Os Porões da Privataria, é esse antídoto! Esse livro, verdadeira bateria anti-aérea que pode abater o núcleo duro do tucanato ligado à Serra, e o próprio Serra, de uma só vez, pode ajudar o Brasil a virar uma das páginas mais negras de seu curto período democrático!

Leia também: Contador diz que declaração da filha de Serra ia para 'pessoal de Brasília e Minas' (Estadão)

Leonardo Boff: Consolidar a ruptura histórica

Do Blog "Amai-vos":

Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT
Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu,”capado e recapado, sangrado e ressangrado”.

Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguardados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os paises mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.

Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fôra construida com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam:”façamos nós a revolução antes que o povo a faça”. E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de um outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.

Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde “a coisa pública”, o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: “não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido”. Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. A “Fome Zero”, depois a “Bolsa Família”, o “Crédito consignado”, o “Luz para todos”, a “Minha Casa, minha Vida, a “Agricultura familiar, o “Prouni”, as “Escolas profissionais”, entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.

Mas essa derrota inflingida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um “não retorno definitivo” e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses “descobrindo/encobrindo” o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituirem índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.

Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos.

Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Ceslo Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993):”Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromer o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação”(p.35). Estas não podem prevalecer.

Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.

Leonardo Boff autor de Depois de 500 anos: que Brasil queremos, Vozes (2000).

A crise mundial: como Lula salvou e Serra teria afundado o Brasil (de novo)

A guerra que decidiu as eleições


Do Blog do Nassif

O vídeo definitivo sobre a grande crise de 2008. Um trabalho soberbo desse jorbacdc, mostrando a maior batalha dos últimos anos, a luta contra a crise global, que marcou definitivamente a consolidação da candidatura Dilma e o esvaziamento da José Serra.

Por jorbacdc, no Youtube

August 24, 2010

Este vídeo traça uma cronologia da crise mundial (2008-2009) sob a ótica da imprensa brasileira e da oposição ao governo Lula, do PT.

Com pouco mais de 9 minutos de duração, o vídeo traz também uma resposta aos que não entendem como o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) conseguiu quebrar o Brasil três vezes, a despeito de ter liquidado quase todas as estatais lucrativas.

Pois, ao que parece, os "economistas PhDs" do PSDB não conseguem enxergar além das "receitas importadas" dos seus gurus neoliberais internacionais. E no meio do "efeito manada", o economista (?) José Serra disparou a dar entrevistas em que apontava os "graves erros" que a equipe econômica do governo Lula estava cometendo para tentar superar a crise, pois "ia na contramão" das medidas adotadas pelas grande potências mundiais que, segundo Serra, "eram as únicas soluções possíveis".

E o vídeo aponta as "medidas" e as contradições de José Serra ante a crise quando ele ainda era governador do Estado mais rico da Federação.

Ao economista (?) José Serra (e a todos os demais "especialistas" da direita conservadora do Brasil) parece faltar a ousadia, a sensibilidade e a criatividade mostradas pelo governo do PT para superar as falhas graves, como a crise financeira mundial e a desigualdade social de um grande país que, definitivamente, não deve ficar importando "receitas de bolo" estrangeiras para superar as dificuldades internas.

O vídeo mostra também de que forma a grande imprensa brasileira (que se popularizou na blogosfera como "PIG") exerceu um papel totalmente antipatriótico. Pois que, no furor para destruir a imagem de Lula, "importou' a crise e trouxe graves consequências ao Brasil, onde a crise poderia ter batido de forma mais suave se não fosse o alarmismo dos empresários que, pelos noticiários da imprensa, resolveram erroneamente demitir funcionários.

Em tempo: a imprensa brasileira foi a única do mundo (daqueles países que não tinham nada a ver com a crise) que expôs com destaque e sensacionalismo a crise econômica mundial. A abordagem alarmista foi ainda pior do que aquela mostrada pela imprensa norte-americana ou europeia.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O boicote brasileiro ao pré-sal

Do Blog do Nassif - Seg, 19/07/2010 - 09:22


Ontem, o Financial Times – mais importante jornal de negócios do planeta – publicou ampla matéria sobre o início da produção do pré-sal.

O jornal estranhou o pouco destaque na mídia e no próprio Blog da Petrobras. Interpretou como cansaço do país pelo excesso de loas ao pré-sal.

Do lado da Petrobras, provavelmente o correspondente se esqueceu de mencionar que a empresa está em fase de silêncio – imposto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), devido ao próximo lançamento de ações da empresa. Mas entendeu as limitações eleitorais, para explicar o discurso mais moderado do governo.

Aí, se estende sobre a maneira como a grande imprensa praticamente ignorou o episódio. Alertou para a "complacência que ameaça o Brasil". Diz que, depois dos sucessos dos últimos anos, "muitos brasileiros dão a impressão que o trabalho já está feito. A colheita do pré-sal já está depositada. Mesmo a descoberta de 4,5 mil milhões de barris em um novo campo chamado Franco em maio foi recebida com indiferença".

Nada a ver com a opinião pública em geral e com a opinião dos especialistas em particular. Mas com um vício recorrente que tirou toda a objetividade de alguns grandes jornais.

Do lado da mídia, a cobertura foi incompreensível. Pouco se falou do início da exploração. Mas O Globo saiu-se com uma manchete escandalosa, informando que enquanto na Europa se reduz a exploração na plataforma marítima, devido ao acidente da British Petroleum no Golfo do México, no Brasil se acelera.

De repente, passa-se a acusar o Brasil de pretender se beneficiar de suas próprias riquezas naturais, sem informar que, no caso da Europa, o recuo na produção marítima se deveu ao esgotamento de suas jazidas, apenas isso.

Acusou-se a Petrobras de ignorar o acidente da BP, como se a falha fosse dela, não da BP. Há anos a Petrobras possui um sistema de válvulas automáticas, que impediriam qualquer tipo de acidente similar ao que ocorreu com a BP.

Lá, por questão de economia, as válvulas eram manuais. Quando ocorria algum problema no poço, não fechavam automaticamente a saída do petróleo. Pela tubulação vinha então aquele fato de petroleo e fogo. Para salvar-se, os operadores fechavam repentinamente as válvulas, fazendo com que a explosão se desse na entrada do petróleo.

O clima eleitoral parece ter contaminado toda a cobertura. Qualquer notícia positiva para o país é escamoteada, com receio de que possa beneficiar um dos candidatos. Joga-se vergonhosamente contra o país, forçando manchetes para prejudicar o lançamento das ações da Petrobras, como se o que estivesse em jogo fossem apenas as próximas eleições, não a construção do futuro do país, com esse presente dado pelos céus.

"Acusa-se" o país de pretender se beneficiar do pré-sal! O que esse povo pretende? Que se abra mão de uma riqueza que poderá alavancar o bem estar de todo brasileiro?

É um clima irrespirável, que não terá continuidade após as eleições. Aí, será necessário um grande pacto entre as novas lideranças da oposição e o próximo governo, visando blindar os interesses do país do jogo político rasteiro.

Serra acusa Lula de censurar imprensa

Em duro discurso durante o 8.º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), no Rio, na quinta-feira (19), o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou o governo federal e o PT de tentarem, nos últimos anos, intimidar, manipular e censurar a imprensa brasileira:


Clique na imagem para ampliar

Até a Folha já entregou os pontos

Do Blog do Nassif:

Biruta de Serra desorienta a Folha
Enviado por luisnassif, sab, 21/08/2010 - 10:00

Por Gustavo Belic Cherubine

Alguém leu o editorial da fsp de hoje?

Da Folha de São Paulo, sábado, 21 de agosto de 2010

Avesso do avesso

Tentativa do tucano José Serra de se associar a Lula na propaganda eleitoral é mais um sinal da profunda crise vivida pela oposição

Pode até ser que a candidatura José Serra à Presidência experimente alguma oscilação estatística até o dia 3 de outubro. E fatores imprevisíveis, como se sabe, são capazes de alterar o rumo de toda eleição. Não há como negar, portanto, chances teóricas de sobrevida à postulação tucana.

Do ponto de vista político, todavia, a campanha de Serra parece ter recebido seu atestado de óbito com a divulgação da pesquisa Datafolha que mostra uma diferença acachapante a favor da petista Dilma Rousseff.

A situação já era desesperadora. Sintoma disso foi o programa do horário eleitoral que foi ao ar na quinta-feira no qual o principal candidato de oposição ao governo Lula tenta aparecer atrelado... ao próprio Lula.

Cenas de arquivo, com o atual presidente ao lado de Serra, visaram a inocular, numa candidatura em declínio nas pesquisas, um pouco da popularidade do mandatário. Como se não bastasse Dilma Rousseff como exemplar enlatado e replicante do "pai dos pobres" petista, eis que o tucano também se lança rumo à órbita de Lula, como um novo satélite artificial; mas o que era de lata se faz, agora, em puro papelão.

Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de "defender" o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão. "Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/... Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu."

Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira.

A infeliz jogada se volta, não contra o PT, Lula, Dilma ou quaisquer dos 40 nomes envolvidos no mensalão, mas contra o próprio PSDB, e toda a trajetória que José Serra procurou construir como liderança oposicionista.

Seria injusto atribuir exclusivamente a um acúmulo de erros estratégicos a derrocada do candidato. Contra altos índices de popularidade do governo, e bons resultados da economia, o discurso oposicionista seria, de todo modo, de difícil sustentação em expressivas parcelas do eleitorado.

Mais difícil ainda, contudo, quando em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como "Zé", no improvável intento de redefinir sua imagem pública.

Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.

Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas.

"Fifa corrompe os países que recebem a Copa", acusa repórter da BBC

Publico a matéria abaixo para reflexão.
Não sou ingênuo, sei que um evento do porte da Copa do Mundo ou de uma Olímpiada, pelo volume de recursos envolvido, sempre está associado a favorecimentos, superfaturamentos, desvios de verbas, etc.
Mas também acho que são eventos importantes para o país-sede, pelos investimentos que provoca, pela turismo que é estimulado, e pelo retorno que traz e a infra-estrutura que deixa para o país-sede.

"Fifa corrompe os países que recebem a Copa", acusa repórter da BBC


Repassado por Starnet.

Fonte: Carta Capital

03/08/2010 - 11:11 - Maurício Savarese - São Paulo

“Senhor Joseph Blatter, um pagamento secreto de uma empresa de marketing chegou por acidente à conta bancária da Fifa. Para quem era?” Essa pergunta, feita ao presidente da entidade em 2004 durante uma entrevista coletiva na Tunísia, mudou a vida do jornalista Andrew Jennings, hoje aos 67 anos de idade. Desde então, ele se tornou persona non grata pela entidade. Jennings diz que o pagamento secreto se destinava a dirigentes da entidade.


http://www.youtube.com/watch?v=Xl_MkPHRTJc

Desde sua profissionalização sob João Havelange, na década de 1970, a Fifa é cercada por empresas esportivas, empreiteiras, vendedoras de ingressos e outros ramos que estariam ligados à cúpula do futebol mundial, várias das quais foram alvo de investigações do escocês – que fez carreira no diário inglês Daily Mail e ganhou liberdade para suas reportagens investigativas em documentários da BBC.

Jennings, que visitou o Brasil pela primeira vez para um congresso de jornalismo investigativo, fala sobre as razões que o motivam a continuar com seu trabalho e fala das formas de corrupção que costumam se associar a Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. O Brasil receberá os dois: o primeiro em 2014 e o segundo em 2016.

Por que o senhor decidiu focar suas investigações na Fifa?

Posso dizer que os escolhi como alvo porque todo jornalista deve ter um alvo, um grupo que queira investigar. Eu sou incapaz de dizer qual é o resultado de um jogo, mas sei quando tem corrupção lá. E é apenas a porcaria do futebol! Como é que não pode ser transparente algo que não é questão de vida ou morte? A verdade é esta: eu sou um jornalista combativo e todo jornalista combativo precisa de um objetivo. O meu é mostrar o que fazem na Fifa, no COI.

É uma questão de nicho de mercado? Se é isso, por que vai a aeroportos do mundo inteiro para pressionar esses dirigentes?

Não é nicho de mercado, isso é só uma provocação. Acho que o futebol é importante para muita gente. E essas pessoas são roubadas. Investimento público é feito em estádios, em infraestrutura e em muitas áreas que têm a ver com o interesse público. Meu interesse não é saber se o Manchester United será campeão europeu, mas sim se o Brasil vai ser a parte dois de toda a corrupção que se viu na África do Sul nos últimos anos.

Onde que a corrupção surge em uma Copa do Mundo e nas Olimpíadas? E como se faz para investigar isso?

As empreiteiras, as vendas de ingresso e as empresas que fazem propaganda nesses eventos são grandes fontes de corrupção. E a fórmula para descobrir isso exige um pouco de sagacidade. Quando fiz a pergunta a Blatter, sabia que na Fifa há muitos funcionários honestos. Passei semanas vendo aquelas pessoas em Zurique, que ficavam encostadas na parede com cara de tédio enquanto o chefe delas falava. Havia um desconforto. Optei por, na primeira boa chance que tivesse, me sentar na primeira fileira e perguntar a Blatter da forma mais agressiva que podia sobre subornos da ISL [empresa falida de marketing esportivo]. Não o chamei de presidente Blatter. Foi tudo calculado para notarem que eu não tinha respeito por ele e que fazia um trabalho sério. A partir dali, os documentos internos começaram a chegar. E eles chegam até hoje. Sobre a África do Sul eu tenho material e sobre o Brasil eu também vou ter.

O que o senhor tem?

Muita coisa, mas não tenho pressa. Sou um jornalista à moda antiga, não preciso publicar nada amanhã. Acho que a informação pode se refinar conforme o tempo passa. Mas as dicas estão por aí. No caso da vitória do Brasil para receber os Jogos de 2016, faço apenas uma pergunta. O homem da ISL que se chama Jean-Marie Weber. Foi condenado à prisão na Suíça, é investigado até hoje. E no dia da votação em Copenhague ele estava com credencial, lá dentro, na área de imprensa. Cumprimentou o ex-presidente da Fifa João Havelange. O que será que Weber fazia ali? Agora, vocês brasileiros precisam de jornalismo para não serem a nova África do Sul. O que está feito, está feito. Deixem-me com esse trabalho [risos].

Jennings confronta Jean-Marie Weber em Copenhage, em 2009:

http://www.youtube.com/watch?v=fH-CSonp4lI

O senhor planeja vir ao Brasil para a Copa do Mundo ou para Rio-2016?

Não acredito nisso, mas eu também não pensei que um dia escreveria uma reportagem com o título “Eu sou o pior repórter do mundo”, listando no Daily Mail todos os dirigentes da Fifa que não aceitam conversar comigo. Fiquei empolgado ao ver que vocês são mais críticos do que os sul-africanos, que demoraram muito até descobrir todas as sujeiras que fizeram. Se eu vier vai ser divertido, porque vocês têm senso de humor e isso é excelente para você pegar esses corruptos que estão no esporte. Sabem se divertir.

Quais são os riscos que o Brasil corre na próxima Copa do Mundo? Como a África do Sul foi lesada em seu Mundial?

A África do Sul teve de se render à Fifa para organizar a Copa. Além da corrupção dentro da própria entidade, a Fifa corrompe os países que recebem o evento. O principal escoadouro de recursos é a construção de estádios. Quando se sabe que haverá investimento público em estádios, acionam o secretário-geral, Jerome Valcke. O sistema é simples: se o estádio vira uma questão de injetar recursos públicos, eles atrasam a obra. Quando isso acontece, surgem os chamados recursos emergenciais. Está feito o estrago: um estádio que custaria 200 milhões de dólares, como o de Port Elizabeth, na África do Sul, se transforma em um elefante branco de 350 milhões. Já notei que os estádios de vocês ainda não saíram do papel. Dá para imaginar o que pode acontecer, não? A Copa do Brasil pode ser a Copa da África do Sul 2 se houver dinheiro público para estádios.

O risco se limita aos estádios ou há mais?

Claro que há mais. O Brasil não terá um retorno financeiro como o projetado – assim como em todas as últimas Copas do Mundo – porque algumas receitas, superestimadas por sinal, são simplesmente engolidas pela corrupção. Um exemplo é a venda de bilhetes. Saiba que vocês não vão ficar com as receitas de nenhuma entrada vendida aqui. O Brasil é só o hospedeiro, mas os bilhetes, os estádios e muito do que vier de recurso ficará nos bolsos de estrangeiros. A África do Sul prometeu ao seu povo uma Copa do Mundo sem exageros. Mas enriqueceu dirigentes com milhões de dólares vindos de corrupção, de superfaturamento de obras. O Brasil corre o mesmo risco. Na África a imprensa levou anos para denunciar isso. Aqui vocês parecem estar mais atentos, mas os riscos são claramente os mesmos.

Qual é a sensação de ser o único repórter do mundo banido pela Fifa? Como lida com as críticas de ser um “pavão da reportagem”, como já disseram membros da Fifa e do COI?

Eu sou mais pobre hoje do que era há 20 anos, quando não investigava a Fifa. Viajar custa caro e nem sempre pagam as minhas passagens. Mas vou aonde for necessário para ouvir uma boa fonte. Não sei se sou um pavão, acho que sou apenas um velho que se veste mal e que acha que o Google não resolve todos os problemas do jornalismo. Acho que gastar os sapatos, ter senso crítico e exercer o senso de humor são o centro da minha profissão.

Lula e Serra: Separados ao Nascer

Taí a prova de que meu amigo Glenir tinha razão: Lula e Serra - Tudo a ver (clique na imagem para ampliar). ahahah.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Xico Bizerra recebe o título de Cidadão do Recife

Fonte: Informativo BC-Recife

Recebemos do colega aposentado, Xico Bizerra, o seguinte convite:
"Por iniciativa do povo recifense, representado pela unanimidade dos vereadores da Cidade, receberei, com muito orgulho, o título de Cidadão do Recife. Gostaria muito de compartilhar dessa alegria com você, no dia 20 de Agosto, na Câmara de Vereadores do Recife, às 10 horas da manhã."

O colega Francisco José Bizerra de Carvalho, conhecido por Xico Bizerra, trabalhou por 28 anos como Analista do Banco Central. Aposentado desde 2005, se dedica à música nordestina, sendo autor de 8 CDs do seu projeto Cultural FORROBOXOTE. Hoje, é reconhecido como grande compositor e poeta, autor de mais de 400 canções, sendo, inclusive, o autor mais gravado na Região nos últimos 5 anos. Xico Bizerra tem suas canções interpretadas por mais de 200 cantores e cantoras por todo o Brasil; dentre eles, Dominguinhos, Elba Ramalho, Quinteto Violado, Amelinha, Xangai, Maciel Melo e Santanna. Sua música SE TU QUISER, lançada em 2002, já conta com 107 gravações por artistas distintos.

Parabéns ao Xico Bizerra, orgulho do Banco Central e do povo pernambucano.

CNT/Sensus mostra Dilma 10 pontos à frente de José Serra


Repassado por: Antonio Pereira Santana

MÁRCIO FALCÃO - DE BRASÍLIA
A pouco mais de 10 horas do primeiro debate entre os presidenciáveis, pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira mostra uma vantagem de 10 pontos para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, sobre o candidato do PSDB, José Serra.
A petista recebeu 41,6% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 31,6%.
Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar, com 8,5% dos votos, enquanto José Maria Eymael (PSDC) tem 1,9% e Plínio Arruda (PSOL),1,7%. Outros candidatos mencionados na pesquisa não registraram 1% dos votos.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os indecisos, brancos e nulos somam 14,5%. Em maio, edição anterior da CNT/Sensus, Dilma tinha 35,7%, Serra, 33,3%, e Marina, 7,3%.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea, Dilma aparece na frente de Serra --na qual não é apresentada a lista de candidatos aos eleitores.
A petista recebeu 30,4% das intenções de votos na espontânea, contra 20,2% do tucano.
Marina tem 5% das intenções de voto, o mesmo índice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato.
SEGUNDO TURNO
Num eventual segundo turno entre Serra e Dilma, a petista venceria com 48,3%, contra 36,6% para o tucano. Os brancos, nulos e indecisos somariam 15,3%.
Já num segundo turno entre Dilma e Marina, a petista teria 55,7%, contra 23,3% para a senadora do PV. Os brancos, nulos e indecisos somariam 21,1%.
Se a disputa ficasse entre Serra e Marina, o tucano teria 50%, contra 27,8% para a parlamentar. Os brancos, nulos e indecisos somariam 22,5%.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 agosto de 2010, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Política: DEM, PSDB e PPS desviaram mais de R$ 100 milhões no DF

Do Boletim Informes, de 1/7/2010:

DEM, PSDB e PPS desviaram mais de R$ 100 mi de verbas federais no DF


Relatório divulgado nesta semana pela Controladoria-Geral da União (CGU), após investigação determinada pelo presidente Lula em meio às denúncias sobre os escândalos do condomínio DEM/PSDB/PPS no Distrito Federal, reafirma que o governo José Roberto Arruda desviou mais de R$ 100 milhões transferidos pela União ao DF, especialmente nas áreas de saúde e obras.

Só superfaturamento e sobrepreço causaram aos cofres públicos prejuízo superior a R$ 50,5 milhões. Aproximadamente R$ 23 milhões se referem à compra superfaturada de medicamentos e mais de R$ 22 milhões a obras executadas com dinheiro transferido pelos ministérios das Cidades, dos Transportes e da Integração Nacional.

Ao analisar os pagamentos indevidos feitos pelo Governo do Distrito Federal, a CGU constatou que eles totalizaram R$ 51,5 milhões, dos quais R$ 40 milhões foram destinados a servidores que não são da área da segurança pública. O dinheiro saiu do Fundo Constitucional do Distrito Federal, que tem como objetivo assegurar recursos da União para organização e manutenção das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros, além de prestar assistência financeira para serviços de saúde e educação. Recursos do mesmo fundo também foram usados, de forma irregular, para pagar servidores da Polícia Civil cedidos a outros órgãos. Nesse caso, o desvio somou R$ 27 milhões.

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) disse que o o trabalho da CGU mostra, mais do que nunca, o esquema de corrupção montado no DF pelo DEM, PSDB e PPS. “O estranho de tudo é que o Tribunal de Contas da União (TCU), sempre autodenominando-se cioso da malversação dos recursos públicos, deixou tudo isto acontecer em seu entorno. O TCU se diz apolítico e que não é ligado à oposição, então, tem de explicar como permitiu esse descalabro em Brasília patrocinado pelos três partidos oposicionistas”.

Devanir é autor de um requerimento, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, em que requer a realização de audiência pública para debater a crise no DF provocada pela corrupção dos três partidos de oposição. O parlamentar pede a convocação do presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, e do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, para que demonstrem as ações de controle externo e interno de ambos os órgãos sobre os recursos orçamentários destinados ao DF.

O relatório da CGU também identificou o uso indevido de recursos federais transferidos para a área de saúde. Dos R$ 320 milhões que recebeu para investir ou pagar despesas da área de saúde, o governo Arruda aplicou R$ 220 milhões no Banco de Brasília, que controlava.

No período de 2006 a 2009, o Governo do Distrito Federal geriu cerca de R$ 66,6 bilhões, dos quais 35,1 bilhões referem-se a recursos próprios (IPVA, IPTU, FPE, FPM, CIDE, etc.); R$ 2,1 bilhões a transferências da União (convênios, contratos de repasse e fundo a fundo - SUS, FNAS, FNDE, etc.); bem como do FUNDEB (R$ 3,9 bilhões) e do FCDF – Fundo Constitucional do Distrito Federal (R$ 25,5 bilhões).

A primeira etapa dos trabalhos da CGU, divulgada em 05/04/2010, envolveu a fiscalização, além de R$ 25,5 bilhões de recursos do Fundo Constitucional, de R$ 1,1 bilhão, envolvendo recursos de transferências da União (convênios, contrato de repasse e fundo a fundo). A segunda e última etapa, encerrada agora, ampliou este valor para R$ 2,1 bilhões – abrangendo mais de 90% dos recursos federais repassados extra Fundo Constitucional. De modo geral, os indícios detectados na 1ª etapa da auditoria foram confirmados agora na 2ª etapa.

A partir de ontem, a CGU começou a encaminhar o relatório a todos os órgãos do GDF, bem como ao seu governador, para que tomem as providências recomendadas. De igual modo, encaminhará aos órgãos federais que transferiram recursos ao GDF (ministérios) para o devido acompanhamento das providências junto aos órgãos executores locais.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Copa do Mundo: O discípulo copia o mestre. Será?

Repasso artigo escrito pelo amigo Antonio Coelho, e publicado no blog do Juca Kfouri.

Mais uma tentativa de previsão baseada em coincidências históricas, mas criativa e espirituosa, como de praxe do ACoelhoF:

O discípulo copia o mestre


11 de julho de 2010

Carlos Caetano Verri, o Dunga, copiou outro Carlos, Carlos Alberto Parreira.

Em 1994, no primeiro jogo, o Brasil faz dois gols e vence um país por décadas comunista. Em 2010, no primeiro jogo, o Brasil faz dois gols e vence um país por décadas comunista.

Em 1994, no segundo jogo, o Brasil faz três gols e vence um país africano. Em 2010, no segundo jogo, o Brasil faz três gols e vence um país africano.

Em 1994, no terceiro jogo, já classificado, o Brasil empata com uma seleção europeia, que também se classifica. Em 2010, no terceiro jogo, já classificado, o Brasil empata com uma seleção europeia, que também se classifica.

Em 1994, nas oitavas de final, o Brasil vence uma seleção da América sem tradição. Em 2010, nas oitavas de final, o Brasil vence uma seleção da América sem tradição.

Em 1994, nas quartas de final, o Brasil vence a Holanda. Em 2010, nas quartas de final, o Brasil vence a Holanda.

Em 1994, o Brasil enfrenta uma seleção que surpreendeu ao chegar às semifinais. Em 2010, o Brasil enfrenta uma seleção que surpreendeu ao chegar às semifinais.

Em 1994, na final, o Brasil enfrenta uma seleção com tradição, que já tinha sido campeã mundial. Em 2010, na final, o Brasil enfrenta uma seleção com tradição, que já tinha sido campeã mundial.

Em 1994, o capitão da seleção brasileira ergue a taça e a xinga. Em 2010, o capitão da seleção brasileira beija a taça e a ergue.

acoelhof

PS: Enviei para o blog de Juca Kfouri. Ele, gentilmente, publicou. http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/o-discipulo-copia-o-mestre.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pneu tailandês que não fura chega ao Brasil

Para ler a matéria, clique nas imagens.
Repassado por Ricardo Piau.

Economia: Brasil deve cortar pobreza à metade até 2014

Isto é transformação social e redistribuição de renda:

Brasil deve cortar pobreza à metade até 2014


Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
Repassado por Fernando Arruda
Mantida a tendência de crescimento médio da economia no governo Lula, o Brasil cortará à metade o número de pessoas pobres até 2014.

O total cairá de 29,9 milhões para cerca de 14,5 milhões, o equivalente a menos de 8% da população, informa reportagem de Fernando Canzian publicada na Folha deste domingo (exclusivo para assinantes do jornal e do UOL).

Nos anos Lula, até a crise de 2009, o número de pobres (pessoas com renda familiar per capita mensal até R$ 137,00) caiu 43%, de 50 milhões para 29,9 milhões.

Hoje, a velocidade da queda do número de pobres é ainda maior, de cerca de 10% ao ano, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-Rio.

"Estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte do que no período entre 2003 e 2008", afirma Neri.

Outros especialistas ouvidos pela Folha concordam com essas previsões, consideradas realistas ante a tendência dos últimos anos.

Consideram também viável o país manter um ritmo de crescimento até maior do que a média dos últimos anos. A previsão de crescimento para 2010, por exemplo, já varia entre 6,5% e 7,5%.

A diminuição do número de pobres e a ascensão de 32 milhões de brasileiros às classes ABC entre 2003 e 2008 esteve relacionada, principalmente, ao aumento do emprego formal e da renda do trabalho, à política de valorização do salário mínimo e aos programas sociais, como o Bolsa Família.

Vídeo: deputados assinam projetos sem ler

Este vídeo é uma reportagem do programa CQC mostrando que alguns deputados assinam, sem ler, qualquer projeto que lhes seja apresentado, por mais esdrúxulo que seja.
Basta botar uma morena bonita de lobbista e dizer que o projeto foi proposto pelo deputado fulano, que nem precisa existir.
Depois os canalhas ainda têm a desfaçatez de tentar agredir a equipe de gravação.
Mais uma amostra do nível dos nossos parlamentares.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Frases do Dia

Se existe reencarnação (e certamente existe),

Galvão Bueno, numa vida passada,

foi certamente uma vuvuzela.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eleição: Comite de Serra flagrado forjando textos contra Dilma

Recentemente, recebi por e-mail um texto apócrifo relatando a suposta participação de Dilma Roussef em um atentando terrorista contra o Sargento Mario Kozel Filho. Não tinha lido a matéria abaixo ainda, mas fiz questão de pesquisar sobre o assunto e responder ao remetente, demonstrando que nem Dilma nem nenhuma das outras personalidades citadas tiveram qualquer participação no caso.

A matéria a seguir relata que os textos da espécie tem sido produzidos pelo comitê de Campanha de Serra, mais especificamente por Ruy Fabiano, contratado para redigi-los, a mando de Sérgio Guerra.

Este é o tipo de gente que quer retomar o comando do País.

Leiam e tirem suas conclusões:

Ataque do PSDB a Dilma irrita marqueteiro de Serra


Fonte: Ig - Último Segundo
Repassado por José Gomes

O episódio dos textos com ataques a Dilma Rousseff distribuídos a partir de gabinetes de parlamentares de oposição na Câmara causou intenso mal estar entre a cúpula do PSDB e o comando da campanha de José Serra.

Segundo o iG apurou, o episódio deixou o marqueteiro de Serra, Luiz Gonzalez, profundamente irritado. Gonzalez chegou a ser citado em uma coluna como responsável pelos papeis. Na verdade, de acordo com fontes da campanha de Serra, o autor é o jornalista Ruy Fabiano, que teria sido contratado pelo PSDB para redigir “papers” (textos) com o objetivo de orientar parlamentares do PSDB, DEM e PPS em entrevistas e discursos.
Ruy Fabiano, autor dos textos apócrifos

A um destes “papers” intitulado “Dilma Rousseff e suas vítimas fatais” foram anexadas fotos de militares que teriam sido “assassinados pelo grupo terrorista” da qual Dilma fez parte.

O texto diz que Dilma “teve amnésia e não se lembra dos assaltos a banco, sequestros, delação de colegas. Só lembra que foi torturada”. Dilma militou no Comando de Libertação Nacional (Colina), grupo de esquerda que defendia a luta armada contra a ditadura militar. Até hoje nunca foram apresentadas provas de que Dilma tenha participado de ações armadas. Ela nega.

Quando viu no fac símile publicado em um jornal que os papéis tinham timbre da “coordenação de comunicação da campanha de Serra”, Gonzalez ficou irritado ao ponto de telefonar para o gabinete do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, para dizer que não tinha nada a ver com o texto.

Orgulhoso de nunca ter apelado para baixarias e mentiras em 16 anos de campanhas para o PSDB, Gonzalez não quer ter seu nome vinculado aos ataques a Dilma nos “papers” de Ruy Fabiano. Mais do que isso, tem medo de que as baixarias sejam atribuídas a Serra, o que poderia dar margem para os adversários rotularem o tucano de truculento.

O PSDB, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou a autoria dos “papers” distribuídos a seus parlamentares. Segundo o partido, os textos foram redigidos pelas “assessorias” da direção nacional.

Na quinta-feira à noite o iG ligou para a sede nacional do PSDB, em Brasília, para falar com Ruy Fabiano. O assessor que atendeu a reportagem passou um número de telefone que seria do jornalista, informando que Fabiano fica em São Paulo. Todas as ligações caíram na caixa postal.

No dia seguinte, a assessoria de imprensa do PSDB comunicou que Fabiano não presta serviços ao partido nem à campanha. Ele teria sido apenas sondado pela direção tucana. O PSDB não desmentiu a informação de que Ruy Fabiano é o autor dos “papers”.

O iG falou com um alto integrante da campanha de Serra que esteve em pelo menos uma reunião da qual participaram Ruy Fabiano, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, parlamentares e dirigentes tucanos, em São Paulo, na qual foram discutidas as linhas mestras da estratégia de campanha de Serra.

Conclusões (de José Gomes):

1. Os ataques não partiram do Luiz Gonzales, marqueteiro do Serra, que é um jornalista de nível.

2. Mas partiram do Ruy Fabiano, contratado pelo PSDB para produzir papers para a campanha. Todo lixo que sai da campanha de Serra passa pelo presidente do partido, Sérgio Guerra. É impressionante o nível de um sujeito como Guerra. Ao lado do ex-Graeff ele foi o responsável direto pelo “gentequemente”, é a interface do partido com o DEM de Paulinho Bornhausen, o responsável pela contratação de blogueiros especializados em sites apócrifos. É evidente que Guerra tem luz verde de Serra. Mas é vergonhoso ter um político desse nível na presidência de um partido da relevância do PSDB. Gonzales sabe das consequências deletérias desse tipo de atitude, mas a síndrome do escorpião não quer largar Serra.

3. Obs: Ruy Fabiano é irmão do grande violonista Raphael Rabello.

Vídeo: Ensinando a extorquir durante a crise

Quando será que este povo vai acordar, meu Deus?

Crápulas como estes deveriam estar na cadeia, não nos altares nos altares usando técnicas de lavagem cerebral para extorquir o dinheiro suado do povo simples.

Mas nada escapa à justiça divina. A hora da colheita deles chegará no ciclo eterno da vida, e será bem diferente da que eles esperam.

Confiram por vocês mesmos.

Dica de site: Consumo em foco

Hoje a minha dica é o blog de minha amiga Gabriela Ribas, Consumo em Foco (http://consumoemfoco.zip.net/), que desde já passou a ser um dos meus favoritos.

Ao tempo em que dou as boas vindas a Gabi pela sua incursão no universo blogueiro, a parabenizo pela temática escolhida, da qual ela é uma verdadeira especialista, bem como pela qualidade das matérias por ela postadas, que por certo contribuirão para aumentar a consciência dos consumidores quanto a seus direitos.

Grande abraço, Gabi.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Todos os detalhes sobre o caso Dunga x Globo - Tô com Dunga e não abro

A crise entre Dunga e a Globo, na verdade, vem desde 2008, e se acirrou na véspera do jogo de estreia da Seleção, quando Dunga vetou entrevistas exclusivas negociadas pela Globo com Ricardo Teixeira.

Os textos abaixo, publicados no Blog Tribuna de Imprensa, de Helio Fernandes, trazem todos os detalhes dos bastidores da crise:






Apesar de dar o “caso” por encerrado, a Globo não esquece Dunga, sabe que agora perdeu.
quarta-feira, 23 de junho de 2010 - 07:10


É uma luta constante, aberta ou escondida, gravada ou ao vivo, mas com direito a ida e volta ou até reviravolta. E péssima análise. Com isso, pedido de trégua. No domingo, editorial no Fantástico (não há Jornal Nacional nesse dia), mas os inspiradores e até redatores, do alto escalão.

Só que acreditavam se esconder por trás do repórter Alex Escobar, insultado por Dunga na véspera, e obter a audiência recorde de 44 pontos (como aconteceu no jogo Brasil-Coreia do Norte, dados do Ibope).

Mas como o Ibope dá resultados contra e a favor, logo comunicava à Globo: “O editorial contra Dunga repercutiu muito mal, quem estava contra ele, ficou a favor”. Começaram a se assustar e entraram em “pânico na TV”, quando receberam o resto da informação: “A opinião pública concluiu que a Organização Globo está contra a seleção”.

Sabendo que não podiam lutar contra isso, mudaram totalmente de posição, “o episódio está encerrado”. E complementando com as ORDENS INTERNAS NESSE SENTIDO, publicamente fizeram autocrítica, chorando aos pés da Procissão: “Sempre fizemos tudo pela seleção, corremos até o risco de trocar o jornalismo pela TORCIDA, mas foi sempre o que fizemos”.

Não acaba aqui, porque nada começou aqui.

A Globo quer dominar tudo, e não apenas o futebol. Com a Organização, as potências jamais andam na rua, se escondem para dominarem com vigor e efervescência. (É essa palavra mesmo). Com treinadores que trocam abençoadamente a independência pela exibição, a Globo não perdeu nenhuma luta, nem sequer um round.

Só que Dunga “enganou” muito bem os analistas de plantão da Globo, assumiram que “o atual treinador é dócil como os outros”, e foram dormir saciados. Só que se equivocaram totalmente. Deviam ter concluído, que não podia ser por acaso que o treinador era conhecido pelo apelido (seria pseudônimo?) da fábula.

A luta vem de longe, pois Dunga, ao contrário de outros, com muito mais nome (tipo Leão e Luxemburgo, na época), está há quatro anos à frente da seleção. Veio “por mares nunca dantes navegados”, sem naufragar, mesmo enfrentando turbulências da poderosa nau platinada.

Vou contar apenas dois episódios marcantes da luta pelo “cinturão”, entre Dunga e a Globo. Os dois em 2008, o primeiro, estocada de Dunga, vitorioso. O segundo, revide da Globo, que era para ser demolidor e arrasar Dunga, mas que ele recebeu, não revidou e ganhou.

1 – Dunga comunicou à Globo que “gostaria muito que Mario Jorge Guimarães deixasse se ser o elemento de ligação com ele”. Dunga sabia que fazia aposta que só mesmo Lloyd’s de Londres bancaria.

Bancou e ganhou. Mario Jorge Guimarães, homem fortíssimo da Organização, ficou surpreendido ao ser “promovido” a Executivo BEM ALTO do SporTV. E Dunga também surpreendido com a vitória. Só que não sabia que a Globo acertara com Ricardo Teixeira um esquema para derrubar Dunga.

2 - Nesse esquema, entrava o seguinte. A Globo, representada por Galvão Bueno. a CBF e Ricardo Teixeira pelo assessor de cavalaria. E o instrumento seria o programa “Bem, amigos”, do próprio Galvão.

Uma irresponsabilidade jornalística (?) total. O programa, com toda sua equipe de estrelas, só tinha um objetivo: revelar à opinião pública e comentar a SUBSTITUIÇÃO DE DUNGA por Muricy Ramalho.

Para maior grandiosidade, o próprio Muricy estava presente, endeusado, engrandecido e aplaudido, rindo a noite toda. O programa levou duas horas e 20 minutos, só se tratou disso.

Para justificar a “informação”, disseram candidamente que ela vinha de alguém “que circulava em torno de Ricardo Teixeira”. Ha!Ha!Ha!

Acabou a palhaçada, todos satisfeitos e vitoriosos, foram jantar depois do programa, (como fazem habitualmente) tinham como certo que Dunga procuraria a CBF para se render à Globo.

O treinador foi ganhando, acumulando vitórias esportivas e fazendo o tempo correr a seu favor.

Teixeira, seu assessor de coudelaria e a Globo, esperando tranquilos a derrocada de Dunga. Mas este foi ganhando, o tempo passando e tornando impossível sua demissão.

Chegou a época da Copa, a Copa uma realidade, não entenderam nada. Tiveram a audácia de ir pedir a Dunga uma “entrevista exclusiva”. Levaram um safanão, jogaram a culpa em cima do mau humor do treinador.

Agora, não tem mais solução: se a seleção VENCER, a vitória é do Dunga. Se for DERROTADA, é a Globo. A própria Organização PASSOU RECIBO.


Vejam Dunga dando uma de João Saldanha em cima da TV Globo
segunda-feira, 21 de junho de 2010 - 17:13

Circula na internet o seguinte texto de Jim Ignácio Muller, que nos foi enviado por Delmiro Gouveia:


O Jornal O Globo em sua primeira página da edição de hoje, quarta-feira 16 de junho de 2010, desce a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.

Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento ? Vamos aos fatos :

Segunda-feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul.

Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.

Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a dominadora esposa do chefão William Bonner sentenciou :

“ Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores‿”

Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação.

“ Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de “REPORTAGEM EXCLUSIVA” para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma‿”

Brilhante !!! Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada !!!

“ Mas‿ prosseguiu dona Fátima – esse acordo foi feito ontem entre o Renato ( Maurício Prado, chefe de redação de Esportes de O Globo ) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria”.

“ Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo ( Teixeira ) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!”

O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.

Dunga pode até perder a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência.

Dunga, simplesmente, mijou na Vênus Platinada ! Uma estátua para ele !!!

O tsunami na Rede Globo
segunda-feira, 21 de junho de 2010 - 17:00

Quem presenciou na noite de domingo o editorial do programa “Fantástico” da rede Globo, lido pelo repórter Tadeu Schmidt, há de ter compreendido todo o desespero que se apossou da “Vênus Platinada”, em relação ao técnico da seleção brasileira.

Chamando-o de “grosseiro, mal educado “ e outros mimos a mais, a poderosa estação do Jardim Botânico viu pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro desafiar seu domínio, e literalmente mijar na sua cabeça.

Recordando os fatos mais recentes, inconformado com a proibição das tais “entrevistas exclusivas” que só seriam concedidas à Globo, na sexta feira o Assessor de Imprensa da CBF levou ao técnico Dunga outro memorandum, dessa vez do próprio Presidente Ricardo Teixeira, solicitando que se ordenasse a abertura para que as tais “exclusivas” fossem concedidas.

Dunga então rasgou o memorandum na frente do Assessor de Imprensa e como a reclamação vinha diretamente por ordem da Todo-Poderosa sra. Fátima Bernardes, Prima Dona do jornalismo televisivo, Dunga foi mais uma vez taxativo :

- Diz pro Ricardo que se é o que ele deseja, que coloque essa senhora como treinadora da seleção, eu entrego meu cargo” !!!!

Lógico que o técnico permaneceu. Dona Fátima então, sentindo-se “desprestigiada”. alegou um problema de “cordas vocais” e teria tomado o primeiro avião retornando ao Brasil.

Na entrevista coletiva, após o jogo contra a Costa do Marfim, Dunga então resolveu “premiar “ os repórteres da rede Globo que lá se encontravam. Pela leitura labial ficou fácil identificar que ele chamou Marcos Uchoa de “chato” e Alex Escobar de “babaca” e “cagão”

E disse tudo. O sr. Marcos Uchoa com aquela cara de diarréia reprimida é realmente um chato de galochas, e o sr. Alex Escobar, metido a engraçadinho e a bobo da corte, é a própria imagem do babaca cagão.

Em razão disso tudo que foi descrito, o sr. William Bonner, absolutamente descontrolado, escreveu do próprio punho o editorial ridículo que foi lido no Fantástico.

Agora à tarde chega a notícia publicada no Portal do Lancenet que a FIFA punirá Dunga pelos fatos ocorridos. A rede Globo certamente está por detrás dessa punição covarde e canalha.

Dunga merece uma estátua em praça pública.

É o primeiro brasileiro vivo a desafiar publicamente a força e o poderio da rede Globo, numa competição de cunho internacional. Leonel Brizola já o fizera antes, mas em assuntos de política interna.

A seleção brasileira de 2010, muito mais que uma seleção, passa a ser o retrato fiel de seu treinador . Que o seu sucesso seja um insulto à podridão que reina nas hostes da emissora do Jardim Botânico.

Dunga mijou na rede Globo por todos nós.

O verdadeiro motivo da briga de Dunga com Escobar

Globo negociou entrevistas com Ricardo Teixeira, mas Dunga vetou.


Mauricio Stycer - UOL - Copa do Mundo - Notícias

Em Durban (África do Sul)
 
Por trás do incidente entre Dunga e o jornalista Alex Escobar, da Rede Globo, durante a entrevista coletiva no Soccer City, logo depois da vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, esconde-se uma história que revela o alcance do poder do técnico da seleção brasileira.
O UOL Esporte apurou que a Globo negociou diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção, entre os quais Luis Fabiano. As entrevistas iriam ser exibidas durante o programa “Fantástico”, no domingo, horas depois da partida contra Costa do Marfim, vencida pelo Brasil por 3 a 1. Dunga vetou o acerto.

O incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”

Diversos jornalistas na sala de entrevistas ouviram Escobar desabafar: “Insuportável, bicho, insuportável. O Rodrigo (Paiva) foi revoltado lá falar comigo, cara. O Dunga não deixou. Ninguém. Caraca, nem o Luís Fabiano. Infelizmente. Valeu, Tadeuzão”.

Muitos também notaram que Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF, fez o gesto de quem soca a parede a certa altura da entrevista coletiva. Paiva tem tentado se equilibrar entre o atendimento à imprensa e o respeito às exigências de Dunga. No cargo há nove anos, gentil com todos os jornalistas, o assessor dá sinais cada vez mais evidentes de reprovação à política de clausura imposta pelo técnico.

Horas depois do incidente, durante o “Fantástico”, Schmidt falou: “O técnico Dunga não apresenta nas entrevistas comportamento compatível de alguém tão vitorioso no esporte. Com frequência, usa frases grosseiras e irônicas”. O jornalista da Globo não mencionou, no entanto, o motivo do atrito, ou seja, a recusa do técnico em aceitar um acordo feito entre o presidente da CBF e a emissora.

Dica de Site: NFP - Reembolso de ICMS de compras em SP ou pela internet

Repasso a dica de minha amiga Noriko Yamazaki (Nori), que além demuito útil também é lucrativa:

Se vocês compram pela internet ou vão fazer compras diretamente em São Paulo, cadastrem-se no site Nota Fiscal Paulista (http://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/), para ter reembolso de parte do ICMS de suas compras desde 2007.

Após concluir o cadastro, você descobre que já tem créditos acumulados de suas compras anteriores. Depois pode solicitar o resgate imediato dos créditos em conta corrente ou continuar acumulando créditos para resgate posterior, e ainda concorre a prêmios!
Anteriormente eu já havia divulgado o site da NFSE - Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (https://nfse.recife.pe.gov.br/), que é válido para contratação de serviços  na cidade do Recife, como escolas, oficinas, estacionamentos pagos, etc. Não vale para aquisição de produtos. Neste você acumula créditos para redução do seu IPTU.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vídeo - Dunga xinga Escobar - com legendas e sem censura

Vejam o vídeo com as legendas do que Dunga falou para o Escobar durante a coletiva. Desde o início da polêmica estava curioso pra saber o que ele realmente tinha dito.

Não acho que o Dunga tenha se comportado como deve um tecnico da seleção brasileira, especialmente durante uma entrevista coletiva, onde ele está sendo visto, filmado e gravado por jornalistas do mundo inteiro.

Mas que o Escobar afinou, afinou: depois de balançar a cabeça, discordando das afirmações de Dunga (o que admitiu na nota divulgada pela Globo), provavelmente olhando para ele com ironia (não temos a imagem), ao ser questionado por Dunga ("algum problema?"), Escobar desconversou: "não, não, não estou nem olhando pra você". Ou seja: amarelou.

Daí os impropérios dirigidos a ele por Dunga, que neste vídeo, diferente do que a Globo divulgou, dá pra ouvir baixinho, além de contar com as legendas, nem todas exatamente iguais ao que Dunga falou.

Vale uma conferida:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Meio-ambiente: Espécie humana estará extinta dentro de 100 anos, diz cientista

Relevando-se o provável exagero, vale uma reflexão...

Espécie humana estará extinta dentro de 100 anos, diz cientista
Previsão é do biólogo australiano Frank Fenner, um dos responsáveis pela erradicação global da varíola

São Paulo - A espécie humana estará extinta em menos de um século. A previsão nada otimista é do conceituado biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.

Em entrevista ao jornal "The Australian", publicada na quinta-feira (17), ele explicou que por conta "da explosão demográfica e do consumo desenfreado" a humanidade não será capaz de sobreviver. "Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais", disse o pesquisador, hoje com 95 anos.

A afirmação foi feita durante uma rara ocasião em que Fenner se dispôs a falar com a imprensa. Membro da Academia Australiana de Ciência e da Sociedade Real, o biólogo já publicou centenas de artigos científicos e escreveu, sozinho ou em parceria, 22 livros.

"Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove bilhões haverá muito mais guerras por alimentos", diz. "Os netos de gerações de hoje vai enfrentar um mundo muito mais difícil."

Polêmico, ele credita ainda à falta de ação para se reduzir emissões de gases do efeito de estufa o trágico destino da humanidade. "Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa", afirmou. "A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis desde já".

"A espécie Homo sapiens será extinta, possivelmente dentro de 100 anos", disse. "Um monte de outros animais também serão. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Tento não me manifestar sobre isso, porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa".

O jornal The Australian lembra que a opinião de Fenner é compartilhada por outros cientistas, porém abafada na discussão entre os pesquisadores que creem e os que são céticos em relação às mudanças climáticas.

Na semana que vem Fenner fará a abertura do simpósio sobre Clima, Planeta e Pessoas Saudáveis, na Academia Australiana de Ciência. Em 1980, durante uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/tecnologia/noticias/especie-humana-estara-extinta-dentro-100-anos-diz-cientista-571032.html

Repassada por: Roberto Gabriel, via *Erdanet.