Recife (PE), Brasil

domingo, 30 de maio de 2010

Acorja brilha na África do Sul


A equipe Acorja completou com brilhantismo a difícil ultramaratona Comrades, da África do Sul, concluindo os 89 km com tempos espetaculares, em torno de 9h30 e 10h de corrida.

Parabéns aos guerreiros Acorjeanos (Juliana, Lula, Julio, Bagetti e Jacqueline). Sem dúvida um feito inesquecível.

Confiram os tempos, incluindo as parciais:
PARCIAIS
JULIANA
LULA
JULIO
BAGETTI
JACQUE
Camperdown (27km - a 62km da chegada)
02:34:15
02:39:47
02:37:21
02:35:55
02:57:24
Drummond (44,5km - metade)
04:19:33
04:32:30
04:32:49
04:21:39
04:59:05
Winston Park (58km - a 31km da chegada)
05:47:28
06:05:30
06:06:14
05:51:12
06:31:05
Cowies Hill (71km - a 18 km da chegada)
07:16:09
07:27:37
07:30:36
07:24:06
07:53:57
Mayville (82km - a 7 km da chegada)
08:41:23
08:46:38
08:44:31
08:46:38
09:14:22
Chegada (89km)
09:29:25
09:31:16
09:31:16
09:31:16
10:00:53 

domingo, 23 de maio de 2010

Serra (O Autêntico) e o chimarrão

Do Blog "Conversa Afiada":

Como se sabe, o Serra só bebe água mineral.

E, depois que cumprimenta estranhos, chega no carro e limpa a mão com álcool.
Agora, ele foi ao Rio Grande do Sul.
Para demonstrar simpatia, olhem a cara que ele fez ao tomar o chimarrão.
Ele é um gênio !

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dilma passa Serra - Pesquisa Vox Populi

A voz do povo é a voz de Deus:




Em quadro que configura empate técnico, pré-candidata de Lula ultrapassa o tucano José Serra na pesquisa Vox Populi feita na semana em que foi ao ar o programa do PT. Ela lidera também na sondagem espontânea


Fonte: Correio Braziliense - Alana Rizzo e Denise Rothenburg


Pela primeira vez, uma pesquisa eleitoral apresentou a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, à frente do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Na consulta feita pelo instituto Vox Populi, ela aparece com 38% contra 35% do pré-candidato tucano num cenário de três concorrentes. Marina Silva (PV) obteve 8%. Se considerada a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma está no intervalo entre 35,8% e 40,2%, e Serra, entre 32,8% e 37,2%. Ou seja, há um empate técnico entre os dois que estão na dianteira. Num segundo turno entre Dilma e Serra, o empate técnico se mantém: a petista tem 40% e Serra, 38%, dentro da margem de erro.

Considerando os resultados da pesquisa (1) Vox de janeiro, Dilma cresceu nove pontos enquanto Serra caiu três. Marina se manteve no mesmo patamar. Num cenário com os candidatos de partidos menores, como o PSol de Plínio Arruda Sampaio, a diferença entre Serra e Dilma também é de três pontos: 37% para a petista e 34% para o tucano.

O diretor do instituto Vox Populi, o cientista político Marcos Coimbra, atribuiu o crescimento de Dilma ao tempo de exposição na TV que a candidata do PT recebeu este mês e não à saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa. "A distribuição dos votos de Ciro está equilibrada entre os dois. Existe uma grande relação entre o nível de conhecimento e a intenção de voto. O que tende a ter influência são os comerciais de 30 segundos, e ainda houve o programa de 10 minutos na quinta-feira", afirmou Coimbra, se referindo ao período em que a pesquisa foi a campo, de 8 a 13 de maio em 117 cidades nas cinco regiões do país. Os estados que não tiveram pesquisadores do Vox foram Amapá, Roraima e Acre, terra de Marina Silva.

Ligação
Na pesquisa espontânea, aquela em que o eleitor diz em quem votará sem que o entrevistador lhe apresente um leque de opções, Dilma ultrapassou Lula. Ela aparece em primeiro, com 19%, Serra em segundo, com 15%, e Lula em terceiro, com 10%. Em janeiro, Lula tinha 19%, Serra e Dilma tinham 9% cada um. "Essa passagem na espontânea vem ocorrendo aos poucos. Quem quer votar no Lula e fica sabendo que ele tem uma candidata, vota nela. Isso faz a evolução dela muito mais provável do que a de José Serra", avalia Coimbra.

A pesquisa mostra que 74% dos entrevistados sabem ou ouviram dizer que Dilma é a candidata que tem o apoio do presidente Lula. Só 4% acham que Serra tem o apoio de Lula e 1% considera que Lula apoia Marina. Hoje, 33% dizem que votariam com certeza num candidato apoiado pelo presidente Lula e 30% dizem que poderiam votar, dependendo do candidato. Apenas 10% não votariam num nome apoiado por Lula e 24% não levariam isso em conta. Se considerado o corte desse cenário de transferência por regiões do país, o Nordeste é onde o poder de Lula (2) é mais forte, com 51% dos entrevistados dispostos a votar com certeza num nome apoiado pelo presidente. O mais baixo é no Sul, 20%. Quanto ao apoio de Lula para governos estaduais, a transferência é menor: 22% votariam com certeza num candidato apoiado por ele.

A amostra indica ainda que Dilma cresceu em todas as regiões do país. No Centro-Oeste, passou de 25% em janeiro para 34% nessa última pesquisa. No Nordeste, de 38% para 45%. No Norte, de 26% para 41%. No Sudeste, passou de 22% para 36% e, no Sul, de 24% para 30%. Serra cresceu três pontos no Nordeste, de 27% para 30% e no Sul, de 39% para 45%, sua melhor performance. No Norte, oscilou de 31% para 32%. No Centro-Oeste, caiu de 36% para 33%, no Sudeste, de 36% para 35%.

Fôlego
Coimbra atribuiu o novo fôlego de Dilma no Sudeste a Minas Gerais. "Havia tal vontade de votar em Aécio (o ex-governador de Minas, Aécio Neves) que isso inibiu o crescimento de Dilma durante algum tempo. Agora que ele não é mais candidato, ela cresceu", explicou. Segundo Coimbra, Lula tem uma alta popularidade em Minas, a maior fora do Nordeste. Por isso, é natural que a candidata do presidente cresça em intenção de voto entre os mineiros. "Isso estava inibido pela candidatura de Aécio. Agora que ele não é mais candidato, muitos em Minas passaram a pensar em Dilma, já que não podem mais votar no Aécio", diz Coimbra.

Serra mantém a liderança entre quem recebe acima de 10 salários mínimos, 41% a 29% para Dilma e 11% para Marina, a melhor marca da candidata do PV. Serra lidera ainda entre os eleitores de nível superior, 39% a 35%. Dilma vai melhor entre os que recebem um salário mínimo, 43% a 31%, e entre os eleitores com ensino médio, 39%. Contra 32% de Serra e 9% de Marina). Dilma melhorou sua performance entre as mulheres. Aparece com 34% e Serra 35%. Entre os homens, ela tem 42% e o tucano 34%.

A maioria dos eleitores, 47%, deseja mudar "algumas" políticas do governo Lula e continuar com a maioria delas, enquanto 34% preferem a continuidade de todas as políticas do atual governo. Apenas 13% querem mudança na maioria das políticas e 5% propõem mudar tudo. A rejeição dos candidatos não é vista pelo cientista político como algo que deva preocupá-los. "Serra tem uma biografia respeitada, Dilma é a candidata de um presidente que todo mundo gosta e Marina é ambientalista e menos conhecida", diz ele.

1 - 117 municípios
A pesquisa Vox Populi, realizada entre 8 e 13 maio, ouviu 2 mil pessoas nas cinco regiões do país. As entrevistas foram realizadas em 117 municípios. O número do registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 11.266/2010.

2 - Presidente em alta
A avaliação positiva do governo federal cresceu 2 pontos percentuais. Em janeiro, 74% dos entrevistados avaliaram como bom ou ótimo o desempenho do presidente Lula à frente do governo. Agora, o índice é de 76%. Dentro da avaliação positiva, 31% dos entrevistados definem o governo como ótimo e 45%, como bom.
Dilma ganha inclusive na simulação do segundo turno. Veja mais detalhes sobre os números da pesquisa clicando no link da reportagem.

domingo, 16 de maio de 2010

Salvar o planeta está a um clique de distância


 
Caso tenha problemas para visualizar o texto abaixo acesse o link:
http://www.greenpeace-comunicacao.com.br/intranet/boletim/boletim/20100513_584.html
Greenpeace Ciberativismo
   13 de Maio de 2010
   
Salvar o planeta está a um clique de distância

Caro ciberativista,

Salvar o planeta está a um clique de distância. O Greenpeace tem atualmente três ações virtuais em curso, que precisam da participação do maior número de pessoas.

Caso você já tenha participado, muito obrigado por pressionar políticos e empresários a, no mínimo, repensarem suas atitudes. Se você ainda não participou, ainda há tempo. 

Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz!
Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentará em breve documento propondo reduzir a proteção de nossas florestas. Mande um e-mail para que ele não altere o Código Florestal.

Nestlé põe orangotangos no rumo da extinção
A Nestlé compra óleo de dendê da Indonésia para produzir seus chocolates. Com uma demanda crescente, as florestas são derrubadas e substituídas por plantações de dendezeiros. A sobrevivência de comunidades locais e dos orangotangos, nativos da floresta, está ameaçada. Proteste!

Defesa da baleia pode levar ativistas para a cadeia
Dois ativistas do Greenpeace no Japão estão sendo julgados por desvendarem e denunciarem uma rede de corrupção no programa baleeiro japonês. Eles precisam mais do que nunca de sua ajuda. Sem um julgamento justo, do jeito que tem sido feito, eles podem pegar até dez anos de prisão. Mande uma mensagem ao governo japonês dizendo que você está do lado dos defensores das baleias.

O que mais você pode fazer:
- encaminhar nossos e-mails a seus amigos;
- seguir o Greenpeace nas redes sociais;
- publicar nossas notícias/vídeos/petições em blogs, sites e redes sociais;
- comentar nossas notícias;
- iniciar debates e fóruns sobre as campanhas do Greenpeace, incentivando a troca de conhecimento;

Aproveite e veja nosso vídeo pelo Dia da Terra. E espalhe a mensagem: todos juntos fazem a diferença.


Um abraço,
Edu Santaela


 
 

E mais:
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Oposição tenta "melar" banda larga nas escolas

Do Boletim Informes:


Oposição tenta "melar" banda larga nas escolas

Deputados da bancada petista na Câmara rechaçaram ontem a tentativa da oposição de obstruir a votação do projeto de lei que garante internet banda larga nas escolas de todo o país. De acordo com os parlamentares, o pano de fundo da obstrução é a política de privatização do DEM e do PSDB que temem que a expansão pública dos serviços de telecomunicação no Brasil interfiram nos negócios milionários das empresas do setor.

Na noite de quarta-feira a oposição obstruiu duas sessões de votação do plenário da Câmara que apreciariam a proposta. A matéria tramita em regime de urgência. "Esta é uma visão entreguista da oposição que busca assegurar um mercado de reserva para o setor privado da área de telecomunicações no Brasil.
A oposição está impedindo a aprovação desta proposta porque representa os interesses das grandes empresas de telecomunicações que atuam no mercado nacional", explicou o deputado Jilmar Tatto (PT-SP).

Para o setor privado, explicou o parlamentar, não é interessante ter que concorrer com uma estatal no ramo da telecomunicação. "Na visão do setor privado, o sistema de Internet banda larga não é viável para todas as regiões do país. Com isso, mais de três mil municípios brasileiros que estão mais distantes das regiões desenvolvidas do país são excluídos. Por isso que o governo Lula quer uma política pública de inclusão digital. Uma das grandes maldades da privatização é que ela privilegia o setor privado com o filé mignon e deixa o osso para o Estado", afirmou.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a postura retrógrada da oposição também carrega a visão neoliberal do DEM e do PSDB, que não querem acabar com o analfabetismo digital no país. "Esse projeto é fundamental porque vai permitir que as crianças de qualquer lugar do país tenham acesso à banda larga nas escolas. A oposição teme que o povo brasileiro tenha computador com banda larga nas escolas. Trata-se de um cálculo eleitoral que não leva em conta o prejuízo que a população brasileira terá. Este processo de obstrução iniciado pela oposição é um desserviço ao país", lamentou.

O deputado Pedro Wilson (PT-GO) destacou os aspectos positivos da proposta e lembrou que o governo Fernando Henrique Cardoso, que comandou o país durante oito anos, nada fez em prol da universalização do acesso à Internet. "Esse processo começou em 1996, com o projeto que criou o Fust e com a nova Lei das Telecomunicações. O governo FHC teve de 1996 a 2002 para fazer algo e não fez. O presidente Lula mandou o projeto para o Congresso há quatro anos e ainda assim a oposição quer mais tempo para analisá-lo", disse.

Em discurso no Plenário da Câmara, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) lamentou a postura da oposição e ressaltou os aspectos positivos da universalização da Internet. "Se deixarmos este setor tão somente na mão de empresas privadas, como ocorre hoje com as telefonias móvel e fixa, certamente esse serviço não chegará às regiões mais distantes e aos segmentos mais empobrecidos da nação. A internet é informação, conhecimento e empoderamento das classes menos favorecidas do país", afirmou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Serra é denunciado por falsidade ideológica e charlatanismo

Do Jornal A Uniâo - Paraíba:

25 de março de 2010

O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.

O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, - no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.

Por coincidência, logo após a denúncia do Corecon-PB, seu presidente, economista Edivaldo Teixeira de Carvalho, teve sua residência invadida por três homens armados que lhe roubaram um automóvel e outros objetos de valor. A violência não parou aí. Telefonemas ameaçadores foram transmitidos à casa de Edivaldo, com a recomendação de que ele ficasse quieto. Sua casa foi rondada por automóveis em atitude suspeita.

É de estranhar também a omissão do Confea, entidade que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), que até agora não se manifestou sobre o uso do título de engenheiro pelo candidato José Serra. Nenhum dos Creas também se pronunciou sobre o assunto. Enquanto o silêncio das entidades permanece, Serra continua apresentando-se à população brasileira como engenheiro, no seu marketing político, da forma que se pode ver no último exemplar da revista Istoé, nº 1721, de 4/9/2002, página 53, na matéria "O homem segunda-feira", linhas 10 e 11, onde a reportagem diz que Serra é engenheiro e economista.

É inexplicável o silêncio dos Creas e da Confea. Deveriam e poderiam mirar-se na atitude zelosa do Corecon-PB, e, na defesa das profissões que representam, protestar contra o emprego enganoso e politiqueiro da falsa titularidade arrotada pelo candidato Serra, que não tem título de bacharelado em nenhuma ciência, mesmo as ocultas.

*Sitônio Pinto É Jornalista, escritor, publicitário, Membro do IHGP, da academia paraibana de letras e da academia de letras e artes do nordeste
sitoniopinto@gmail.com

OBS: O Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941, em vigor, trata das Contravenções Penais. Seu artigo 47, no Capítulo VI, trata do exercício ilegal de profissão ou atividade:

“Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa”.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Diário: A Frustração e a Esperança

Estive ontem na Ilha e saí frustrado com o resultado, mas pelo menos esperançoso com relação ao futuro, pois, se é verdade que há muito tempo não via o Náutico com um time tão fraco no início da temporada, ao mesmo tempo há muito tempo não via o Náutico encarar o Sport com superioridade, inclusive na Ilha do Retiro, como nestes últimos jogos.


Infelizmente paramos na crônica incompetência do nosso ataque nos momentos decisivos, além do auxílio luxuoso do "juiz" Pena Junior ("eu já sabia") ao não marcar o pênalti para o Náutico logo no início do jogo.

Mas acho mesmo que perdemos o título naqueles dois gols bobos que tomamos na partida anterior, quando o jogo estava sob controle. Com o que vinha apresentando ultimamente, o Sport jamais tiraria a vantagem de 3 gols no jogo do ontem. Mas é como se diz: torcer para o Náutico é um sacerdócio.

Agora é se organizar pra voltar à Serie A e impedir a queda do hexa, que  devem ser os objetivos de todos os alvirrubros.

Que venha a Segundona. Eu estarei lá, como sempre, em todos os jogos que for possível.
Saudações alvirrubras. Hexa Ainda é Luxo!!!

Festival Nacional da Seresta - Programação

Festival da Seresta embala o Recife de quarta a sábado


Cada noite será segmentada por tema; os shows começam sempre às 20h, no Marco Zero, e a entrada é gratuita

Da Redação do pe360graus.com

Desta quarta-feira (5) até o próximo sábado (8), o Recife vai entrar no clima de romance e nostalgia com o 16º Festival Nacional da Seresta. Este ano, o Festival traz nomes consagrados da música popular e romântica, como Ângela Maria (foto 1), Agnaldo Timóteo (foto 2) e Moacyr Franco.

Cada noite será segmentada por tema, agradando aos mais variados gostos. Os shows começam sempre às 20h, no Marco Zero, Bairro do Recife. A entrada é gratuita.

A quarta-feira será dedicada às grandes vozes já citadas. A noite dos anos 70 é a quinta (6). O público vai conferir estrelas como Fernando Mendes, sempre lembrado pelos hits “Cadeira de Rodas” e “Você não me ensinou a te esquecer”; Peninha, que estréia no Festival da Seresta, e Joanna, que vem pela terceira vez prestigiar o evento.

O bolero é o som da sexta (7). A festa fica por conta de Expedito Baracho e Adilson Ramos (foto 3), além de Leonardo Sullivan, Altemar Dutra Jr. e Gilliard. O sábado (8) será só da Jovem Guarda. Nesta noite de encerramento sobem ao palco Mozart, Wanderley Cardoso, Jerry Adriane e os Golden Boys.

Quem encerra a maratona de seresta é Renato e Seus Blue Caps, com um grande baile dedicado ao Dia das Mães, já que a festa deve varar a madrugada do domingo.

Para os quatro dias de festa, a Prefeitura investiu R$ 250 mil, entre recursos diretos e serviços públicos de infraestrutura urbana e montagem do palco.

Confira a programação do 16° Festival Nacional da Seresta

Quarta-feira (5) - A Noite das Grandes Vozes

20h00 – Roberto Barradas
20h40 – Roberto Silva
21h30 – Angela Maria
22h30 – Agnaldo Timóteo
24h00 – Moacyr Franco





Quinta-feira (6) - Noite dos anos 70

20h00 – Nadja Maria
20h40 - Augusto César
22h00 – Fernando Mendes
23h00 – Peninha
24h00 - Joanna


Sexta-feira (7) - Noite do Bolero

20h00 – Espedito Baracho
20h40 – Leonardo Sullivan
22h30 – Altemar Dutra Jr
23h30 – Gilliard
00h30 – Adilson Ramos





Sábado (8) - Noite da Jovem Guarda

20h00 – Mozart
20h40 – Wanderley Cardoso
22h00 – Golden Boys
23h30 – Jerry Adriane
00h30 – Renato e Seus Blue Caps

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pesquisa Datafolha aponta que torcida do Náutico supera a do Santa Cruz

Fonte: Blog do Torcedor – 27/04/2010

O Instituto Datafolha divulgou mais uma pesquisa nacional referente ao torcedores de futebol. Segundo os números, o Flamengo continua sendo o clube com o maior número de torcedores. Questionados sobre o clube de preferência, 17% dizem que o Flamengo é o seu time. O Corinthias tem 14% torcedores. Assim, fica caracterizado o empate técnico.

Mas no universo pernambucano, o que chama a atenção é o fato do número de torcedores do Náutico ultrapassar o de torcedores do Santa Cruz. Segundo a pesquisa, em números absolutos, o Náutico tem 600 mil torcedores (estando na 17ª colocação do ranking nacional), enquanto o Tricolor tem 520 mil (na 19ª posição). O Sport continua à frente dos rivais, com 1,3 milhão (na 14ª posição nacional).

Foram realizadas 2.600 entrevistas em 144 municípios pelo Datafolha entre os dias 15 e 16 de abril. Pessoas com 16 anos ou mais opinaram. A margem máxima de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Eis o ranking de acordo com o percentual de votação*:

1 - Flamengo - 22,62
2- Corinthians - 17,89
3 - São Paulo - 11.09
4 - Palmeiras - 8,26
5 - Vasco - 5,41
6 - Cruzeiro - 4,44
7 - Grêmio - 3,60
8 - Internacional - 3,44
9 - Santos - 3,10
10 - Atlético-MG - 2,51
11- Botafogo - 1,90
12- Fluminense - 1,78
13- Bahia - 1,70
14 - Sport - 1,33
15 - Vitória - 1,16
16 - Portuguesa - 0,88
17- Náutico - 0,60
18- Ceará - 0,57
19- Santa Cruz - 0,52
20- Paysandu - 0,43
21- Goiás - 0,42
22- Coritiba - 0,38
23- Atlético-PR - 0,37.

*PS: A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

Clique AQUI e confira a matéria na Folha de São Paulo (só para assinantes do jornal ou do UOL).

domingo, 25 de abril de 2010

Quando o preconceito nasce de quem pensa com os pés!

Texto de Atila Nunes, repassado por Marinês Melo:

Aconteceu um incidente grave em São Paulo, que contraria tudo aquilo que se fala sobre o lado bom e generoso do povo brasileiro.


O incidente abaixo foi primeiramente noticiado pelo jornal Folha de SP ontem e depois pelos demais em todo o país.

O Lar Mensageiros da Luz é um abrigo de crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, com deficiência, especificamente paralisia cerebral. Atualmente atendem 38 pessoas da Baixada Santista, SP

E de onde vêm esses deficientes?


São deficientes em risco pessoal e social encaminhados pelo Poder Judiciário, Conselho Tutelar, Poder Executivo Municipal ou espontaneamente.

O INACREDITÁVEL

Como tudo começou? Foi programada na Semana Santa uma visita de jogadores do Santos F.C. ao Lar Mensageiros da Luz, que dá assistência à paralisia cerebral. Seriam entregues ovos de Páscoa.

Quando o ônibus parou á porta da instituição, alguns jogadores como Neymar, Robinho, Fábio

Costa, Durval, Léo, Marquinhos e Brum se recusaram a descer.

Ganso chegou com seu próprio carro e, antes de entrar no local, foi chamado pelos colegas que estavam no ônibus (eles gritaram e bateram nas janelas). Ganso entrou no ônibus e não saiu mais.

A razão? Souberam que a instituição tinha sido fundada por espíritas.

O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro foi até o ônibus e conversou com os atletas. "Falei para os jogadores que o Santos tem que provar que não é apenas um time de futebol"

O técnico Dorival Júnior, visivelmente constrangido, disse que deixara claro que era uma atividade paralela às atividades do clube e que não era obrigatória a presença de todos. “Era pra ser algo fraterno, buscando uma troca com aquelas crianças que têm muito mais para nos ensinar do que temos para lhes oferecer” - disse o técnico santista.

Dentro da instituição, os jogadores que participaram da doação dos 600 ovos, entre eles Felipe, Edu Dracena, Arouca, Pará e Wesley, conversaram e brincaram com as crianças.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Robinho e Neymar disseram que sua religião (evangélica) precisa ser respeitada. Por isso não desceram do ônibus para visitar os deficientes que os esperavam.

“Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita” – disse Robinho

Evangélico, Neymar disse o seguinte: “Fiquei sabendo dos rituais religiosos (sic) realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem".

E DEPOIS?

Essa notícia me foi trazida pelo meu filho e companheiro de jornada, Átila Nunes Neto, que como eu, estava chocado. Meu filho é um homem de 36 anos e foi criado num lar espiritualista, mas sempre alertado para que jamais sua fé passasse por cima dos princípios básicos da fraternidade.

Chico Xavier dizia que se Allan Kardec tivesse dito que “Fora do Espiritismo não há salvação”, ele não teria seguido os passos da Doutrina Espírita.

Mas, Kardec disse que “Fora da caridade não há salvação”. E a gente aprende que na caridade não há excessos e que deve ser a felicidade dos que dão e dos que recebem.

O preconceito no caso de alguns jogadores do Santos superou a caridade. É uma pena. Eles teriam invadido de alegria os corações daquelas crianças com paralisia cerebral.

Mas o preconceito é uma opinião não submetida à razão.

Pior mesmo, é quando o preconceito religioso surge de quem pensa com os "pés"!

Obs. de Edilson: Felizmente alguns jogadores do Santos superaram o preconceito e participaram da entrega dos óvos de páscoa, como mostrado no primeiro vídeo abaixo, o que evitou que a visita fosse um completo desastre.



Depois do episódio, alguns jogadores demonstraram arrependimento no programa do Datena. Menos mal, mas se não houvesse a repercussão, eles se arrependeriam?



O pior preconceito é o preconceito religioso, pois vai contra a lei maior do amor, que o próprio Cristo nos ensinou.

sábado, 17 de abril de 2010

Dica de Site: Recife - Zoya Bed and Breakfast

Esta pousada domiciliar tem um site simples mas belo e instrutivo, com informações gerais sobre o Recife e um belo acervo de imagens do Recife e de outros pontos turísticos pernambucanos, exibidos ao som de músicas classicas do cancioneiro pernambucano, principalmente frevos.
A pousada é na verdade um apartamento, localizado no coração de Boa Viagem, e tem diárias bem acessíveis, incluindo café da manhã (obs: não conheço o dono nem estou ganhando comissão. rsrsrs).
Mas só a visita ao site já vale a pena.

Dica repassada por Boris Barreto.

Garis rejeitam acordo com a Band em processos contra Casoy

Os cerca de 800 garis que processaram a TV Bandeirantes por causa de um comentário ofensivo do jornalista Boris Casoy contra a classe não chegaram a um acordo com a emissora, em audiência realizada pela Justiça do Rio na última quarta-feira (7).

Com isso, o juiz Brenno Mascarenhas, do 4º Juizado Especial Cível do Rio, marcou uma nova audiência para o próximo dia 30, quando será lida a sentença. Os garis pedem indenização por danos morais pelas declarações do jornalista durante a edição do "Jornal da Band" do dia 31 de dezembro de 2009 (veja vídeo abaixo).

Sem saber que seu microfone estava ligado, Casoy ridicularizou dois garis que desejaram feliz ano novo aos espectadores na abertura do telejornal. "Que m..., dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho", disse o apresentador, em tom de deboche.

No dia seguinte, Casoy pediu "profundas desculpas", ao vivo, pela "frase infeliz que ofendeu os garis". Mas o mea culpa não foi suficiente para evitar as mais de 163 ações na Justiça, uma delas, inclusive, movida pela Fenascon (Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviço, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes).

Segundo informações do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), mais de 800 garis, divididos em grupos de cinco, entraram com processos contra a Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.

Fonte: UOL Notícias

Pesquisa Sensus aponta empate entre Serra e Dilma

Pesquisa Sensus divulgada nesta terça-feira, 13, mostra os pré-candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) empatados pela primeira vez. O tucano, segundo a pesquisa, tem 32,7% da intenções de voto, enquanto a petista aparece com 32,4%. Ciro Gomes (PSB), que ainda não decidiu se disputará a presidência, tem 10,1% e Marina Silva (PV), 8,1%. Votos brancos e nulos somam 7,7%. 9,1% não souberam ou não responderam. Veja também:


Veja a evolução de Dilma e Serra nas pesquisas

No cenário sem Ciro Gomes, Serra atingiu 36,8% e Dilma, 34%. Já Marina sobe para 10,6%. Brancos e nulos passam para 9,1%. Não souberam ou não responderam, 9,5%.

O Sensus perguntou ainda aos eleitores sobre um eventual segundo turno entre Dilma e Serra. 41,7% dos eleitores disseram que votariam em José Serra e 39,7%, em Dilma. 10,1% foi o percentual de brancos e nulos e 8,5% não souberam ou não responderam.

O instituto entrevistou duas mil entrevistas de 136 municípios de 24 Estados, em cinco regiões do País, entre os dias 5 e 9 de abril de 2010. A margem de erro é de 2,2% e a confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Sintrapav-SP (Sindicato dos Trabalhadores da. Indústria da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo).

Impugnação

Foi feito um pedido de impugnação à pesquisa apresentado pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), que informa ser pré-candidato à eleição presidencial e reivindica participar da pesquisa. Seu presidente é Levy Fidelix. O caso está sendo analisado pelo ministro-relator Joelson Dias.

Fonte: Estadão

OBS: Por outro lado, o Datafolha divulgou pesquisa neste sábado, onde Serra teria 38% contra 28% de Dilma.

Caçando Mitos: a ficha falsa de Dilma

Já faz um ano que a Folha de São Paulo publicou uma ficha falsa de Dilma Roussef, em sua edição de 5.4.2009. Semanas depois, a própria Folha admitiu que a autenticidade da ficha não podia ser asegurada, embora insistisse em deixar a questão no ar com a expressão "mas também não pode ser descartada". Tipico desmentido envergonhado, semelhante àquele feito pelo Casoy depois de humilhar os garis.

Entretanto, a ficha forjada continua circulando na internet. Mas qualquer pessoa com um pouco de inteligência percebe que a ficha foi montada. É só notar que todas as anotações foram registradas ao mesmo tempo, com o mesmo tipo de letra, cor, tamanho e alinhamento, embora se refira a anos de suposta atuação da ministra. Confiram na imagem abaixo (clique para ampliar):


O fato é que até já saiu uma versão da ficha com o José Serra, tão autêntica quanto a primeira:

Suzana Vieira "dá aula" de geografia e respeito ao agreste

Confiram a fala de Susana Vieira em entrevista a uma repórter após o espetáculo da Paixão de Cristo (clique na imagem para ouvir).


Suzana, dê-se ao ridículo!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tragédia carioca: Cadê os trilhões dos royalties?

Do Blog do jornalista Wianey Carlet do Jornal Zero Hora e da Rádio Gaúcha de Porto Alegre (o blog é sobre futebol, mas a questão é de caráter geral e muito pertinente):


http://wp.clicrbs.com.br/wianeycarlet/?topo=77,1,1,,,77

Tragédia carioca: e os trilhões dos royalties?

O Estádio do Maracanã, maior do mundo, não foi poupado pela inundação que aflige o povo carioca.

As imagens são tristes: gramado coberto por lama, dependências tomadas pelas águas, um horror. Porém, os estragos do estádio são insignificantes diante da dimensão trágica do desastre que já matou uma centena de pessoas.

Discute-se a omissão das autoridades que, ao longo do tempo, permitiu que áreas de risco fossem tomadas por habitações.

Por falta de dinheiro é que não foi.

Descobriu-se, nos últimos meses, que o Rio de Janeiro recebe, há muito tempo, trilhões de reais dos royalties do petróleo.

Foi preciso aparecer a Emenda Ibsen Pinheiro para que o país soubesse que o Rio é um estado que nada em dinheiro.

Mas, nada fez e nada faz para prevenir catástrofes como esta.

O governador organiza eventos populares para rugir contra a emenda Ibsen, mas o que os próprios cariocas deveriam perguntar é: aonde foi e é metida a fortuna que verte para os cofres públicos, todos os meses, saída da exploração petrolífera? Porque nada foi feito, até hoje, para proteger e melhorar a vida da população do Rio de Janeiro?

Eu só queria saber.

quarta-feira, 31 de março de 2010

WSJ: Para o Brasil, finalmente o amanhã chegou

Wall Street Journal destaca a trajetória do crescimento do País sob o governo Lula

O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou nesta semana um caderno especial sobre o Brasil, em que destaca a trajetória do crescimento do País sob o governo Lula. “Para o Brasil, finalmente é o amanhã”, é o logotipo de um encarte especial do jornal. Um dos editores da publicação afirma, em vídeo, que “a ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas de nosso tempo”. Ele afirma que o Brasil “não está somente redefinindo a América Latina, mas também a economia do mundo inteiro.”


O material do jornal abrange desde o fortalecimento do real até o “ explosivo mercado de ações “ do País e o “ardente” debate sobre um astro do futebol (o Ronaldinho Gaúcho)”. Diz ainda que o “Brasil virou a esquina e agora é uma nação de peso, ambição e fundamentos econômicos para se tornar uma potência mundial. Mas o País tem enormes desafios que precisa enfrentar até aproveitar integralmente esse potencial.” Ainda há ”trabalhos colossais” a serem feitos, diz a reportagem, assinada pelo correspondente Paulo Prada.

Uma das reportagens trata das eleições deste ano e conclui que os brasileiros “querem mais do mesmo”. No plano internacional, o jornal escreve que “de repente”, o que o Brasil fala passa a ter importância no exterior.

O líder da bancada do PT, deputado Fernando Ferro (PE), lembrou que tanto a oposição como a imprensa brasileira precisam abrir os olhos para o que sai na imprensa estrangeira sobre o Brasil. “ A imprensa internacional reconhece que o Brasil vive um momento extremamente importante em se tratando de desenvolvimento e sustentabilidade, colocando o País entre as nações que despertaram de vez para o crescimento, preenchendo aquele que sempre foi o nosso sonho: dizer que o Brasil é o país do futuro. O futuro chegou com o governo Lula”

O deputado José Guimarães (PT-CE) também chamou a atenção para as diferenças entre a imprensa nacional e estrangeira, no tocante ao Brasil. “Os avanços que temos obtido no governo Lula, desde 2003, não são reconhecidos pela maior parte de nossa mídia e tampouco pela oposição, que está perdida e sem projeto”, disse. Ele lembrou que na vigência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nos últimos quatro anos, a taxa de crescimento da economia brasileira foi da ordem de 4,2%, ante 1,7% do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002).

Guimarães ressaltou que, se a economia brasileira destacou-se nos últimos sete anos, inclusive no enfrentamento da crise mundial iniciada no final de 2008, muito se deveu à reorganização do Estado e aos resgate de seu papel de indutor do desenvolvimento, com iniciativas como o PAC. “Enquanto a mídia estrangeira, como o Wall Street Journal, reconhece esses avanços, aqui continuam os ataques despropositados da oposição e de parte da mídia a todas as conquistas aprovadas pela maioria do povo brasileiro”.

Armando Nogueira segundo Eliakim Araújo

Como alguém que trabalhou sob as ordens de Armando Nogueira, Eliakim Araújo ofereceu um depoimento pessoal muito honesto, no seu “Direto da Redação”. Ninguém precisava omitir fatos para exaltar as qualidades de Armando. Eliakim não o fez. Leiam o texto a seguir:

ARMANDO NOGUEIRA, UM SEDUTOR IRRESISTÍVEL

Como jornalista, Armando Nogueira foi um excelente poeta e um prosista de texto refinado. Entrou no jornalismo da TV Globo em 1966, quando o golpe militar estava ainda fresquinho, e lá ficou até 1990, quando o novo presidente, Fernando Collor, convenceu Roberto Marinho a promover Alberico Souza Cruz ao posto máximo do jornalismo global, não que tivesse qualquer objeção a Armando, simplesmente porque precisava premiar o amigo Alberico que teve participação decisiva na edição do debate presidencial e ainda palpitou nos programas especiais que transformaram Collor no indômito “caçador de marajás”.


Armando não foi demitido, pior que isso, sofreu uma “capitis diminutio”. Foi “promovido” a assessor especial da presidência, o que a plebe chama carinhosamente de “aspone”. Dedicou-se então ao jornalismo esportivo, onde, aí sim, foi um verdadeiro mestre da palavra escrita e falada. Fui revê-lo anos mais tarde apresentando um programa de esportes num dos inúmeros canais a cabo da Globo.

De Armando, pessoalmente, guardo duas passagens. Eu estava há menos de um ano à frente do Jornal da Globo quando cruzamos no corredor onde ficava a redação do Globo Repórter. Ele me parou e disse: “olha, eu quero te cumprimentar porque desde Heron Domingues não aparecia aqui um apresentador como a mesma naturalidade dele”. Heron era o ícone de toda uma geração de telejornalistas e ser comparado a ele era um elogio e tanto que elevou meu ego às alturas. Hoje, honestamente, não sei se foi sincero ou apenas uma frase de efeito com a qual seduzia todos que estavam entrando no império global.

Doutra feita, estava eu no Eng, a sala da técnica que comanda a transmissão dos telejornais, quando alguém me chamou ao telefone. Era o Armando: “Tenho uma boa notícia para lhe dar, a partir de agora você vai passar a ganhar cinco mil cruzeiros por mês”. Entre surpreso e curioso, rebati de primeira: “e o que é que vocês vão querer em troca?” Armando ficou visivelmente decepcionado com minha reação, esperava talvez um emocionado agradecimento de quem ganhava dois mil reais. Ora, pensei naquele momento, onde já se viu um patrão mais que dobrar o salário do empregado sem um motivo especial? Depois se esclareceu que eu, e todos os demais apresentadores, perdiam ali o status de funcionários da Globo e passavam a Pessoa Jurídica com contrato de firma. Na época uma novidade, hoje uma prática comum no mercado televisivo.

Mas apesar de todas as virtudes de Armando, cantadas em prosa e verso nos depoimentos de personalidades das artes, da política e do jornalismo, não dá pra esquecer que ele esteve à frente do jornalismo mais comprometido do Brasil: o que foi praticado pela Globo durante os anos da ditadura militar. O JN era conhecido como “o porta-voz do regime”. As ordens que emanavam dos governos militares eram obedecidas sem questionamento. Não me lembro, sinceramente, de ter visto por parte dos profissionais da Globo alguma tentativa de desobediência ou de driblar a censura, como fez por exemplo o Jornal do Brasil, que saiu com aquela capa histórica no dia seguinte à decretação do AI-5, 13 de dezembro de 68, iludindo os militares fardados que ocuparam as redações assim que terminou a leitura do ato discricionário.

Eu estava na TV Globo durante o primeiro mandato de Leonel Brizola à frente do governo do Estado do Rio. Entrei em maio de 83, pouco depois da posse do novo governo, e o jornalismo da Globo passava por uma grave crise de credibilidade, com seus repórteres e carros ameaçados nas ruas pela população. Pesava sobre a emissora a acusação de, junto com a Proconsult, empresa contratada pelo TRE para apurar os votos da eleição direta para governador do Estado, em 1982, tentar fraudar o resultado para dar a vitória a Moreira Franco, o candidato do regime militar, apoiado pela família Marinho. Por engano ou má-fé, a emissora divulgava números que não refletiam a verdade da apuração.

Em 1984, no episódio das Diretas Já, onde atuei como narrador em off no comício da Candelária, no Rio, a postura da Globo foi a de ignorar por completo os movimentos populares que cresciam em todo país. Mas não bastava ignorar, era proibido usar a palavra “diretas” em qualquer situação, mesmo como notícia, contra ou a favor. Até que a pressão popular tornou-se irresístivel e a emissora foi obrigada a render-se ao apelo da população brasileira.

Em 1989, no segundo e último debate entre Collor e Lula nos estúdios da TV Bandeirantes, no Morumbi, quando eu tinha acabado de deixar a Globo e estava lá representando a Manchete, observei que Lula estava visivelmente cansado e abatido. Além do esforço da reta final da campanha, ele tinha sido acusado no programa de Collor por uma ex-namorada, Mirian, de tentar convencê-la a abortar uma criança (a filha dele, Lurian). Depois se soube que a estratégia (financeira) de colocar a enfermeira Mirian no foco da mídia a três dias da votação partiu de Leopoldo, o irmão de Collor e muito amigo dos Marinho. A família Collor é dona da emissora que retransmite a programação da Globo em Alagoas. Toda essa lembrança histórica é para dizer que Lula foi mal naquele segundo debate, mesmo assim a Globo, na edição da matéria, destacou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Os que têm boa memória hão de se lembrar da severa campanha do Jornal Nacional contra o então ministro da Justiça do governo Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, que ousou impedir a liberação de uma carga de equipamentos supostamente contrabandeados destinados à TV Globo.

Durante várias edições, o JN acusou o ministro de envolvimento no contrabando de pedras preciosas, no qual Abi-Ackel não teve, comprovou-se depois, nenhuma participação. Mas pouca gente lembra disso. É provável até que os jovens executivos da Globo “desconheçam” o fato ou, se souberem, contem uma história diferente. Armando Nogueira estava à frente do jornalismo em todos esses episódios nebulosos que narrei com absoluta fidelidade. De uma maneira ou de outra compactuou com esse tipo de jornalismo corporativo e subserviente.

Talvez tenha faltado em Armando a coragem de assumir sua responsabilidade como diretor de jornalismo da Globo que notoriamente era o braço da ditadura militar na mídia. Sua memória estaria resgatada para sempre se um dia ele tivesse contado toda a verdade, que apenas cumpria ordens que vinham do oitavo andar, mais precisamente da sala do Doutor Roberto. Armando, como eu e todos os que trabalharam na emissora nos anos de chumbo, fomos cúmplices do regime. Uns por total desinteresse político, outros por opção ideológica, outros ainda por necessidade profissional.

Deixo aqui minha homenagem ao Armando Nogueira, poeta, cronista e escritor de texto sensível. E um adjetivo que ainda não ouvi nos inúmeros depoimentos sobre ele: um sedutor irresistível.

Repassado por Fernando Arruda.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Linguagem do Preconceito

O artigo abaixo é um pouco longo mas traz importantes considerações ao longo de todo o texto, motivo pelo qual o publico na íntegra.

A LINGUAGEM DO PRECONCEITO


Virou moda dizer que “Lula não entende das coisas”. Ou “confundiu isso com
aquilo”. É a linguagem do preconceito, adotada até mesmo por jornalistas
ilustres e escritores consagrados

Por: Bernardo Kucinski

O sociólogo José Pastore diz que Lula confunde “choque de gestão” com
contratação. É que para os conservadores “choque de gestão” é sinônimo de
demissão

Um dia encontrei Lula, ainda no Instituto Cidadania, em São Paulo, empolgado
com um livro de Câmara Cascudo sobre os hábitos alimentares dos nordestinos.
Lula saboreava cada prato mencionado, cada fruta, cada ingrediente.
Lembrei-me desse episódio ao ler a coluna recente do João Ubaldo Ribeiro,
“De caju em caju”, em que ele goza o presidente por falar do caju, “sem
conhecer bem o caju”. Dias antes, Lula havia feito um elogio apaixonado ao
caju, no lançamento do Projeto Caju, que procura valorizar o uso da fruta na
dieta do brasileiro.

“É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça
bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do
país…”, escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque
tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguida esparramou citações
sobre o caju, para mostrar sua própria erudição. Estou falando de João
Ubaldo porque, além de escritor notável, ele já foi um grande jornalista.

Outro jornalista ilustre, o querido Mino Carta, escreveu que Lula “confunde”
parlamentarismo com presidencialismo. “Seria bom”, disse Mino, “que alguém
se dispusesse a explicar ao nosso presidente que no parlamentarismo o
partido vencedor das eleições assume a chefia do governo por meio de seu
líder…” Essa do Mino me fez lembrar outra ocasião, no Instituto Cidadania,
em que Lula defendeu o parlamentarismo.

Parlamentarista convicto, Lula diz que partidos são os instrumentos
principais de ação política numa democracia. Pelo mesmo motivo Lula é a
favor da lista partidária única e da tese de que o mandato pertence ao
partido. Em outubro de 2001, o Instituto Cidadania iniciou uma série de
seminários para o Projeto Reforma Política, aos quais Lula fazia questão de
assistir do começo ao fim. Desses seminários resultou um livro de 18
ensaios, Reforma Política e Cidadania, organizado por Maria Victória
Benevides e Fábio Kerche, prefaciado por Lula e editado pela Fundação Perseu
Abramo.

Clichês e malandragem

Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à
linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas
de menos prestígio que também dizem o tempo todo que “Lula não sabe nada
disso, nada daquilo”. Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos
de “clichê”. É muito mais fácil escrever usando um clichê porque ele
sintetiza idéias com as quais o leitor já está familiarizado, de tanto que
foi repetido. O clichê estabelece de imediato uma identidade entre o que o
jornalista quer dizer e o desejo do leitor de compreender. Por isso, o
clichê do preconceito “Lula não entende” realimenta o próprio preconceito.

Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante, mas propagam
essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma
postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa.
Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula para
dizer que ele é ignorante. “Por que Lula não se informa antes de falar?”,
escreveu Ricardo Noblat em seu blog, quando Lula disse que o caso da menina
presa junto com homens no Pará “parecia coisa de ficção”. Quando Lula disse,
até com originalidade, que ainda faltava à política externa brasileira achar
“o ponto G”, William Waack escreveu: “Ficou claro que o presidente
brasileiro não sabe o que é o ponto G”.

Outra expressão preconceituosa que pegou é “Lula confunde”. A tal ponto que
jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de
palavras. “Lula confunde agitação com trabalho”, escreveu Lucia Hippolito.
Empregam o “confunde” para desqualificar uma posição programática do
presidente com a qual não concordam. “O presidente confunde choque de gestão
com aumento de contratações”, diz o consultor José Pastore, fonte habitual
da imprensa conservadora.

Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o
presidente quer aumentar. Quer contratar mais médicos, professores, biólogos
para o Ibama. É uma divergência programática. Carlos Alberto Sardenberg diz
que Lula “confundiu” a Vale com uma estatal. “Trata-a como se fosse a
Petrobras, empresa que segundo o presidente não pode pensar só em lucro, mas
em, digamos, ajudar o Brasil.” Esse caso é curioso porque no parágrafo
seguinte o próprio Sardenberg pode ser acusado de confundir as coisas, ao
reclamar de a Petrobras contratar a construção de petroleiros no país,
apesar de custar mais. Aqui, também, Lula não fez confusão: o presidente
acha que tanto a Vale quanto a Petrobras têm de atender interesses
nacionais; Sardenberg acha que ambas devem pensar primeiro na remuneração
dos acionistas.

Filosofia da ignorância

A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que
adquiriu novas dimensões, entre elas a de que Lula teria até problemas de
aprendizagem ou de compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido
pouca educação formal, Lula só chegou aonde chegou por captar rapidamente
novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição. Mas, na
linguagem do preconceito, “Lula já não consegue mais encadear frases com
alguma conseqüência lógica”, como escreveu Paulo Ghiraldelli, apresentado
como filósofo na página de comentários importantes do Estadão. Ou, como
escreveu Rolf Kunz, jornalista especializado em economia e também professor
de filosofia: “Lula não se conforma com o fato de, mesmo sendo presidente,
não entender o que ocorre à sua volta”.

Como nasceu a linguagem do preconceito? As investidas vêm de longe. Mas o
predomínio dessa linguagem na crônica política só se deu depois de Lula ter
sido eleito presidente, e a partir de falas de políticos do PSDB e dos que
hoje se autodenominam Democratas. “O presidente Lula não sabe o que é pacto
federativo”, disse Serra, no ano passado. E continuam a falar: “O presidente
Lula não sabe distinguir a ordem das prioridades”, escreveu Gilberto de
Mello. “O presidente Lula em cinco anos não aprendeu lições básicas de
gestão”, escreveu Everardo Maciel na Gazeta Mercantil.

A tese de que Lula “confunde” presidencialismo com parlamentarismo foi
enunciada primeiro por Rodrigo Maia, logo depois por César Maia, e só então
repetida pelos jornalistas. Um deles, Daniel Piza, dias depois dessas falas,
escreveu que “só mesmo Lula, que não sabe a diferença entre presidencialismo
e parlamentarismo, pode achar que um governante ter a aprovação da maioria é
o mesmo que ser uma democracia no seu sentido exato”.

Preconceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é
fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito
contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo
operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento
de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da
experiência ou do exercício da liderança. Também não se aceita a
possibilidade de as pessoas transitarem por formas diferentes de saber.

A isso tudo se soma o outro preconceito, o de que Lula não trabalha. Todo
jornalista que cobre o Palácio do Planalto sabe que é mentira, que Lula
trabalha de 12 a 14 horas por dia, mas ele é descrito com freqüência por
jornalistas como uma pessoa indolente.

Não atino com o sentido dessa mentira, exceto se o objetivo é difamar uma
liderança operária, o que é, convenhamos, uma explicação pobre. Talvez as
elites, e com elas os jornalistas, não consigam aceitar que o presidente, ao
estudar um problema com seus ministros, esteja trabalhando, já que ele é ”
incapaz de entender” o tal problema. Ou achem que, ao representar o Estado
ou o país, esteja apenas passeando. Afinal, onde já se viu um operário, além
do mais ignorante, representar um país?

Fontes: João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 2/9/2007. Blog do Mino
Carta, 16/11/2007. Blog do William Waack, 2/12/2007. Texto de Lúcia Hipólito
no UOL, 24/07/2007. José Pastore, artigo no Estadão, 11/12/2007. Carlos
Alberto Sardenberg, “De bronca com o capital”, Estadão, 10/12/2007. Filósofo
Paulo Ghiraldelli, Estadão, 29/8/2007. Rolf Kunz, “Lula, o viajante do
palanque”, Estadão, 29/11/2007. José Serra, em Folha On Line, 1º/8/2006, em
reportagem de Raimundo de Oliveira. Gilberto de Mello, escritor e membro do
Instituto Brasileiro de Filosofia, no Estadão de 2/8/2007, reproduzido no
site do PSDB. Everardo Maciel, na Gazeta Mercantil de 4/10/2007. Rodrigo
Maia, em declaração à Rádio do Moreno, 6/11/2007, 17h20. César Maia em seu
blog, 12/11/2007. E Daniel Pizza em texto do Estadão de 2/12/2007.

Bernardo Kucinski é professor titular do Departamento de Jornalismo e
Editoração da ECA/USP. Foi produtor e locutor no serviço brasileiro da BBC
de Londres e assistente de direção na televisão BBC. É autor de vários
livros sobre jornalismo.

Publicado no Blog do Nassif e repassado por Fernando Arruda.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Seu Direito: Tabela de Temporalidade de Documentos de Pessoa Física

 

Tabela de Temporalidade de Documentos de Pessoa Física

1. VIDA FINANCEIRA

1.1 PAGAMENTO DE TRIBUTOS

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.1.1 Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) e seu respectivo DARF

5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva declaração, ou seja, 6 anos (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). O mesmo prazo aplica-se aos comprovantes utilizados na declaração do imposto de Renda

1.1.2 Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e seu respectivo DARM

5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

10 anos

Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva cobrança (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Depois deste prazo, a dívida prescreve e a Prefeitura não pode mais cobrá-la, porém, para efeito de comprovação de propriedade, é necessário manter o comprovante por 10 anos

1.1.3 Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)

5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva cobrança (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Na transferência de veículo, o comprador deve solicitar os últimos quatro anos, para evitar fraudes, uma vez que o vendedor pode apresentar o último pagamento, sem que os anteriores estejam pagos.

1.2 PAGAMENTO DE CONTAS DE CONSUMO (ÁGUA, LUZ, TELEFONE)

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.2.1 Comprovante de pagamento de conta de água, luz, telefone (inclusive o celular)

90 dias

5 anos

Por sua natureza de relação de consumo, o prazo é definido pelo Código de Defesa do Consumidor, Lei. 8.078/90, art. 26, II. Em caso de necessidade de questionamento de valores de tributos, seguir o Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Manter as contas também serve como garantia de manutenção dos serviços. Caso o fornecedor alegue que uma conta antiga não tenha sido paga e o consumidor não disponha mais de comprovante, poderá pedir para que o fornecedor prove que a conta não foi paga. A comprovação também pode ser feita por extrato bancário, em caso de débito automático

1.3 PAGAMENTO DE ALUGUEL E CONDOMÍNIO

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.3.1 Recibo de pagamento de aluguel

3 anos

Ver Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 3º, I.

1.3.2 Recibo de pagamento de condomínio

5 anos

Ver Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. É possível solicitar à administradora do condomínio, periodicamente, uma declaração de que não existem débitos pendentes. Assim, é mantido apenas um documento arquivado

1.4 COMPRA (IMÓVEIS, BENS DURÁVEIS E NÃO-DURÁVEIS)

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.4.1 Recibo dos pagamentos das parcelas de imóvel

Até que seja feito o registro da escritura no Cartório de Registros de Imóveis

1.4.2 Nota fiscal de compra de bem durável


Prazo de garantia

Vida útil do produto

Ainda que o prazo de garantia dado pelo fabricante tenha se esgotado, alguns defeitos que não ocorrem pelo desgaste natural do bem podem surgir após a garantia, o chamado "vício oculto". Exemplo disso é o "recall" de automóveis. Ver Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, art. 26, § 3°

1.4.3 Nota fiscal de produtos e serviços não-duráveis

30 dias

Os alimentos são exemplo desta categoria, e a nota deve ser preservada pelo prazo da garantia legal de 30 dias (Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, art. 26, I).

1.5 SERVIÇOS BANCÁRIOS E FINANCEIROS

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.5.1 Comprovante de depósito bancário

Não especificado

Deve-se guardar até comprovação do crédito em conta

1.5.2 Extrato bancário

5 anos

Para comprovação de pagamentos diversos (cf. CC, CTN); de salários, na falta de holerite (cf. CLT); de movimentação financeira (fisco, por exemplo)

1.5.3 Fatura de cartão de crédito

3 anos, se houver parcelamento, com relação à discussão dos juros aplicados.

5 anos, com relação a eventuais cobranças

Para faturas de cartão de crédito não há determinação legal. A Associação Nacional dos Usuários de Cartão de Crédito recomenda que elas sejam mantidas pelo mínimo de um ano, por cautela, para que o consumidor se previna contra eventuais lançamentos indevidos e/ou cobrança em duplicidade por parte das administradoras de cartões de crédito. É importante ressaltar que a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular (que seria o caso dos cartões, pois o consumidor assina um contrato) prescreve em 5 anos (Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206)

1.6 CONTAS E RECIBOS GERAIS

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

1.6.1 Carnê e/ou comprovante de pagamento de consórcio

Até a entrega da carta de liberação da alienação fiduciária

1.6.2 Comprovante de pagamento de mensalidades escolares

5 anos

Guardar de preferência até o término do curso, após receber o certificado ou diploma

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. Quando utilizado para efeito de abatimento em Imposto de Renda, deverá ser arquivado por 6 anos, juntamente com a Declaração

1.6.3 Comprovante de pagamento de convênio médico

5 anos

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. Quando utilizado para efeito de abatimento em Imposto de Renda, deverá ser arquivado por 6 anos, juntamente com a Declaração

1.6.4 Comprovante de pagamento de TV por assinatura

5 anos

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I

1.6.5 Comprovante de pagamento de honorários de profissionais liberais

5 anos após a conclusão dos serviços, ou após cessação do contrato ou mandato.

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, II

1.6.6 Comprovante de hospedagem

1 ano

Cobranças referentes à hospedagem e alimentação em hotéis obedecem ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, §1º, I

2. VIDA TRABALHISTA

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

2.1 Cartão do Programa de Integração Social (PIS)

Permanente

2.2 Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

Permanente

2.3 Extrato da conta vinculada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

2 meses

O trabalhador pode conferir a regularidade dos depósitos em sua conta vinculada através de extrato enviado à sua casa de 2 em 2 meses. Se não estiver recebendo o extrato, o trabalhador deverá informar seu endereço completo em uma agência da CAIXA ou pela Internet, no site <www.caixa.gov.br>

2.4 Holerite/recibo de pagamento de salário

Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova de tempo de serviço e de contribuição

2.5 Guia de recolhimento previdenciário como autônomo

Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova do tempo de serviço e de contribuição

2.6 Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT)

Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova do tempo de serviço e contribuição

3. PATRIMÔNIO

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

3.1 Escritura de imóvel

Permanente

Comprova o direito de propriedade do bem. Em caso de venda, deve ser transferido ao novo proprietário

3.2 Certificado de Registro e Licenciamento Anual (CRLV)

1 ano

Documento de porte obrigatório para o condutor do veículo, sob pena de multa e apreensão deste (Código de Trânsito Brasileiro, Lei. 9.503/97, art. 230, V). Pode ser substituído por uma cópia autenticada pela repartição de trânsito competente

3.3 Apólice de seguro (de vida, de residência, de saúde, de veículo etc.)

1 ano, após o final da vigência

O prazo é contado a partir da data de citação pelo terceiro prejudicado ou da indenização feita a este, no caso de responsabilidade civil, ou do fato gerador da pretensão, nos demais casos. Ver Código Civil, Lei. 10.406/02, art. 206, § 1º, II

4. CIDADANIA

Documento

Prazo de Guarda

Prazo de Precaução

Observações

Permanente

Se o titular deixar de votar ou justificar por três votações consecutivas, o título será cancelado. Cada turno é considerado uma votação

4.2 Comprovante de votação

Manter os comprovantes dos dois últimos sufrágios (inclusive dos turnos, se houver)

Em caso de perda dos comprovantes, é possível solicitar a qualquer Cartório Eleitoral uma Certidão de Quitação Eleitoral, que será emitida na hora, devido ao acesso direto ao Cadastro Geral de Eleitores. Para os eleitores inscritos no Estado de São Paulo, a requisição pode ser feita através da internet, no site <www.tre-sp.gov.br>

4.3 Certidão de nascimento

Permanente

Possui validade até a certidão de casamento

4.4 Certidão de casamento

Permanente

Possui validade até a certidão de óbito

4.5 Certidão de óbito

Permanente

 



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